UNIDADE MORAVIAN da Igreja mundial MORAVIAN WIDE | |
| Origem e Crescimento da Unitas Fratrum | |
A Unitas Fratrum, ou a Igreja da Morávia, é o ramo da Igreja cristã, que começou sua vida distintos em Kunvald na Boêmia no ano de 1457. Ela nasceu do grande avivamento da fé no fim da Idade Média, decorrente do renascimento nacional da religião na Boêmia, em que os escritos de Wyclif tinham grande influência, e do qual João Hus foi o maior líder. Dentro do movimento Pedro de Chelcic representado as tradições do puritanismo Oriental e liberdade de controle oficial em matéria de religião. Entre essas influências, a Unitas Fratrum foi fundado, sob a liderança de Gregório, o Patriarca, com um ideal de três vezes de companheirismo, fé e liberdade, e uma forte ênfase na vida cristã prática e não sobre o pensamento doutrinário ou da tradição da igreja. Os estatutos de Reichenau, 1464, contém as primeiras afirmação deste pensamento comum. Seu número cresceu rapidamente. Esta extensão chamou a atenção das autoridades da igreja para os irmãos, que foram denunciados como hereges e traição. Eles tentaram manter um contato vivo com a igreja primitiva, tendo obtido a partir do Waldenses as ordens tradicionais do ministério, incluindo o episcopado, e assim se tornou um órgão independente eclesiástico. O poder do Estado foi então chamado para reprimi-los, mas a perseguição promoveu o seu crescimento. O impacto dos irmãos sobre a vida espiritual em seu país e sobre os limites de sua terra natal excedeu em muito a composição numérica de adesão. Os irmãos estavam habilitados a manter uma comunhão de vida em Cristo com a ajuda da Bíblia e hinos em sua própria língua, um cuidadoso sistema de disciplina e de escolas para os jovens. Os irmãos encontraram Lutero e outros reformadores em igualdade de condições, ensinou-lhes o valor de uma disciplina eclesiástica eficaz, e ganhou-lhes novas perspectivas sobre a natureza da fé salvadora. Nos problemas da reação contra a Reforma, os tempos de perseguição, alternados com momentos de calma comparativos, até que finalmente em 1620 a Igreja Romana foi colocado no poder pelos exércitos estrangeiros e Unitas Fratrum com outros órgãos protestante foi totalmente suprimido. A influência de D. João Amos Comenius, que tinham preservado a disciplina da igreja, e que foi pioneira métodos de ensino, foi uma grande fonte de força após o rompimento da igreja. Ele nunca deixou de rezar e suplicar publicamente para a restauração de sua igreja amada.Fortalecido por essa fé, uma "semente oculta" sobreviveu na Boémia e Morávia, a emergir de uma centena de anos mais tarde na Igreja Renovada. Entre 1722 e 1727, algumas famílias da Morávia, que haviam mantido as tradições da antiga Unitas Fratrum, encontrei um lugar de refúgio em Roma. Saxônia, na propriedade de Nicolaus Ludwig, Conde Zinzendorf, e construíram uma aldeia que eles chamaram de Herrnhut. Outras pessoas de pontos de vista muito diferentes também encontrou ali um local de liberdade religiosa, mas suas diferenças ameaçou fazer-lhe um lugar de conflito. Zinzendorf abriu mão de sua posição no serviço de estado a dedicar-se a unir esses vários elementos em uma verdadeira comunhão cristã. Ele tornou-se seu líder espiritual, bem como seu patrono e protetor contra a interferência de fora. Por seu exemplo e pastoral Zinzendorf acelerou sua. A comunhão cristã e unidos para a vida comunitária nos termos do Estatuto de Herrnhut (12 de maio, 1727), que foram encontradas para seguir o padrão dos antigos Unitas Fratrum.Através da oração sincera e continuada, eles perceberam que cada vez mais o poder da Cruz de Cristo na conciliação entre eles um para o outro. Uma experiência profunda e decisiva desta unidade foi-lhes dado em um derramamento do Espírito Santo na celebração da Santa Comunhão em 13 de agosto de 1727. A partir desta experiência de unidade consciente veio zelo e força para compartilhar essa comunhão em Cristo com outros ramos da Igreja Universal, e alegria de servir sempre encontraram uma porta aberta. Ao seguir esse impulso, foram estabelecidas relações com os cristãos sérios em muitos países da Europa Ocidental, na Inglaterra de 1728, e na América do Norte a partir de 1735, enquanto em 1732 sua primeira missão aos pagãos começou entre os escravos de São Tomé no Ocidente Índias. A fim de obter o reconhecimento oficial de seus trabalhadores, e para definir a. selo sobre as ligações com a antiga Unitas Fratrum, eles decidiram continuar as suas ordens episcopal, que tinha sido transmitida ao longo Bispo Comenius e uma linha de bispos da província polaca da unidade antiga. Em 1735 o bispo Daniel David Nitschmann Jablonsky consagrada como o primeiro bispo da Igreja Renovada. Os ramos da igreja, assim, estabelecido no Continente e na Grã-Bretanha ea América continuou a desenvolver de acordo com as diferentes oportunidades que lhes são apresentados, mantendo a sua associação e união, especialmente no trabalho de propagação do Evangelho em outras terras. Assim, hoje a Unitas Fratrum, que tem afirmado ao longo de sua história que a comunhão cristã reconhece nenhuma barreira de nação ou raça, é ainda uma unidade internacional com as congregações em muitas partes do mundo. A Unitas Fratrum preza a sua unidade como um valioso tesouro que lhe foi confiada pelo Senhor. Ele representa a união de toda a humanidade dada pela reconciliação através de Jesus Cristo. Portanto, o movimento ecumênico é da sua essência vital. Durante cinco séculos, tem apontado para a unidade dos filhos de Deus dispersos para que se tornem um em seu Senhor. sampaio | |
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"E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência." - Jeremias 3:15 (ACF).
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Igreja: Luz do Mundo,
Armazém de Secos e Molhados ou Lixão?
Portadora de uma Revelação, guardadora e veiculadora de um Sagrado Depósito, a Igreja, como comunidade de fé e como pessoas de fé, foi enviada ao mundo com uma missão de anunciar, por palavras e por atos, o Reino de Deus e os seus valores, e de chamar as pessoas ao arrependimento e a reconciliação com Deus, mediante Jesus Cristo. A Igreja é considerada pelo seu Senhor como “sal da terra” e “luz do mundo”. O mundo, nas trevas espirituais e na podridão moral resultado da Queda, necessita de ser iluminado e salgado com a verdade. Isso requer da Igreja conhecimento, convicção e coragem.
Muitas vezes, porém, ela não obedece a essa tarefa essencial e arriscada, e se acomoda. Fica como um “Armazém de Secos e Molhados”, empilhando sacas de sal e caixas de lâmpadas, em perfeito estado de conservação, climatizados, mas totalmente irrelevante para o propósito para que fora destinada. E haja armazéns por esse Brasil (e mundo) a fora! O sectarismo, o isolacionismo, o antiintelectualismo, o moralismo-legalismo, a acomodação, têm apequenado a grande missão que nos foi dada por um grande Deus para as grandes necessidades de uma grande criação sob o poder do pecado e a influência de satanás.
A Pior situação – e ela tem-se dado várias vezes na História – infelizmente, é quando, além de desobedecer o mandado de salgar e iluminar o mundo perdido, ou de se acomodar mantendo os “armazéns”, a Igreja dá um passo a mais na direção contrária do seu propósito, e passa a ter sua agenda pautada pelo “espírito do século”, acuada, complexada, equivocada, no lugar de influenciar, é influenciada, recebendo todo o lixo cultural e moral produzido pelo mundo caído. É a igreja “lixão”! Como “de boa intenção o inferno está cheio”, muitos dos líderes que fazem essa opção pensam estar tornando a Igreja relevante, quando ela vai no caminho da irrelevância, pois o “século” é insaciável em suas demandas, e não se contenta menos do que cedermos tudo, não o criticarmos, não desafiarmos a mudança, não apresentarmos diferenças, e tornarmos nossas as posições deles. O Universalismo salvífico, o ceticismo bíblico, o racionalismo, o relativismo, marcaram os bem intencionados e piedosos eruditos das várias fases do Liberalismo Teológico, que esvaziaram os templos europeus, transformados em museus (e visto por um ex-evangélico nacional não como fracasso, mas como sucesso da Igreja), está esvaziando as denominações tradicionais (“mainstream”) dos Estados Unidos, e começa a chegar ao Brasil, antes um bastião do evangelicalismo, por uma nova geração de líderes ávidos por aceitação e aprovação pelos “iluminados” de dentro e de fora da Igreja, a ridicularizar nós, os ingênuos e/ou ignaros.
Os desafios do Secularismo Pós-Moderno, fora, e do Liberalismo Revisionista Pós-Moderno estão aí! A Agenda GLSTB é apenas um sintoma de algo maior e mais profundo. Para alegria do mundo caído, e júbilo do príncipe das trevas, vamos ficando cada vez mais divididos no enfrentamento aos desafios da conjuntura, segundo o que o Senhor nos tem entregue.
Enfim, irmãos, “sal”? “Luz”? “Armazém”? Ou “lixão”? Parece que já temos um pouco de tudo isso. O que irá prevalecer?
Paripueira (AL), 13 de maio de 2011,
Anno Domini.
Armazém de Secos e Molhados ou Lixão?
Portadora de uma Revelação, guardadora e veiculadora de um Sagrado Depósito, a Igreja, como comunidade de fé e como pessoas de fé, foi enviada ao mundo com uma missão de anunciar, por palavras e por atos, o Reino de Deus e os seus valores, e de chamar as pessoas ao arrependimento e a reconciliação com Deus, mediante Jesus Cristo. A Igreja é considerada pelo seu Senhor como “sal da terra” e “luz do mundo”. O mundo, nas trevas espirituais e na podridão moral resultado da Queda, necessita de ser iluminado e salgado com a verdade. Isso requer da Igreja conhecimento, convicção e coragem.
Muitas vezes, porém, ela não obedece a essa tarefa essencial e arriscada, e se acomoda. Fica como um “Armazém de Secos e Molhados”, empilhando sacas de sal e caixas de lâmpadas, em perfeito estado de conservação, climatizados, mas totalmente irrelevante para o propósito para que fora destinada. E haja armazéns por esse Brasil (e mundo) a fora! O sectarismo, o isolacionismo, o antiintelectualismo, o moralismo-legalismo, a acomodação, têm apequenado a grande missão que nos foi dada por um grande Deus para as grandes necessidades de uma grande criação sob o poder do pecado e a influência de satanás.
A Pior situação – e ela tem-se dado várias vezes na História – infelizmente, é quando, além de desobedecer o mandado de salgar e iluminar o mundo perdido, ou de se acomodar mantendo os “armazéns”, a Igreja dá um passo a mais na direção contrária do seu propósito, e passa a ter sua agenda pautada pelo “espírito do século”, acuada, complexada, equivocada, no lugar de influenciar, é influenciada, recebendo todo o lixo cultural e moral produzido pelo mundo caído. É a igreja “lixão”! Como “de boa intenção o inferno está cheio”, muitos dos líderes que fazem essa opção pensam estar tornando a Igreja relevante, quando ela vai no caminho da irrelevância, pois o “século” é insaciável em suas demandas, e não se contenta menos do que cedermos tudo, não o criticarmos, não desafiarmos a mudança, não apresentarmos diferenças, e tornarmos nossas as posições deles. O Universalismo salvífico, o ceticismo bíblico, o racionalismo, o relativismo, marcaram os bem intencionados e piedosos eruditos das várias fases do Liberalismo Teológico, que esvaziaram os templos europeus, transformados em museus (e visto por um ex-evangélico nacional não como fracasso, mas como sucesso da Igreja), está esvaziando as denominações tradicionais (“mainstream”) dos Estados Unidos, e começa a chegar ao Brasil, antes um bastião do evangelicalismo, por uma nova geração de líderes ávidos por aceitação e aprovação pelos “iluminados” de dentro e de fora da Igreja, a ridicularizar nós, os ingênuos e/ou ignaros.
Os desafios do Secularismo Pós-Moderno, fora, e do Liberalismo Revisionista Pós-Moderno estão aí! A Agenda GLSTB é apenas um sintoma de algo maior e mais profundo. Para alegria do mundo caído, e júbilo do príncipe das trevas, vamos ficando cada vez mais divididos no enfrentamento aos desafios da conjuntura, segundo o que o Senhor nos tem entregue.
Enfim, irmãos, “sal”? “Luz”? “Armazém”? Ou “lixão”? Parece que já temos um pouco de tudo isso. O que irá prevalecer?
Paripueira (AL), 13 de maio de 2011,
Anno Domini.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O PAIS DA IMORALIDADE
Brasil: Justiça Legaliza Imoralidade
Em um país onde o Poder Legislativo é o que menos legisla, mas sim o Poder Executivo através de Medidas Provisórias ou o Poder Judiciário através das suas “interpretações” (este último sem ter sido eleito pelo povo, nem passível de perante ele responder), o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade dos seus membros, resolveu estender aos homossexuais o instituto das “uniões estáveis”, sem qualquer embasamento nos dispositivos expressos da Constituição Federal ou do Código Civil, mas tendo por base argumentos filosóficos emanados da ideologia secularista que está a destruir os fundamentos da civilização ocidental plasmada pelo Cristianismo.
Mais uma vez é o aparelho do Estado indo de encontro à Nação, sua História, sua Cultura e seus Valores. A imoralidade do homossexualismo – nítido desvio de conduta e enfermidade emocional e espiritual – sempre rejeitada pela Nação, não por preconceitos, mas por conceitos que geram preceitos, recebeu o manto da legalidade, com o objetivo de reforçar a sua legitimidade. A imoralidade foi legalizada. O pecado foi legalizado. A minoria organizada do lobby GLSTB comemora seu momento de “vitória” contra a família. O Brasil se junta aos 10% dos países vanguardistas onde se aprovou tal instituto ou o do próprio “casamento”. O Brasil está de luto. A dignidade da pessoa humana e as leis vigentes isonômicas já eram mais do que suficientes para o exercício da cidadania, o bom funcionamento do Estado Democrático de Direito e a busca do Bem-Comum. O próximo passo será a criminalização dos heterossexuais que não admitem a normalidade do homossexualismo, o atentado à liberdade de expressão e da liberdade de religião, com a PLC 122, ora no Senado da República.
A mídia já vinha, há muito tempo, manipulando a opinião pública, em uma autêntica lavagem cerebral, para quebrar as resistências, e “reeducar” a nação. Os Ministérios Federais, como o da Educação e dos Direitos Humanos também estão a gastar o dinheiro do contribuinte para promover a pederastia.
Os argumentos levantados pelos doutos ministros no dia de hoje devem ser levados às suas consequências lógicas, legalizando as outras “minorias discriminadas”, como os pedófilos e outros tantos ófilos.
Os cidadãos brasileiros de convicções morais baseadas nos valores da fé revelada e nos valores sempre afirmados por nossa Pátria continuarão, com convicção e coragem, a expressar a sua mais veemente condenação a esse momento lamentável, que deslustrou a mais alta corte de justiça do País. Continuarão a pregar a mensagem de perdão de Deus a todos os pecadores e a todos os pecados (e não a promover marchas de orgulho do pecado), bem como a mensagem de arrependimento e de mudança de vida, de libertação das opressões e dos desvios, que ferem a santidade de Deus e o seu projeto para a humanidade. Continuarão a apoiar os que hoje optam pelo comportamento homoerótico e que desejam dele ser curados, bem como aos heróicos terapeutas que se arriscam diante da intolerância das novas manifestações de totalitarismo. Bem nos ensina o apóstolo Pedro que “antes importa obedecer a Deus do que aos homens”, e seguindo o exemplo de Martin Luther King Jr, nos cabe a resistência pacífica (não passiva) e não violenta, a desobediência civil. Nesse momento que vozes proféticas se levantem, pois o respeito ao Poder Judiciário não passa por sua infalibilidade nem pela impossibilidade de dele se discordar e apontar para os seus equívocos, que prejudicam a Nação, e que um dia serão julgados tanto por Deus, quanto pela História.
Ache o aparelho do Estado o que achar, decida o que decidir, nossas Igrejas continuarão a afirmar que Deus criou uma humanidade de machos e fêmeas, que ordenou que o homem se unisse à mulher, e que condena vigorosamente a sodomia.
As consequências do que hoje decidiu na esfera do Estado não atingem a vida interna da Igreja e do Povo de Deus. Continuaremos a afirmar o que a herança judaico-cristã-islâmica tem ensinado por cinco mil anos. Continuaremos a respeitar a memória dos nossos antepassados e a honrar os valores dos nossos costumes e das nossas crenças.
Oremos pelas autoridades da República, para que cessem de fazer o mal e promovam o bem!
Mogi das Cruzes (SP), 05 de maio de 2011,
Anno Dominiquinta-feira, 14 de abril de 2011
NOTICIA INTERNACIONAL
Bispo Católico-Romano Afirma Haver Uma Conspiração da UNESCO Que Transformará Metade do Mundo em Homossexuais
“O ‘ministro’ da família no governo do Papa, o cardeal Antonelli, me comentava há poucos dias em Zaragoza que a UNESCO tem programado para os próximos 20 anos fazer com que a metade da população mundial seja homossexual. Para isso, através dos mais variados programas, irá implantando a ideologia de gênero, que já está presente em nossas escolas”. Essa é a teoria da conspiração global sustentada pelo bispo de Córdoba, Demetrio Fernández. Ele a expôs no dia 26 de dezembro, numa homilia pronunciada na eucaristia da Sagrada Família. E, aliás, destaca o cardeal Ennio Antonelli, ministro da Família do Papa, como o autor da “teoria conspiratória” da organização da ONU para a infância.
Demetrio Fernández assegurou que a Igreja “não pretende impor a ninguém sua visão quanto à vida e à família, mas pede que seja respeitada a visão que temos recebido de Deus e que está inscrita na natureza humana”.
Como será realizada essa iniciativa sem precedentes? “Para isso, através dos mais variados programas, irá implantando a ideologia de gênero, que já está presente em nossas escolas”.
“Quer dizer, segundo a ideologia de gênero, que ninguém nasceria homem ou mulher, mas o que escolher posteriormente segundo o seu prazer, e poderá mudar de sexo quando quiser segundo a sua vontade”. E conclui: “Eis aí a última ‘conquista’ de uma cultura que quer romper totalmente com Deus, com o Deus Criador, que fixou em nossa natureza a distinção entre o homem e a mulher”.
O preletor terminou a homilia dizendo que “Não é momento de lamentar-se, mas de conhecer bem quais são os ataques a este bem precioso e de viver com lucidez e com coerência o que temos recebido de Deus, pela lei natural ou por lei revelada”.
Uma homilia que dará muito o que falar, inclusive entre os preletores e os fiéis que assistiram à grande festa-missa da família de Colón celebrada em Madri.
A sexualidade não é “um jogo de prazer”
Na primeira parte de seu longo sermão, o preletor de Córdoba, considerado um dos mais conservadores do episcopado espanhol, fez, também, uma fundamentação teológica e espiritual da família como “Igreja doméstica”, porque “no plano amoroso de Deus, a família constitui um pilar fundamental de nossa vida e de nossa convivência”.
Um plano de Deus no qual, segundo o bispo, “a família consiste na união estável de um homem e uma mulher que se amam e declaram se amar por toda a vida. União santificada pela bênção de Deus no sacramento do matrimônio, cujo vínculo é fonte permanente de graça e é irrompível, quero dizer, indissolúvel. União que pela sua própria natureza está aberta à vida e resulta, normalmente, no nascimento de novos filhos que completam o amor dos pais e que são como a coroa destes”.
Uma contribuição mútua que, a juízo de Demetrio Fernández, se “expressa, inclusive, na doação corporal, na linguagem da sexualidade”. Isso sim, uma sexualidade que não pode ser entendida “como um jogo de prazer” porque, então, “este projeto de Deus sobre o homem se arruína”.
Para o bispo, “o prazer que acompanha a relação sexual não pode converter-se em valor absoluto das relações entre homem e mulher. Quando o único que motivo é o prazer, a satisfação de si próprio, o outro se converte em objeto, e o amor se converte em egoísmo. A sexualidade, então, é a linguagem do egoísmo, do egoísmo mais terrível, porque utiliza o outro para seu próprio proveito”.
O preletor de Córdoba salienta, ao continuar, que a relação sexual entre os cônjuges deve estar sempre aberta à vida. “A encíclica Humanae vitae ensina claramente esta doutrina, e – ai de vós! -, se a extorquirmos, dizendo o contrário ou deixando à consciência de cada um que faça o que quiser”.
E, portanto, devemos reconhecer que alguns padres não respeitam essa doutrina da Igreja. “Devemos pedir perdão a Deus porque, neste ponto, nós bispos, sacerdotes ou catequistas, não temos anunciado com fidelidade a doutrina da Igreja, a doutrina que salva e torna os homens felizes”.
“Caminhando rumo à autodestruição”
“No deserto demográfico que padecemos, pelo que o mundo ocidental se lamenta, todos temos nossa parcela de culpa. Não só os legisladores e os políticos por não favorecerem a família verdadeira, mas também os transmissores da verdade evangélica (bispos, sacerdotes, catequistas) por haverem ocultado ou negado a doutrina da Igreja neste ponto”, destacou clamando um “mea culpa” por haver conduzido o mundo a consequências dramáticas e desastrosas.
A prova mais evidente é, segundo o bispo, que a “Espanha tem tido o menor índice de natalidade do mundo e, desde que o aborto foi introduzido, existem mais de um milhão de mortos por este crime abominável. Seguindo este caminho, a Espanha e os países ocidentais, tão orgulhosos de seu progresso, caminham rumo à sua própria destruição”.
Também contribuíram para isso “as facilidades para o divórcio, para a anticoncepção em todas as suas formas, para o aborto – inclusive com a pílula do dia seguinte, repartida gratuitamente como anticoncepcional. São tantos ataques à família, ao projeto amoroso de Deus sobre a família e a vida”.
Fonte: Gospel Prime
Informações El Mundo
SAMPAIO...
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Teologia Liberal Incorpora Esoterismo
Uma sacerdotisa maia queima incenso aos espíritos ancestrais na abertura de um evento ecumênico. Uma pastora se diz cristã e budista. Um pastor decide guardar o mês islâmico do Ramadan. Sacerdotes Bramanistas pregam em Catedral e recebem desculpas pelo fato de missionários cristãos terem ido converter a Índia. “Feira de Espiritualidade” em grande igreja europeia inclui Tarô, Nova Era e representantes dos Cultos Celtas Pagãos. O Liberalismo Teológico Protestante vai hoje além da negação da autoridade da Bíblia, do universalismo quanto à salvação ou do relativismo quanto à moral, ou do apoio a agenda GLSTB, e caminha para uma incorporação do esoterismo. Seguidores da Teologia da Libertação, na América Latina, cunharam o termo “macro-ecumenismo” para incluir os pais-de-santo. Ministro protestante brasileiro se confessa seguidor do Rosacruz. Articulistas internacionais se referem a novo fenômeno de Balaão ou, no lugar de uma “via média”, uma “via médium”. Ao lado do secularismo na sociedade e no Estado, o liberalismo na igreja se choca (e passa a perseguir) o princípio de que “Jesus Cristo é o único Senhor e Salvador”.
Fonte: Imprensa Internacional
sampaio...
quarta-feira, 23 de março de 2011
Prazer e sofrimento
O Novo Testamento está permeado pelo tom do sofrimento, e é justamente isso que não agrada à nossa velha natureza, que adora cuidar bem de sua carne e de gozar a vida. Paulo e Barnabé, por exemplo, exortaram os discípulos “a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (At 14.22).Paulo, o apóstolo dos gentios, lembra a Timóteo, seu discípulo mais fiel, que “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3.12).
Isso não soa como uma vida de prazeres e de riqueza abundante, como tanto se apregoa hoje em dia. Temos inclusive uma carta inteira no Novo Testamento que se ocupa com o tema do sofrimento: a Primeira Epístola de Pedro. Ele explica que a fé é provada e aprovada através do sofrimento (1 Pe 1.6-7). Portanto, em completa oposição à sociedade caracterizada pelo entretenimento e ao cristianismo que confunde discipulado com diversão e festa. Aos crentes da Ásia Menor, Cristo é apresentado como exemplo naquilo que sofreu, para que sigamos os Seus passos (1 Pe 2.21).
Jesus e o sofrimento
A Carta aos Hebreus menciona, inclusive, que nosso Senhor, “embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hb 5.8). Se isso foi válido para o Filho de Deus, quanto mais vale para nós! O servo, como se sabe, não está acima de seu Mestre.Pedro diz ainda mais: “Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (1 Pe 4.1-2).
Tema recorrente
Sofrimento e não prazer ou bênçãos materiais é o tema recorrente nas cartas dos apóstolos. Paulo chega a dizer: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1.29). De forma semelhante, Pedro admoesta em sua carta: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” (1 Pe 4.12-13).Sem rodeios
Aos coríntios, que igualmente estavam em perigo de exercer poder e “domínio”, Paulo escreve sem rodeios: “Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco. Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos” (1 Co 4.8-13).Isso soa como prazer, sucesso, conforto e prosperidade? É quase o oposto de tudo aquilo que hoje nos é apresentado simuladamente pelos “evangelistas da prosperidade” como se fosse o Evangelho de Cristo.
Negativo e derrotista?
Para que minhas palavras não sejam interpretadas como uma defesa do sofrimento e uma declaração de derrotismo cristão, devo mencionar que Deus deseja que “vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito” (1 Tm 2.2). Na mesma Carta a Timóteo está escrito: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento” (1 Tm 6.17).Movido pela alegria
Quando Paulo ditou sua carta “movida pela alegria” aos filipenses exortando os crentes a “alegrar-se sempre” (Fp 4.4), ele próprio encontrava-se algemado na prisão.Discutindo com os super-apóstolos
Em suas discussões com pregadores “poderosos” e triunfalistas, que Paulo chama ironicamente de “sábios”, “fortes”, “nobres” (1 Co 4.10), ele se gloria de sua própria fraqueza (2 Co 12.9), especialmente porque esses falsos mestres se vangloriavam de seu grande poder e de sua própria autoridade. Eles também passavam a idéia de que apenas através deles o mundo daquela época fora alcançado com um evangelho “poderoso” e “pleno” (2 Co 10.12-16). Paulo contrapõe a esses falsos apóstolos e obreiros fraudulentos, como também os chama, a extensa lista de seus próprios sofrimentos (2 Co 11.22-23), provando que ele era um apóstolo legítimo.Isso ainda é pregado atualmente? Isso ainda é proclamado nos programas cristãos de televisão? Os apóstolos residiam em belas casas e lá ditavam suas cartas? A visão mais profunda dos mistérios do tempo da graça é fornecida por Paulo nas cartas aos efésios e aos colossenses, que ele escreveu quando se encontrava encarcerado. Em seu discurso de despedida em Mileto ele disse: “o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações” (At 20.23). Isso não soa como a expectativa por eventos especialmente prazerosos.
Vida de prazeres?
Humildade, lágrimas, provações, ciladas, cadeias e tribulações, de fato, uma vida “de prazeres”! Mesmo quando Paulo suplicou por uma vida física mais ou menos normal, sem o espinho na carne, seu pedido não foi atendido. Será que ele não deveria ter enfrentado essa limitação física com visualização ou pensamento positivo? Esse homem de Deus podia dizer de si mesmo: “...pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” (2 Co 6.10). Devemos temer, com justiça, que muitos dos pregadores de sucesso de nossos dias literalmente invertem a ordem das coisas: “ricos, mas empobrecendo a muitos”.Todo esse evangelho da prosperidade e do bem-estar é um cumprimento de 2 Timóteo 4.3, onde está escrito que os homens dos últimos dias cortejarão mestres por cujas palavras sentem coceira nos ouvidos, mestres que os agradem. Muitos gostariam de ouvir que Deus quer nos fazer grandes, ricos, saudáveis e poderosos. Essa era a mensagem dos amigos de Jó, que não conseguiam entender que Jó enfrentava tanto sofrimento por se encontrar dentro da vontade de Deus.
Uma geração hedonista
Esta é a mensagem para uma geração hedonista, como Paulo explicou: que os “crentes” dos últimos dias não apenas serão “amantes de si mesmos” (2 Tm 3.2, Ed. Revista e Corrigida) mas “mais amigos dos prazeres (tradução literal da palavra grega “philedonos”) que amigos de Deus” (2 Tm 3.4).Será que Jesus também ofereceu uma falsa fé? Ele disse à igreja de Esmirna: “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o Diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).
O oposto do triunfalismo
Isso é totalmente oposto ao atual triunfalismo do evangelho da prosperidade. É monstruoso o que é tolerado e propagado na cristandade contemporânea. Esta geração ocidental literalmente criou um evangelho resumido e derivado de seu hedonismo, de sua amoldagem ao espírito da época, de sua loucura por saúde, bem-estar e entretenimento, de seu desejo por prazeres carnais e de sua auto-estima.Pobre, miserável, cego e nu
Talvez a melhor caracterização da situação espiritual desses pregadores e adeptos do evangelho da prosperidade e do bem-estar seja a declaração de Jesus Cristo a uma igreja próspera e abastada, mal acostumada ao sucesso, a igreja de Laodicéia: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3.17). (Alexander Seibel - http://www.chamada.com.brSAMPAIO.
segunda-feira, 21 de março de 2011
"Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estais coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século. E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim. Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados. Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grande sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem. Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.1-28).Sobre os acontecimentos dos tempos finais, é recomendável ler também os versículos restantes de Mateus 24 e todo o capítulo 25. A respeito, vamos perguntar-nos:
1. A quem Jesus dirigiu, em primeiro lugar, as palavras de Mateus 24 e 25?
A resposta é: basicamente aos judeus – e não à Igreja
- Nessa ocasião a Igreja ainda era um mistério. Somente no Pentecoste ela foi incluída no agir de Deus e, posteriormente, revelada através de Paulo.
- Portanto, o texto também não está falando do arrebatamento, quando Jesus virá para buscar Sua Igreja, mas trata da volta de Jesus em grande poder e glória para Seu povo Israel, após a Grande Tribulação (Mt 24.29-31). Jesus só falou do arrebatamento mais tarde, pouco antes do Getsêmani, como está registrado em João 14. Até então os discípulos, como judeus, só sabiam da era gloriosa do Messias que viria para Israel (por exemplo, Lucas 17.22-37).
- Os discípulos a quem Jesus Se dirigiu em Mateus 24 e 25 evidentemente eram judeus. Em minha opinião, eles simbolizam o remanescente judeu fiel, que crerá no Messias no tempo da Grande Tribulação.
- No sermão profético do Senhor Jesus no Monte das Oliveiras, Ele predisse como será a situação dos judeus no período imediatamente anterior à Sua volta.
- Falsos profetas e falsos cristos, como são chamados em Mateus 24.5,23,26, representam um perigo para Israel. A Igreja enfrenta outros perigos, pois deve preocupar-se mais com falsos mestres, falsos apóstolos e falsos evangelistas e em discernir os espíritos (2 Co 11.13; 2 Pe 2.1; Gl 1.6-9). Filhos de Deus renascidos pelo Espírito Santo certamente não vão sucumbir às seduções de falsos cristos e cair nesses enganos.
- O "abominável da desolação" (Mt 24.15) diz respeito claramente à terra judaica, ao templo judaico e aos sacrifícios judeus. Já o profeta Daniel falou a respeito. E Daniel não falava da Igreja, mas de "teu povo... e de tua santa cidade" (Dn 9.24).
- A frase: "então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes" (Mt 24.16), é bem clara. Trata-se nitidamente da terra de Israel. Pois no Novo Testamento a Igreja de Jesus nunca é conclamada a fugir para os montes.
- Igualmente o texto que fala do sábado diz respeito aos judeus, aos seus costumes e suas leis (v. 20).
- Também a parábola da figueira (v. 32) é uma representação simbólica da nação judaica. Do mesmo modo, a expressão "esta geração" (v. 43) aplica-se a Israel.
2. A que época o Senhor se refere em Mateus 24?
A resposta à pergunta anterior nos conduz automaticamente ao tempo em que esses fatos acontecerão. Trata-se da época em que Deus começará a agir novamente com Seu povo Israel de maneira coletiva, levando o povo da Aliança ao seu destino final (v. 3), que é a vinda do seu Messias e o estabelecimento de Seu reino. O centro de todas as profecias de Mateus 24 e 25 é ocupado pelos sete anos que são os últimos da 70ª semana de Daniel (Dn 9.24-27). Devemos estar cientes de que esse período é a consumação do século, o encerramento de uma era, e não apenas o transcorrer de um tempo. O sinal do fim dos tempos é a última semana, a 70ª semana de Daniel.Os últimos sete anos – divididos em três etapas (Mt 24.4-28)
1. Os versículos 4-8 descrevem, segundo meu entendimento, a primeira metade da 70ª semana de Daniel. O versículo 8 diz claramente: "porém tudo isto é o princípio das dores". As dores não dizem respeito a uma época qualquer, elas definem especificamente o tempo da Tribulação, comparado na Bíblia "às dores de parto de uma mulher grávida" (1 Ts 5.3; veja também Jr 30.5-7). O princípio das dores são os primeiros três anos e meio da 70ª semana. Assim como existem etapas iniciais e finais nas dores que antecedem um parto, também esses últimos 7 anos dividem-se em duas etapas de três anos e meio. Há um paralelismo e uma concordância quase literal entre Mateus 24.4-8 e Apocalipse 6, onde o Senhor abre os selos de juízo:- Falsos cristos (Mt 24.5) – primeiro selo: um falso cristo (Ap 6.1-2).
- Guerras (Mt 24.6-7) – segundo selo: a paz será tirada da terra (Ap 6.3-4).
- Fomes (Mt 24.7) – terceiro selo: um cavaleiro montado em um cavalo preto com uma balança em suas mãos (Ap 6.5-6).
- Terremotos (Mt 24.7), epidemias (Lc 21.11) – quarto selo: um cavaleiro montado em um cavalo amarelo, chamado "Morte" (Ap 6.7-8).
- Nesse tempo muitos morrerão como mártires (Mt 24.9) – quinto selo (Ap 6.9-11).
- Coisas espantosas e grandes sinais no céu anunciam a chegada do grande dia da ira do Senhor (Lc 21.11) – sexto selo (Ap 6.12-17).
- Em Israel, muitos trairão uns aos outros (Mt 24.10, veja também Mt 10.21).
- O engano e a impiedade se alastrarão, o amor esfriará, significando que muitos apostatarão de sua fé (Mt 24.11-12, veja 2 Ts 2.10-11). Quem perseverar até o fim verá a volta do Senhor e entrará no Milênio (Mt 24.13).
- O Evangelho do Reino será pregado por todo o mundo (v. 14). Ele não deve ser confundido com o Evangelho da graça, anunciado atualmente. O Evangelho do Reino é a mensagem que será transmitida no tempo da Tribulação pelo remanescente e pelos 144.000 selados do povo de Israel, chamando a atenção para a volta de Jesus, que então virá para estabelecer Seu Reino (compare Apocalipse 7 com Mateus 10.16-23).
A "abominação desoladora" não teve seu cumprimento na destruição do templo em 70 d.C., pois refere-se à afirmação de Daniel, que aponta claramente para o fim dos tempos (Dn 12.1,4,7,9,11).
- A profecia da "abominação desoladora" de Daniel teve um pré-cumprimento aproximadamente em 150 a.C., na pessoa de Antíoco Epifânio. Daniel 11.31 fala a respeito.
- A "abominação desoladora" cumpriu-se parcialmente em 70 d.C. através dos romanos, que destruíram o templo.
- Mas "abominável da desolação" de que Jesus fala em Mateus 24.15 será estabelecido apenas pelo anticristo, vindo a ter seu cumprimento pleno e definitivo na metade dos últimos sete anos (como profetizado em Daniel 12). Essa profecia de Daniel é claramente para o tempo do fim (vv. 4,9), referindo-se a um tempo de tão grande angústia como jamais houve antes (v. 1), que durará "um tempo, dois tempos e metade de um tempo". É dessa Grande Tribulação, desse período de imenso sofrimento e angústia, que Jesus fala em Mateus 24.21 (veja Jr 30.7).
- Eles devem fugir (veja Ap 12.6).
- Esses dias serão abreviados para três anos e meio, para que os escolhidos sejam salvos.
- Falsos cristos e falsos profetas farão milagres e sinais (veja Ap 13.13-14).
- Mas então, finalmente, diante dos olhos de todos, o Senhor virá "como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente". Esses dias da ira de Deus (Lc 21.22), ou melhor, esses dias da ira de Deus e do Cordeiro (Ap 6.17), são descritos assim: "Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.28). O "cadáver" representa o judaísmo apóstata, afastado de Deus, e o sistema mundial sob a regência do anticristo, no qual reinará a morte e o "hades". Os "abutres" simbolizam o juízo de Deus.
Em Lucas 21.20 e 24 o Senhor diz: "Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles." Isso cumpriu-se em 70 d.C.
Mas Mateus 24 menciona algo que não aparece no Evangelho de Lucas, pois cumprir-se-á apenas nos tempos do fim: "o abominável da desolação" (v. 15).
No Evangelho de Lucas, que trata primeiro da destruição do templo em 70 d.C., está escrito: "...haverá grande aflição na terra" (Lc 21.23) (não está escrito: "grande tribulação"). Mas em Mateus 24, que em primeira linha fala dos tempos do fim, lemos sobre uma "grande tribulação" "como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais" (v. 21). A expressão "grande tribulação" diferencia nitidamente a angústia de 70 d.C. da "grande tribulação" no final dos tempos.
3. Qual é a mensagem desse texto bíblico para nós hoje?
Essa passagem tem forte significado para os crentes de hoje, pois sabemos que os impressionantes acontecimentos da Grande Tribulação lançam suas sombras diante de si e que, por essa razão, o arrebatamento da Igreja deve estar muito próximo.- Nosso mundo está muito inquieto. Há conflitos em muitos países e torna-se mais e mais evidente a possibilidade de guerras devastadoras em futuro próximo. Mais de 400.000 cientistas estão atualmente ocupados em melhorar sistemas bélicos ou em desenvolver novos armamentos.
- Grande parte da humanidade passa fome.
- Terremotos, tempestades, inundações e doenças imprevisíveis, além de outros fenômenos e catástrofes da natureza, aumentam dramaticamente em progressão geométrica, como as dores de parto da que está para dar à luz.
- Grande parte dos cristãos é perseguida. Muitos chegam a falar de uma "escalada" nas perseguições nos últimos anos.
- Também a sedução e o engano através de falsas religiões é comparável a uma avalanche. O clamor pelo "homem forte" torna-se mais audível. Qualquer coisa passa a ser anunciada como "deus" ou "salvador" – e as pessoas agarram-se ansiosas a essas ofertas enganosas. Ao mesmo tempo acontece uma apostasia nunca vista, um crescente afastamento da Bíblia e do Deus vivo.
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, setembro de 2000.
CREUZA SAMPAIO...
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