CONVENÇÃO NACIONAL DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS FLUMINENSE RJ EM MG.
NOSSA CONVENÇÃO.
"E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência." - Jeremias 3:15 (ACF).
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terça-feira, 26 de março de 2013
Evangélicos organizam manifestação em defesa da fé cristã, em Brasília
Líderes
evangélicos estão organizando, para a próxima terça feira (26), um
protesto em Brasília em defesa da fé evangélica. Segundo o The Christian
Post, a mobilização surgiu como respostas às polêmicas envolvendo
evangélicos e outros grupos da sociedade, destacadamente os defensores
da causa LGBT e opositores do pastor e deputado Marco Feliciano.
As
manifestações terão como objetivo também protestar contra os políticos
de esquerda pois, segundo o bispo Roberto Torrecilhas, organizador do
evento, a fé cristã é alvo constante “de ataques por parte da esquerda
brasileira”.
-
Esses ataques são orquestrados por pessoas que estão usando o movimento
gay para nos atacar – completou Torrecilhas, ao falar de ataques contra
evangélicos no âmbito político.
-
Nos chamam de violentos, mas mostre uma única vez onde um cristão
praticante atacou ou foi violento contra um gay ou um afro descendente –
desafiou o bispo, que afirmou ainda que os esquerdistas brasileiros
querem trazer desunião para o povo evangélico.
-
A esquerda, sabedora que os cristãos evangélicos caminham para a
maioridade, tenta trazer ao nosso meio essa desunião, impedindo nosso
crescimento. Esse movimento que iniciamos, é para mostrar que a igreja
de Jesus caminha unida, embora com diferentes correntes teológicas,
nossa Bíblia é a palavra de Deus, e deve ser respeitada – ressaltou.
Sem
citar nomes, Roberto Torrecilhas critica também políticos que fazem
ataques diretos contra a Bíblia, como o deputado Jean Wyllys, que chamou
a Bíblia de “mito” e “texto alegórico”.
Papa Francisco já se ajoelhou para receber oração de Pastor e tenta aproximar as igrejas católica e evangélica
Bergoglio,
que é argentino de ascendência italiana, e escolheu o nome de papa
Francisco, e se pronunciou na Praça de São Pedro logo após o anúncio de
sua escolha, pedindo que os fiéis orassem por ele, em silêncio.
Sua
espontaneidade na cerimônia quebrou alguns protocolos pré-definidos
pelo Vaticano, e comentou, em tom bem humorado: “Meus colegas cardeais
foram buscar o novo papa lá no fim do novo mundo”.
Em
sua história, Bergoglio possui fatos inusitados. De acordo com o
Wikipedia, foi o segundo cardeal mais votado no conclave que elegeu
Joseph Ratzinger como papa em 2005.
Em 2006, o jornal argentin La Nacion noticiou
sobre um evento com a presença de evangélicos pentecostais e católicos
carismáticos, em que o então cardeal Bergoglio participou e recebeu
oração de um pastor.
O
texto da notícia diz que “o momento mais emocionante foi a recepção
dada ao cardeal Jorge Bergoglio, que liderou uma breve saudação e
perguntou, como de costume, se poderiam orar por ele. Os pastores o
levaram a sério, e o cardeal se ajoelhou e pediu a todos os presentes
que orassem para que ‘uma das vozes proféticas da Nação’ tivesse
abundância de sabedoria”.
Antes
do evento, que reuniu sete mil católicos e evangélicos e contou com uma
ministração do cantor evangélico Marcos Witt, Bergoglio dizia que
começava a ver uma “diversidade reconciliada” entre católicos e
evangélicos.
Irã convoca muçulmanos para a guerra contra Israel.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, ordenou que todas as
forças armadas do regime islâmico se preparem para a guerra. Segundo uma
fonte da Guarda Revolucionária iraniana, o regime acredita que Israel
está prestes a atacá-los. Seu desejo é convocar todos os muçulmanos para
se unirem a eles na “última guerra” O clima de guerra iminente no
mundo ficou mais pesado quando a Coreia do Norte disse que estava
cortando a comunicação com a Coreia do Sul e ameaçou usar seus mísseis
nucleares. Ocorreram negociações na semana passada no Cazaquistão,
reunindo o Conselho de Segurança das Nações Unidas mais a Alemanha. O
objetivo seria forçar uma intervenção no desenvolvimento de armas
nucleares por parte do Irã, algo inaceitável segundo o governo iraniano
que se sentiu ameaçado. Informações veiculadas recentemente dizem
que o general Masoud Jazayeri autorizou um ataque da Al-Qaeda contra os
EUA e a Europa ainda este ano. O vice-comandante da Guarda
Revolucionária Iraniana, general Hossein Salami, advertiu recentemente
que os mísseis de seu país poderiam chegar além da região do Oriente
Médio. Com a morte do presidente Hugo Chávez e a iminente queda do
presidente da Síria, Bashar Assad, o Irã está enfraquecido no cenário
internacional após perder esses dois importantes aliados. Além
disso, oficiais muçulmanos xiitas têm falado sobre a vinda iminente do
Mahdi, o 12 º Imã, uma espécie de último profeta que descerá à Terra no
momento do Armagedom. Recentemente, Ali Saidi, representante de
Khamenei junto à Guarda Revolucionária, disse a seus soldados que uma
das formas de acelerar a chegada do Mahdi é uma “grande turbulência” no
Oriente Médio. Ao mesmo tempo, o aiatolá Khazali, membro da Assembleia
de Especialistas, órgão que escolhe o líder supremo do Irã, deu uma
entrevista à revista “Guardião do Islã” que a vinda do Mahdi está mais
próxima que nunca e todos os inimigos do Islã serão destruídos,
espacialmente Israel e os Estados Unidos. Mês passado, o general
Mohammad Reza Naqdi, em um discurso na Universidade Sharif, em Teerã,
rejeitou negociações bilaterais com os americanos e foi enfático: “Os
EUA estão hoje no auge de sua inimizade com o Irã”. O presidente
Obama deve visitar Israel nas próximas semanas para tentar negociar com
os palestinos e israelenses uma divisão de território. Esta semana, o
primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, alertou que o programa
nuclear do Irã já cruzou a “linha vermelha”, e que Israel precisa tomar
medidas urgentes para contê-los. Com informações WND.
PROTESTANTISMO NO BRASIL
Primórdios da Igreja Evangélica no Brasil
Já
muito cedo na história do Brasil, temos notícia de pessoas evangélicas
aqui. Pelo ano de 1530, por exemplo, vivia em São Vicente, Estado de São
Paulo, um escrivão chamado Heliodoro Hessus, filho de Eobano Hessus,
amigo de Martinho Lutero. Mais conhecido ainda tornou-se o nome de Hans
Staden, um luterano amigo de Hessen que, pelo ano de 1550, viveu por
algum tempo no Brasil. Tais notícias foram confirmadas pelo padre José
de Anchieta que relata ter encontrado em São Vicente defensores de
idéias luteranas. Chegada dos Huguenotes no Rio de Janeiro
O vice-almirante francês Nicolau Durand de Villegaigon,
ouvindo falar das maravilhas das terras do Brasil, recém-descobertas,
com o apoio do almirante Gaspar de Coligny, conseguiu de Henrique II -
rei da França, dois navios equipados com víveres e, munido de
artilharia, partiu em rumo às terras que tanto ambicionava.
Nessa expedição, Villegaigon não teve o devido cuidado na
seleção dos homens que o acompanharam, o que resultou numa grande
conspiração dos seus homens contra o vice-almirante. Debelada a
conspiração, 16 dos conspiradores foram executados.
Informado do parcial fracasso da expedição chefiada pelo seu
protegido, o próprio almirante Coligny, arregimentou e chefiou a
segunda expedição formada por 300 homens e mais três navios. Entre os
tripulantes dos três navios, haviam 14 cristãos huguenotes de renome,
chefiados por Filipe de Gorguilarai. Haviam também dois pastores: Pierre
Richier e Guilhaume Chartier. Outros cristãos que integravam a comissão
dos catorze: Pierre Bourdon, Mathieu Varneuil, Jean du Bordel, André
La-Fon, Nicolas Denis, Jean de Gardien, Martin David, Nicolas Raviquet,
Nicolas Carmau, Jacques Rosseau, e o historiador da expedição, Jean de
Leri.
Após quatro meses de viagem da França ao Brasil, a expedição
chegou ao porto do Rio de Janeiro no dia 7 de Março de 1557.
Villegaigon recebeu festivamente os cristãos, pois estes mereciam sua
confiança e neles estava a esperança de êxito da conquista desta parte
da América. O Primeiro Culto Realizado no Brasil
O desembarque dos huguenotes deu-se no dia 10 de Março de
1557 e no mesmo dia realizou-se o primeiro culto em terras brasileiras.
Dirigiu o culto, o pastor Pierre Richier, que pregou baseado no
versículo 4 do Salmo 27. Na ocasião foi cantado o Salmo 5. Onze dias
depois, ou seja, no dia 21 de Março de 1557 domingo, organizou-se a
primeira Igreja Evangélica do Brasil, oportunidade que foi aproveitada
para celebração da Ceia do Senhor.
O vice-almirante Villegaigon foi o primeiro a participar da
Ceia do Senhor, entretanto, mais tarde traiu e perseguiu os cristãos.
Por sua ordem foram executados Jean du Bourdel, Mathieu Varneuil e
Pierre Bourdon. Por esta ação, os historiadores passaram a chamá-lo de
"Caim da América". Também no dia 20 de Janeiro de 1567, quando eram
lançados os fundamentos da cidade do Rio de Janeiro, por ordem de Mem de
Sá, com a assistência do Padre José de Anchieta, foi executado Jacques
le Balleur, cristão chegado ao Brasil na Expedição chefiada por
Villegaigon.
Missionário convoca cristãos a evangelizar pelo Facebook
O conhecido evangelista e missionário Ray Comfort está convocado os
cristãos a participarem efetivamente do evangelismo online. Após passar
muito tempo em sua página do Facebook respondendo centenas de perguntas e comentários de ateus, ele entende que precisa de ajuda. O missionário já esteve em dezenas de países pregando o evangelho nas
ruas, escreveu livros religiosos e nos últimos anos tem se dedicado ao
ministério online. Ele produziu um documentário antiaborto chamado
“180″, que dura 30 minutos que compara os milhões de pessoas
assassinadas por Hitler durante a Segunda Guerra Mundial com os milhões
de abortos que ocorreram no mundo. Também lançou o filme “Genius”, que
usa a história de John Lennon para compartilhar a mensagem bíblica. Ao
todo, seu material no Youtube já teve mais de 5 milhões de
visualizações. Ele diz que tem se dado conta como o Facebook e outras redes sociais
podem se tornar “um campo de batalha”, devido ao grande número de
comentários que suas mensagens na rede geram. Algumas chegaram a ter
mais de 1.000 intervenções, nem todas respeitosas. “De repente me dei conta do quanto pode ser feito pelo Facebook em
favor do evangelho. Um dos meus posts foi visto por 1,2 milhão de
pessoas. Muitos delas não são cristãos”, disse Comfort. ”Pense em quanto
custaria e quantas pessoas seriam necessárias para realizar uma cruzada
que atinja 1,2 milhão de pessoas, como as que Billy Graham fazia! Mas
podemos chegar a esse número, sem custo nenhum com apenas alguns toques
no teclado”. Embora avise que irá “banido qualquer um que poste ofensas ou
blasfêmias”, o evangelista diz que a maioria das perguntas e
comentários são manifestações honestas de ateus querendo discutir o
assunto. Ele acredita que no mundo atual, as redes sociais são ferramentas que
permitem que “o cristão comum atinja amigos perdidos toda vez que seus
comentários são postados, alcançando várias pessoas sem sair de casa”. Sobre o grande número de ateus que visitam sua página, ele declarou.
“Eu acho que eles estão entediados com uma vida sem Deus. Ateus não são
os intelectuais que pensam que são. Eles acham que não há nenhuma prova
da existência de Deus. São como peixes no oceano dizendo não ser
possível provar que existe água”. Mas ao convocar os cristãos, Confort
faz uma ressalva: “Eles estão falando sério. Se nós levarmos o evangelho
a sério então precisamos apresentar a eles o verdadeiro evangelho…. O
ateísmo está se espalhando como um incêndio na mata seca. Muitos estão
se tornando militante em suas tentativas de tirar Jesus da história, da
sala de aula, dos tribunais e até mesmo do Natal”. Ray Confort acredita a maioria dos cristãos não sabe compartilhar
eficazmente a fé, fazendo acusações e caindo facilmente em provocações.
”Você precisa de muita paciência, pois muitos [incrédulos]são
extremamente arrogantes, dizem coisas que não são verdadeiras, e usam
argumentos furados. Meu conselho é sempre manter a calma e tratá-los com
amor e respeito. É tentador darmos uma resposta debochada ou simplesmente condená-los
ao inferno… mas precisamos imitar a Jesus em todos os momentos”. Mas
insiste que já que cada vez mais passamos parte do nosso dia online, que
seja algo produtivo para o Reino de Deus. Com informações Christian Post.
A pressão popular aumenta nos EUA e na Itália para manter o cardeal Roger Mahony, da Califórnia, longe do conclave
para eleger o próximo papa por seu papel em proteger sacerdotes
acusados de abuso sexual, um dos mais proeminentes movimentos contra um
grupo de cardeais comprometidos que deverão votar no mês que vem. Antecipação: Papa muda legislação da Igreja e permite a cardeais iniciar conclave antes AP
Cardeal Roger Mahony é visto
durante serviço religioso na Catedral de Nossa Senhora dos Anjos em Los
Angeles, Califórnia (06/02/2008)
Em meio aos protestos, Mahony deixou claro que vai ao
Vaticano, e ninguém poderá forçá-lo a abster-se. Um historiador do
Vaticano disse no dia 20 que não há precedentes para que um cardeal não
participe por causa de um escândalo pessoal. Mas a crescente campanha de
base é uma indicação de que os católicos comuns exigem cada vez mais
ter poder de voz para decidir quem está apto a eleger seu papa.
Conclaves sempre conseguem extrair o que há de pior no
histórico de um cardeal ao trazer à tona diante da mídia pecados
passados e transgressões pouco tempo antes da votação. Dessa vez não é
diferente - exceto que as revelações dos pecados de Mahony são atuais e
ocorreram durante uma rodada recente de escândalos de abuso sexual na
Europa e EUA. Segunda: Principal cardeal britânico renuncia em meio a alegações de abusos
Na semana semana, a influente revista católica italiana
Famiglia Cristiana perguntou a seus leitores se o cardeal Mahony, que
fica em Los Angeles, deveria participar do conclave dadas as revelações.
"Sua opinião: Mahony no conclave: Sim ou Não", questionou a pesquisa
online de uma das revistas mais lidas da Itália. A maioria entre as mais
de 350 respostas indicou: "Não."
Essa iniciativa foi seguida por uma petição por um grupo
nos EUA, os Católicos Unidos, exigindo que Mahony não participasse da
eleição.
"É a coisa certa a ser feita", disse Andrea
León-Grossman, membro dos Católicos Unidos em Los Angeles, em um
comunicado no site do grupo. "No interesse das crianças que foram
abusadas em sua diocese, ele precisa ficar longe dos olhos do público.
Ele já foi destituído de seu ministério. Se ele está realmente
arrependido pelo que aconteceu, deveria demonstrar alguma humildade e
optar por ficar em casa. "
AP
Turistas são refletidos em retrato de papa Bento 16 na Praça de São Pedro, no Vaticano (26/02)
Mahony, no entanto, deixou claro que votará.
"Contagem regressiva para o conclave papal começou. Suas orações são
necessárias para que possamos eleger o melhor papa para a Igreja de hoje
e amanhã", twittou, prometendo atualizações diárias no microblog.
Redes sociais: Papa abre porta com Twitter, mas jovens esperam 'sucessor 2.0'
O cardeal também respondeu direta e indiretamente às
acusações em seu blog, escrevendo sobre as diversas "humilhações" que
Jesus sofreu.
No mês passado, um tribunal de Los Angeles ordenou a
libertação de milhares de páginas de arquivos pessoais confidenciais de
mais de 120 padres acusados de abuso sexual. Os arquivos mostraram que
Mahony e outras autoridades de alto escalão da arquidiocese
esquematizaram táticas nos bastidores para proteger os padres acusados e
a igreja de um escândalo crescente, deixando os paroquianos no escuro.
O historiador Ambrogio Piazzoni, vice-prefeito da
Biblioteca do Vaticano, disse que não há precedente para um cardeal
ficar longe de um conclave por causa de um escândalo pessoal, embora no
passado alguns tenham sido impedidos, seja por doença ou interferência
por parte dos governos. Desafios: Novo papa vai liderar Igreja ameaçada por escândalos e avanço protestante Reuters
Domo da Basílica de São Pedro é
refletido em poça d'água enquanto operários preparam audiência semanal
do papa Bento 16 no Vaticano (25/02)
Independentemente disso, ele afirmou que a
decisão de não votar teria de ser aprovada pelo Colégio de Cardeais,
dado que o principal dever de um cardeal é votar em um conclave. "A
única coisa que caracteriza um cardeal é ser um eleitor do papa", disse.
O cardeal Velasio De Paolis, um dos melhores advogados do
Vaticano, disse à Associated Press que, sem a restrição de quaisquer
impedimentos canônicos, Mahony tem o direito e o dever de votar no
conclave. Na melhor das hipóteses, afirmou, alguém poderia convencê-lo a
não ir, acrescentando que não dizia isso como uma sugestão. Leia também: Saiba quais papas renunciaram antes de Bento 16 Conclave: Veja quem são os cardeais mais cotados para ser o novo papa
Os jornais italianos foram preenchidos com perfis dos
cardeais cuja presença no conclave seria uma "vergonha" para o Vaticano.
Eles incluíram o irlandês Sean Brady, acusado de encobrir abusos
sexuais; o belga Godfried Danneels, cujos escritórios foram vasculhados em 2010
em meio a uma ofensiva contra os padres pedófilos; e o cardeal Justin
Rigali; que se aposentou como arcebispo na Filadélfia em desgraça depois
que um grande júri o acusou de manter agressores acusados empregados.
Também houve ocorrências na corrida para o conclave de 2005 que elegeu o cardeal Joseph Ratzinger como papa.
O cardeal argentino Jorge Bergoglio, por exemplo, foi
citado em um processo criminal poucos dias antes do conclave, sob a
alegação de que teve envolvimento nos sequestros de 1976 de dois colegas
jesuítas durante os anos sombrios da ditadura militar da Argentina. O
porta-voz do cardeal chamou a alegação feita por um advogado de direitos
humanos de "calúnia". Segundo o único relato publicado do voto secreto
de 2005, Bergoglio ficou em segundo lugar. *Por Nicole Winfield SAMPAIO.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Na época de Natal
é costume montar presépios em igrejas, lojas e residências.
Há os mais variados tipos, diferentes em suas formas e em sua aparência.
Existem presépios grandes e pequenos, orientais e ocidentais, europeus
e asiáticos. Eles são montados em meio a reproduções
de palmeiras ou pinheiros, e os mais diversos personagens se agrupam ao redor
da manjedoura. Mas em qualquer presépio sempre há duas figuras
muito populares: o boi e o jumento. Qual é a origem dessa
tradição? O relato bíblico do nascimento de Jesus não
menciona bois nem jumentos. Foram alguns "pais da Igreja" (líderes
nos primeiros séculos do cristianismo) que introduziram esses animais
na história do Natal, e eles o fizeram com segundas intenções.
A razão foi seu ódio aos judeus, e a passagem utilizada para justificá-lo
foi Isaías 1.2-4: "Ouvi, ó céus, e dá ouvidos,
ó terra, porque o Senhor é quem fala: Criei filhos e os engrandeci,
mas eles estão revoltados contra mim. O boi conhece o seu possuidor,
e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento,
o meu povo não entende. Ai desta nação pecaminosa, povo
carregado de iniqüidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram
o Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás".
Muitos "pais da Igreja", fazendo uso dessa passagem, diziam: Parece que o boi
e o jumento têm mais entendimento que o povo de Israel. Por isso, coloquemos
esses animais no presépio para servirem de exemplo: eles conhecem o senhor
de sua manjedoura, enquanto os judeus não o conhecem. Portanto, os dois personagens
tradicionais que fazem parte do cenário da manjedoura de Jesus têm
sua origem em uma motivação anti-semita.
Na
época de Natal é costume montar presépios em igrejas,
lojas e residências. Neles sempre há duas figuras muito populares:
o boi e o jumento. O relato bíblico do nascimento de Jesus não
menciona bois nem jumentos.
As
promessas de Deus contra todo anti-semitismo Não devemos desconsiderar
que Israel realmente se comportou como um boi ou como um jumento no decorrer
de sua história, pois foi indiferente, obstinado e teimoso para com seu
Senhor. Por essa razão Deus teve de trazer juízos e castigos sobre
o povo de Sua aliança, permitindo que nações estranhas
governassem sobre Israel. Nos tempos finais esse processo atingirá seu
ponto máximo. No final, porém,
Deus vai alcançar o alvo que estabeleceu para Seu povo, conduzindo-o
à manjedoura de Seu Filho. Ele não abre mão de Suas promessas,
cumprindo-as integralmente: "Não te permitirei jamais que ouças
a ignomínia dos gentios; não mais levarás sobre ti o opróbrio
dos povos, nem mais farás tropeçar o teu povo, diz o Senhor Deus"
(Ez 36.15). O cântico de Maria
por ocasião do nascimento de Jesus demonstra que a aliança do
Senhor com Abraão e os patriarcas tem validade eterna para todos os seus
descendentes: "Amparou a Israel, seu servo, a fim de lembrar-se da sua
misericórdia a favor de Abraão e de sua descendência para
sempre, como prometera aos nossos pais" (Lc 1.54-55). Deus prometeu
exatamente o mesmo a Abraão: "Estabelecerei a minha aliança
entre mim e ti e a tua descendência no decurso das suas gerações,
aliança perpétua, para ser o teu Deus e da tua descendência"
(Gn 17.7). Jesus veio também por isso! Ele não tornou-se homem
para permitir que o anti-semitismo triunfasse sobre Israel, mas para confirmar
a aliança eterna de Deus com Seu povo: "Digo, pois, que Cristo
foi constituído ministro da circuncisão, em prol da verdade de
Deus, para confirmar as promessas feitas aos nossos pais" (Rm 15.8). Quem rouba as promessas
de Israel coloca em dúvida a veracidade do que Deus diz e questiona a
obra de Jesus na cruz. Assim, o Senhor é apresentado como mentiroso,
pois Jesus não veio para tirar as promessas divinas de Israel, mas para
confirmá-las. O
caminho pelo qual Deus conduziu a Israel em meio ao anti-semitismo Na "história
de Natal anti-semita" existe uma pessoa que desempenha um papel muito importante:
o rei Herodes (o Grande). Ele foi um dos primeiros anti-semitas mencionados
no Novo Testamento. Herodes se opôs ao nascimento de Jesus; ele tentou
impedir a salvação e "mandou matar todos os meninos de
Belém e de todos os seus arredores" (Mt 2.16). Por que ele cometeu esse
ato de crueldade? Será que ele agiu motivado apenas pelo medo de perder
seu trono para o "recém-nascido Rei dos judeus" (Mt 2.2)?
Ou havia um sentido espiritual mais profundo subjacente à sua ação
cruel? Herodes, como se sabe, era
edomita. Os edomitas descendem de Esaú (Gn 36.1,8,43). Em Romanos 9.13
Paulo cita Malaquias 1.2-3. Ali o Senhor diz: "...amei a Jacó,
porém aborreci a Esaú". Por que o Senhor aborreceu a
Esaú? Porque ele não cria na ressurreição! Ao negociar
seu direito de primogenitura, Esaú respondeu a seu irmão Jacó:
"Estou a ponto de morrer; de que me aproveitará o direito de
primogenitura?" (Gn 25.32). Esaú negava a realidade da ressurreição,
não acreditava no cumprimento futuro das promessas divinas para Israel
e, em sentido mais profundo, também não cria na obra de Deus em
Jesus Cristo relativa à morte e à ressurreição. Esaú representa,
assim, uma pessoa que direciona todas as suas atenções somente
para as coisas terrenas, que não pensa além desta vida aqui na
terra e, portanto, despreza os valores espirituais. Por essa razão, Esaú
é chamado de "impuro" e "profano" (Hb 12.6). Ele,
por exemplo, tomou conscientemente como esposas duas mulheres gentias, que causaram
grandes problemas aos seus pais, Isaque e Rebeca (Gn 26.34-35). Em Malaquias
1.1-4 a terra de Edom (de Esaú) é chamada de terra de perversidade
e povo contra quem o Senhor está irado para sempre. Conforme Ezequiel
32.29-32, Edom é descrito como estando localizado no reino dos mortos,
"com os incircuncisos e com os que desceram à cova". Portanto, não é
de admirar que, sob domínio romano, justamente um descendente de Edom
ocupava o trono quando o Filho da Vida nasceu em Belém. Percebemos que
a ação de Herodes, ao mandar matar os bebês judeus, foi
muito além da simples reação à ameaça ao
seu poder real. Simbolicamente, a luta foi entre Esaú e Jacó,
entre Herodes e Jesus, entre o reino dos mortos e o paraíso, entre as
coisas terrenas e passageiras e aquelas que são eternas. A pessoa de Herodes está
diametralmente oposta às promessas que Deus deu a Abraão para
sempre e que foram confirmadas pela morte e ressurreição de Jesus
Cristo. Foi também um Herodes
(Antipas) que ordenou a decapitação de João Batista, porque
era dominado pela mentalidade carnal, pela concupiscência dos olhos (Mt
14.6-11). Assim podemos entender porque
esse Herodes (Antipas) zombou e escarneceu de Jesus antes de devolvê-lO
a Pilatos. Na pessoa de Herodes o reino dos mortos se opunha Àquele que
venceria a morte (Lc 23.11). Quando o sinédrio
se opôs ao testemunho dos apóstolos acerca da ressurreição,
a igreja primitiva reuniu-se em unanimidade, citando o papel de Herodes (Antipas)
em sua oração: "Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades
ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido; porque verdadeiramente
se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Herodes
e Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel" (At 4.26-27). Também foi um Herodes
(Agripa I, neto de Herodes, o Grande) que mandou passar ao fio da espada a Tiago,
irmão de João, e mandou prender a Pedro (At 12.1-3). Vemos que sempre que o Plano
de Salvação se aproximava de uma encruzilhada importante, aparecia
em cena um Herodes anti-semita tentando impedir que a vida se manifestasse. Por isso, certamente não
é por acaso que a Bíblia diz acerca de Edom e de outros que se
encontram no reino dos mortos: "Ali, está Edom e todos os seus
príncipes, que, apesar do seu poder, foram postos com os que foram traspassados
à espada; estes jazem com os incircuncisos e com os que desceram à
cova. Ali, estão os príncipes do Norte, todos eles, e todos os
sidônios, que desceram com os traspassados, envergonhados com o temor
causado pelo seu poder; e jazem incircuncisos com os que foram traspassados
à espada e levam a sua vergonha com os que desceram à cova"
(Ez 32.29-30). Não causa surpresa,
portanto, que justamente acerca do orgulho e da morte horrível de Herodes
(Agripa I, neto de Herodes, o Grande), a Palavra de Deus diga: "Em dia
designado, Herodes, vestido de trajo real, assentado no trono, dirigiu-lhes
a palavra; e o povo clamava: É voz de um deus, e não de homem!
No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado
glória a Deus; e, comido de vermes, expirou. Entretanto, a palavra do
Senhor crescia a se multiplicava" (At 12.21-24). Esse severo juízo
divino sobre Herodes torna-se mais compreensível se levarmos em conta
sua situação espiritual, pois o povo dos edomitas, do qual Herodes
fazia parte, era um povo profundamente anti-semita. E esse povo também
desempenha um papel importante nas declarações que Deus faz acerca
do "Dia do Senhor": – "Contra os filhos
de Edom, lembra-te, Senhor, do dia de Jerusalém, pois dizem: Arrasai,
arrasai-a, até aos fundamentos" (Sl 137.7). – "Por causa da
violência feita a teu irmão Jacó, cobrir-te-á a vergonha,
e serás exterminado para sempre" (Ob 1.10). – "Dizem: Vinde,
risquemo-los de entre as nações; e não haja mais memória
do nome de Israel. Pois tramam concordemente e firmam aliança contra
ti as tendas de Edom e os ismaelitas..." (Sl 83.4-6). Na minha opinião,
todo o anti-semitismo se origina desse espírito edomita, inspirado pelo
diabo. O espírito de morte que emana de Edom irá se voltar de
maneira cada vez mais intensa contra o povo de Israel nos tempos do fim, mas
não conseguirá alcançar seu objetivo. A
queda e a ressurreição de Israel
"A
intimidade do Senhor é para aqueles que o temem".
É bem verdade que
Israel – diferentemente do boi e do jumento – por muito tempo não reconheceu
a manjedoura de seu Senhor. E também é verdade que o Senhor tornou-se
uma pedra de tropeço para grande parte de Seu povo. O velho Simeão
exprime essa realidade com as seguintes palavras: "Eis que este menino
será destinado tanto para ruína como para levantamento de muitos
em Israel e para ser alvo de contradição" (Lc 2.34).
Portanto, não somente "ruína" mas também "levantamento".
Por isso, em Isaías 1 não lemos apenas: "O boi conhece
o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não
tem conhecimento, o meu povo não entende" (v.3), mas está
escrito também que Deus diz: "restituir-te-ei os teus juízes,
como eram antigamente, os teus conselheiros, como no princípio; depois,
te chamarão cidade de justiça, cidade fiel. Sião será
redimida pelo direito, e os que se arrependem, pela justiça" (vv.26-27). Através do direito
dAquele que morreu e ressuscitou, através de Sua justiça, Israel
retornará à manjedoura de seu Senhor. Um
final feliz A "história
de Natal anti-semita" não terá um final feliz apenas para
Israel. Todos aqueles que se dispuseram, em algum momento de suas vidas, a deixarem
de ser "jumentos obstinados" para se transformarem em "ovelhas
do pasto de seu Senhor", fazem parte de Seu rebanho, são cuidados
por Ele e desfrutam da proximidade de Sua manjedoura. Ele nos alimenta. Ele
nos satisfaz. E neste Natal, no final deste ano em que a história do
mundo mudou, temos, mais do que nunca, o privilégio de buscar refúgio
nAquele que é o Senhor da Vida. Queira Deus que este Natal seja para
nós um marco perene, lembrando-nos que podemos deixar toda a inquietação
deste mundo e que temos o direito de usufruir de Sua presença, de Sua
proximidade, de Sua intimidade. "A intimidade do Senhor é para
aqueles que o temem" (Sl 25.14). É neste sentido que desejo
a todos um "Feliz Natal!" (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
Norbert
Lieth É Diretor da Chamada da Meia-Noite Internacional. Suas mensagens
têm como tema central a Palavra Profética. Logo após sua conversão, estudou
em nossa Escola Bíblica e ficou no Uruguai até concluí-la. Por alguns anos
trabalhou como missionário em nossa Obra na Bolívia e depois iniciou a divulgação
da nossa literatura na Venezuela, onde permaneceu até 1985. Nesse ano, voltou
à Suíça e é o principal preletor em nossas conferências na Europa. É autor
de vários livros publicados em alemão, português e espanhol.