NOSSA CONVENÇÃO.

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"E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência." - Jeremias 3:15 (ACF).

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domingo, 14 de abril de 2013

A igreja primitiva e o livre-arbítrio.

A igreja primitiva e o livre-arbítrio. (A patrística e o livre-arbítrio) Por muito tempo venho ouvindo que o determinismo, doutrina..



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                                                        A igreja primitiva e o livre-arbítrio
    A igreja primitiva e o livre-arbítrio. (A patrística e o livre-arbítrio)
    Por muito tempo venho ouvindo que o determinismo, doutrina calvinista da predestinação (que se contrapõe a doutrina do livre-arbítrio), isto é, por eleição incondicional dos seres humanos, uns para o bem e outros para o mal, sempre foi a doutrina predominante na igreja desde o tempo dos apóstolos. Ouvi sempre um “apelo à autoridade” de Lutero e Calvino (século XVI) e de Agostinho de Hipona (século IV), que para nós é o “pai da doutrina da predestinação”. Foi com base nos escritos deste que Calvino formulou suas teses.
    Certa feita tentaram “calvinizar-me”, fazer-me um calvinista, e para tanto nos recomendaram assistir a um vídeo sobre a história do livre-arbítrio (abaixo link), afirmando que a vontade livre, historicamente, sempre foi combatido pelos líderes da igreja.
    Este vídeo http://www.youtube.com/watch?v=RSRJV7g-aM4 , do professor Augustus Nicodemus Doutor Nicodemus
    , traz muitas informações históricas relevantes, mas comete, induz a alguns erros, faltam detalhes, não ditos pelo professor no vídeo em questão, que podem levar os ouvintes a deduções erradas, sobre a história da igreja, e o sobre o(s) conceito(s) de livre-arbítrio.
    O que penso ser necessário, a fim esclarecer bem a questão sobre o livre-arbítrio na história da igreja, é fazermos as devidas correções, incrementos ao que disse o ilustre professor. Vamos pontuar dois equívocos que observamos na exposição do palestrante, e esclareço que assim faço por já de ter sido “evangelizado – para o calvinismo”, ou tentaram nos convencer com base neste que o livre-arbítrio é uma heresia histórica, sempre combatida. Recentemente, conversando com um amigo, ele me informou que tornou-se um calvinista após assistir a este vídeo.
    Será que o calvinismo sempre foi a (sã) doutrina da igreja(como sugerido no vídeo)? Será que a “eleição incondicional” ou a “expiação limitada (doutrina que Cristo morreu apenas por alguns, de antemão escolhidos)” foi pregada pelos pais primitivos? E o que considero mais importante – Será que foi Pelágio quem inventou o livre-arbítrio? Será?
    Vamos aos 2 equívocos, que pontuaremos, do vídeo:
    1. Os Patrísticos (pais da igreja, pós-apóstolos, até o século IV) defenderam ou falaram sobre o livre-arbítrio.
    2. Pelágio x Jacobus Armius.
    1. Os Patrísticos (pais da igreja, pós-apóstolos, século I até o século IV) defenderam ou falaram sobre o livre-arbítrio?

    Resposta: Quase que de forma unânime – pelo menos este “curioso”, em suas muitas pesquisas, nunca encontrou nada que possa sugerir o contrário – (a esmagadora maioria) DOS PAIS PRIMITIVOS falaram sobre ou defenderam o livre-arbítrio, como seguem textos abaixo. Isto põe por terra o argumento falacioso de que (sobre o livre-arbítrio) “a história começa por Pelágio”. Preparem-se para as descobertas:
    Os pais primitivos e o livre arbítrio
    JUSTINO MÁRTIR (100 à 160/165 d. C)
    “Do que dissemos anteriormente, ninguém deve concluir que a consequência do que afirmamos que se sucede ocorre por necessidade do destino, pelo fato de que dizemos ser de antemão conhecidos os acontecimentos. Para isso, vamos esclarecer também esta dificuldade. Nós aprendemos com os profetas e afirmamos que isto é a verdade: que os castigos e tormentos, igualmente as boas recompensas, dão-se a cada um conforme as suas obras, pois se não fosse assim e se ocorresse pelo destino, não existiria em absoluto o livre-arbítrio. Com efeito, se está determinado que este seja bom e aquele mau, nem aquele merece louvor, nem este vitupério. E se o gênero humano não tem poder para fugir por livre determinação daquilo que é vergonhoso e optar pelo belo, é irresponsável por qualquer ação que faça. Porém, que o homem é virtuoso e peca por livre escolha, o demonstramos pelo seguinte argumento: vemos que o próprio sujeito passa de um extremo a outro. Pois bem: se fosse determinado ser mau ou bom, não seria capaz de fazer coisas contrárias nem mudaria [seu comportamento] com tanta frequência. Na verdade, não se poderia dizer que alguns são bons e outros maus a partir do momento em que afirmamos que o destino é a causa de bons e maus, e que faz coisas contrárias a si mesmo; ou deve se ter por verdade aquilo que já anteriormente insinuamos, a saber: que virtude e maldade são meras palavras e que apenas por opinião [pessoal] se classifica algo como bom ou mau – o que, como demonstra a verdadeira razão, é o cúmulo da impiedade e da iniquidade. O que afirmamos ser destino iniludível é que a quem escolher o bem, espera-lhes digna recompensa; e a quem escolher o contrário, espera-lhes igualmente digno castigo. Porque Deus não fez o homem da mesma forma que as outras criaturas, por exemplo, árvores e quadrúpedes, que nada podem fazer por livre determinação, pois nesse caso não seria digno de recompensa ou louvor, nem mesmo por ter escolhido o bem, mas já teria nascido bom; nem, por ter sido mau, seria castigado justamente, pois não agiu livremente, mas por não poder ter sido outra coisa do que foi” (1ª Apologia 43,1-8).
    Justino Mártir (160 d.C): A fim de que alguns não presumam, a partir do que temos dito, que tudo acontece por uma necessidade fatal, pois é anunciado como conhecido de antemão, isso nós também explicamos. Nós aprendemos dos profetas e sustentamos ser a verdade, que as punições, castigos e boas recompensas são concedidas de acordo com o mérito das ações de cada homem. Agora, se isso não é desta forma, mas todas as coisas acontecem por destino, então, nada está em nosso próprio poder. Porque, se está predeterminado que este homem será bom e esse outro homem será mau, nem é o primeiro digno de mérito nem o último culpado. E novamente, a menos que a raça humana tenha o poder de evitar o mal e escolher o bem por livre escolha, eles não são responsáveis por suas ações. (A Dicitionary of Early Christian Beliefs, editado por David W. Bercot, pg 285, publicado por Hendrickson, 1998) (tradução Walson Sales)
    “Deus, desejando que tanto homens quanto anjos seguissem a sua vontade, resolveu criá-los livres para fazer a justiça. Mas se a Palavra de Deus prediz que certos anjos e certos homens serão certamente castigados, ela fez isso porque sabia previamente que eles seriam irremediavelmente [ímpios], mas não por terem sido criados assim. (DJ, 1.142).” (citado por Norman Geisler, T. S. v.2, pg 77)

    IRINEU (130 à 200 d. C)
    “Esta frase: ‘Quantas vezes quis acolher os teus filhos, porém tu não quiseste!’ (Mateus 23,37), bem descobriu a antiga lei da liberdade humana, pois Deus fez o homem livre, o qual, assim como desde o princípio teve alma, também gozou de liberdade, a fim de que livremente pudesse acolher a Palavra de Deus, sem que Este o forçasse. Deus, com efeito, jamais se impõe à força, pois n’Ele sempre está presente o bom conselho. Por isso, concede o bom conselho a todos. Tanto aos seres humanos como aos anjos outorgou o poder de escolher - pois também os anjos usam sua razão -, a fim de que àqueles que lhe obedecem possam conservar para sempre este bem como um dom de Deus que eles guardam. Ao contrário, não se encontrará este bem naqueles que O desobedecem e por isso receberão o justo castigo, porque Deus certamente lhes ofereceu benignamente este bem, mas eles não se preocuparam em conservá-lo, nem o acharam valioso, mas desprezaram a bondade suprema. Assim, portanto, ao abandonar este bem e até certo ponto rejeitá-lo, como razão serão réus do justo juízo de Deus, do qual o Apóstolo Paulo dá testemunho em sua Carta aos Romanos: ‘Por acaso desprezas as riquezas de sua bondade, paciência e generosidade, ignorando que a bondade de Deus te impulsiona a arrepender-te? Pela dureza e impenitência do teu coração, tu mesmo acumulas a ira para o Dia da Cólera, quando se revelará o justo juízo de Deus’ (Romanos 2,4-5). Ao contrário, diz: ‘Glória e honra para quem opera o bem’ (Romanos 2,10). Deus, portanto, nos deu o bem, do qual dá testemunho o Apóstolo na mencionada Carta, e aqueles que agem segundo este dom receberão honra e glória, porque fizeram o bem quando estava em seu arbítrio o não fazê-lo; ao contrário, aqueles que não agirem bem serão réus do justo juízo de Deus, porque não agiram bem estando em seu poder fazê-lo. Com efeito, se alguns seres humanos fossem maus por natureza e outros bons por natureza, nem estes seriam dignos de louvor por serem bons, nem aqueles condenáveis, porque assim teriam sido criados. Porém, como todos são da mesma natureza, capazes de conservar e fazer o bem, e também capazes de perdê-lo e não fazê-lo, com justiça os seres sensatos – quanto mais Deus! – louvam os segundos e dão testemunho de que decidiram de maneira justa e perseveraram no bem; ao contrário, reprovam os primeiros e os condenam retamente por terem rejeitado o bem e a justiça. Por esse motivo, os profetas exortavam a todos a agir com justiça e a fazer o bem, como muitas vezes explicamos, porque este modo de nos comportar está em nossas mãos; porém, tendo tantas vezes caído no esquecimento por nossa grande negligência, nos fazia falta um bom conselho. Por isso o bom Deus nos aconselhava o bem por meio dos profetas” (Contra as Heresias 4,37,1-2) (textos dos pais da igreja primitiva podem ser encontrados no sites indicados ao final)
    Se não dependesse de nós o fazer e o não fazer, por qual motivo o Apóstolo, e bem antes dele o Senhor, nos aconselharia a fazer coisas e a nos abster de outras? Sendo, porém, o homem livre na sua vontade, desde o princípio, e livre é Deus, à semelhança do qual foi feito, foi-lhe dado, desde sempre, o conselho de se ater ao bem, o que se realiza pela obediência a Deus. (Contra Heresias, IV, 37. 1.4) (também citado por Norman Geisler em “eleitos, mas livres”, pg 171)
    Clemente de Alexandria ( 150-c. 215 d. C.)
    Nos que ouvimos pelas Sagradas Escrituras que a escolha autodeterminada e a recusa foram dadas pelo Senhor aos homens, descansamos no critério infalível da fé, manifestando um espírito desejoso, já que escolhemos a vida e cremos em Deus por intermédio da sua voz. (S, H2.4)” (citado na Teologia Sistemática, Norman Geisler, v 2, pg 78)
    “Não somente o crente, mas até mesmo o descrente, é julgado mais retamente. Pois, desde que Deus soube em virtude de sua presciência que essa pessoa não acreditaria, Ele, entretanto, a fim de que ele possa receber a sua própria perfeição, deu-lhe a filosofia antes da fé.” (A Dicitionary of Early Christian Beliefs, editado por David W. Bercot, pg 284, publicado por Hendrickson, 1998)
    “A soberania e o livre-arbítrio são compatíveis, pois muitas coisas na vida surgem no exercício da razão humana, tendo recebido a faísca incandescente de Deus. [...] Agora, todas estas coisas têm verdadeiramente origem e existência por causa da providência divina — contudo, não sem a cooperação humana também (5, 6.17, em ibid.).” (Citado em Teologia Sistemática Norman Geisler, V 1, pg 1024).
    Orígenes ( 185 a 254 d. C.)
    “Está também definido na pregação da Igreja que toda alma racional possui vontade e livre-arbítrio, e que há também para ela uma luta a ser travada contra o demônio e seus anjos e forças adversas, já que eles trabalham para onerá-la de pecados, enquanto que nós, se vivermos retamente e com conselho, devemo-nos esforçar em nos despojarmos deste jugo. Deve-se entender, por conseguinte, que ninguém de nós
    está submetido à necessidade, de tal modo que, ainda que não queiramos, sejamos a qualquer custo obrigados a fazer coisas boas ou más.” (De Principiis, cap 5) (Obs: seria uma citação, em dias atuais, exatamente  e diametralmente contrária ao que prega o calvinismo)
    “Isto também é claramente definido no ensino da igreja de que cada alma racional é dotada de livre-arbítrio e volição.” (De Principiis, prefácio) Há, de fato, inúmeras passagens nas Escrituras que estabelecem com extrema clareza a existência da liberdade de vontade.” (De Principiis, 3.1) (citado por Geisler, em “Eleitos, mas livres, pg 173-174)”

    Jerônimo ( 347-420 d. C.)
    Este é um dos pais, junto com Justino Mártir, são os que mais apresentam semelhanças, em seus escritos, com as obras de Jacob Arminius (http://www.arminianismo.com/index.php/o-que-e-o-arminianismo) e os remonstrantes (http://www.arminianismo.com/index.php/o-que-e-o-arminianismo)(seguidores da teologia de Armínio), expressões como “precisa de ajuda”, ou “carece de auxílio (da graça) de Deus”, lembra e muito o que 1.300 anos depois repetiu Jacob Arminius.
    Vejamos:
    Em vão me deturpas e tentas convençer os ignorantes que eu condeno o livre-arbítrio. Que aquele que condena, seja por si mesmo condenado, pois fomos criados com o dom do livre-arbítrio [...] E verdade que a liberdade da vontade traz consigo a liberdade de decisão. Contudo o homem não age imediatamente a partir do seu livre-arbítrio, mas precisa da ajuda de Deus, que e o único que não precisa ser ajudado. (LSJ, II.VI. 1.33.10) (citado em Teologia Sistemática, Geisler, v2, pg 79)
    “Quando nós estamos preocupados com a Graça e misericórdia, o livre-arbítrio é parte anulada; em parte, eu digo, porque tanto depende dele, que queremos e desejamos, e damos consentimento ao curso que escolhemos. Mas depende de Deus se temos o poder em sua força e com sua ajuda para fazer o que desejamos, e para o nosso trabalho e esforço darem resultado.” (Contra Pelagianos, Livro III) (Eleitos, mas livres, pg 76)
    Poderíamos citar muitos outros, Novaciano, Teófilo, Tarcianio, Tertuliano, Metódio, Cirilo de Jerusalém…
    Mas  gostaríamos de comparar o que lemos, do pais primitivos, com algumas palavras de Calvino e de Armínio, para que você leitor possa verificar qual teólogo, em suas teses teológicas, se aproximou mais do que pregaram os pais primitivos da igreja. Os que crêem na predestinação ou os que pregam o livre-arbítrio?
    Calvino
    “Chamamos predestinação ao eterno decreto de Deus pelo qual ele determinou consigo mesmo aquilo que ele quis que ocorresse a cada ser humano. A vida eterna é preordenada para alguns e a perdição eterna para outros, falando deles como predestinados para a vida ou para a morte”. (Institutas, volume III, pg 388)
    (para os predestinados a perdição) - “àqueles que Deus despreza ele reprova, e faz isso não por outra razão senão porque ele quer excluí-los da herança que Deus predestinou aos que escolheu por seus filhos. Qual é a causa do decreto da reprovação de Deus? É o soberano e bom prazer de Deus. Nenhuma outra causa pode ser aduzida senão à sua soberana vontade. Quando, portanto, alguém perguntar por que Deus fez assim, devemos responder: porque ele quis.” (citado em KLOOSTER, Fred H. A doutrina da predestinação em Calvino. p. 38).
    Até Calvino reconhece que, em defesa do livre-arbítrio, os patrísticos, assim são chamados os líderes, podem ser citados:
    “Sei que eles podem citar a Orígenes e a Jerônimo como partidários de sua exposição. Eu poderia, de minha parte, opor-lhes também Agostinho. O que, porém, esses patrísticos tenham opinado, em nada nos é relevante, se é evidente o que Paulo quis dizer. Aí ele ensina que a salvação foi preparada exclusivamente para aqueles a quem o Senhor julga dignos de sua misericórdia; ruína e desolação subsistem a quantos ele não escolheu. Sob o exemplo de faraó, ele mostrara a sorte dos réprobos [Rm 9.17];” (intitutas, II, pg 101)
    Por óbvio, que as declarações de Jean Calvino, sobre o assunto em questão, em nada lembram ou se parecem com o que pregaram os primeiros líderes da igreja, pós era apostólica.
    Outros Calvinistas, como Alister E. McGrath, reconhecem o fato de que os líderes da igreja primitiva pregaram o livre-arbítrio. Veja site: http://www.arminianismo.com/index.php/categorias/diversos/artigos/89-v-paul-marston-e-roger-t-forster/1197-a-igreja-primitiva-e-o-livre-arbitrio
    O que um calvinista atual pode fazer é dizer algo como Calvino “em nada nos é relevante”, contudo consideramos relevante saber os que aqueles que ouviram as pregações dos Apóstolos (e dos posteriores primeiros discípulos apostólicos) sobre estas doutrinas. Criam na predestinação incondicional ou no livre-arbítrio? Como vimos, criam (todos, ou no mínimo quase todos) no livre-arbítrio.
    Um determinista, pesquisando muito encontrará textos defendendo a doutrina da corrupção da natureza humana, fragmentos que falam de “Eleição”, “Eleitos”, “escolhidos”, em alguns textos de Hilário de Poitiers[315-367], Gregorio Naziazeno[329-389], Cirilo de Jerusalém, Ambrósio de Milão[340-397], mas nenhum deles defendendo ou apoiando a predestinação calvinista. Por outro lado, não é necessário pesquisar muito para encontrarmos textos dos quatro primeiros séculos da era cristã, e em toda a história da igreja, em defesa do livre-arbítrio.
    Vejamos agora o que diz Jacob Armínio, vez que no vídeo foi apontado como aquele que reviveu as doutrinas do herege (assim foi considerado) Pelágio. (compare com o que diz Justino e Jerônimo, será interessante)
    (O homem e o livre-arbítrio, carecem da graça, da ajuda de Deus)
    “Em seu estado caído e pecaminoso, o homem não é capaz, de e por si mesmo, pensar, desejar, ou fazer aquilo que é realmente bom; mas é necessário que ele seja regenerado e renovado em seu intelecto, afeições ou vontade, e em todos os seus poderes, por Deus em Cristo através do Espírito Santo, para que ele possa ser capacitado corretamente a entender, avaliar, considerar, desejar, e executar o que quer que seja verdadeiramente bom. Quando ele é feito participante desta regeneração ou renovação, eu considero que, visto que ele está liberto do pecado, ele é capaz de pensar, desejar e fazer aquilo que é bom, todavia não sem a ajuda contínua da Graça Divina.”
    “Com referência à Graça Divina, creio, (1.) É uma afeição imerecida pela qual Deus é amavelmente afetado em direção a um pecador miserável, e de acordo com a qual ele, em primeiro lugar, doa seu Filho, “para que todo aquele que nele crê tenha a vida eterna,” e, depois, ele o justifica em Cristo Jesus e por sua causa, e o admite no direito de filhos, para salvação. (2.) É uma infusão (tanto no entendimento humano quanto na vontade e afeições,) de todos aqueles dons do Espírito Santo que pertencem à regeneração e renovação do homem – tais como a fé, a esperança, a caridade, etc.; pois, sem estes dons graciosos, o homem não é capaz de pensar, desejar, ou fazer qualquer coisa que seja boa. (3.) É aquela perpétua assistência e contínua ajuda do Espírito Santo, de acordo com a qual Ele age sobre o homem que já foi renovado e o excita ao bem, infundindo-lhe pensamentos salutares, inspirando-lhe com bons desejos, para que ele possa dessa forma verdadeiramente desejar tudo que seja bom; e de acordo com a qual Deus pode então desejar trabalhar junto com o homem, para que o homem possa executar o que ele deseja.”
    “Desta maneira, eu atribuo à graça o começo, a continuidade e a consumação de todo bem, e a tal ponto eu estendo sua influência, que um homem, embora regenerado, de forma nenhuma pode conceber, desejar, nem fazer qualquer bem, nem resistir a qualquer tentação do mal, sem esta graça preveniente e excitante, seguinte e cooperante. Desta declaração claramente parecerá que de maneira nenhuma eu faço injustiça à graça, atribuindo, como é dito de mim, demais ao livre-arbítrio do homem. Pois toda a controvérsia se reduz à solução desta questão, “a graça de Deus é uma certa força irresistível”? Isto é, a controvérsia não diz respeito àquelas ações ou operações que possam ser atribuídas à graça, (pois eu reconheço e ensino muitas destas ações ou operações quanto qualquer um,) mas ela diz respeito unicamente ao modo de operação, se ela é irresistível ou não. A respeito da qual, creio, de acordo com as escrituras, que muitas pessoas resistem ao Espírito Santo e rejeitam a graça que é oferecida.” (Extraído de As Obras de James Arminius Vol. I)
    “Quanto graça e livre arbítrio, isto é o que eu ensino, segundo as Escrituras e o consentimento ortodoxo: o livre-arbítrio é incapaz de iniciar ou aperfeiçoar qualquer verdade e o bem espiritual, sem graça. Que eu não possa dizer, como Pelágio, para a prática de ilusão em relação à palavra “graça”, eu quero dizer com isso que é a graça de Cristo e que pertence à regeneração. Afirmo, portanto, que essa graça é simplesmente e absolutamente necessária para a iluminação da mente, a ordem de vencimento das afeições, e a inclinação da vontade para o que é bom. É esta a graça que opera sobre a mente, os afetos e da vontade, o que infunde bons pensamentos na mente, inspira bons desejos em ações, e dobra a vontade de continuar em execução pensamentos bons e bons desejos. Esta graça precede, acompanha e segue; excita, assistências, opera que iremos, e coopera para não irmos em vão. Ele evita tentações, assistências e subsídios socorrer no meio das tentações, sustenta o homem contra a carne, o mundo e Satanás, (…). Ela levanta-se novamente aqueles que foram conquistados e caíram(…). Esta graça começa a salvação, promove e aperfeiçoa e consuma. Confesso que a mente de um homem natural e carnal é obscura e escura, que as suas afeições são corruptas e desordenado, que sua vontade é teimosa e desobediente, e que o próprio homem está morto em pecados.” (Obras de James Arminius, volume II)

    É muito claro que Armínio era contrário as idéias de Pelágio e dos pelagianos, assim como Jerônimo, falou do livre-arbítrio e ao mesmo tempo combateu os pelagianos. Assim como fizera Agostinho, em seu livro “O Livre-arbítrio”.
    (mas) O que fez então, no século IV, Pelágio?
    Pelágio, ao contrário dos pais primitivos que pregavam o livre-arbítrio juntamente com a doutrina da corrupção da natureza humana, doutrina que posteriormente foi chamada pelos reformadores de “depravação total”, pregou uma doutrina do “homem puro”, que o pecado original, de Adão, afetou apenas ele. Que “o homem nasce puro”, e “pode permanecer puro, se quiser, independente do auxílio de graça”. James Arminius, e os pais da igreja nunca disseram isso.
    O que Pelágio fez não foi apenas modificar a soteriologia (doutrina da salvação), mas toda cosmovisão cristã e antropologia humana, dizendo que todo homem nasce puro. O que é um tremendo equívoco, mas não é propósito deste artigo demonstrar os erros de pelágio, o vídeo do professor já fez isso bem.
    O que nos importa, é separar as idéias de Pelágio dos pais primitivos e de Jacob Armínio. Pelágio trouxe uma inovação antropológica, e não é o pai do livre-arbítrio, como por muitos é sugerido. O que ele ensinou foi outra coisa, infelizmente, também nomeada de “livre-arbítrio”, mas totalmente diferente do que os pais primitivos ensinaram.
    Quando alguém falar novamente sobre o livre-arbítrio, você já sabe que esta história (defendida pelos patrísticos) começa muito antes de Pelágio, e sempre foi predominante na igreja, como ainda é hoje, até o século XVI. Somente no período da reforma, e séculos posteriores, as doutrinas calvinistas ganharam destaques de doutrinas da igreja “reformada”, e nem todos concordavam com ela (Ex: Anabatistas, remonstrantes), esta doutrina nunca foi unânime, nunca ficou sem oposição de homens notáveis, como Menno Simons, Baltasar Hubmaier (anbatistas), Armínio, Simon Epicopus, Hugo Grotios (remonstrantes), John Wesley, John Fletcher (metodistas)… incontáveis nomes.
    O que nos importava neste artigo era demonstrar duas coisas.
    1. O livre-arbítrio foi a doutrina pregada pelos pais da igreja, e não nasceu com Pelágio;
    2. James Arminius não pregou ou reviveu as doutrinas de Pelágio, pelo contrário, as combateu, revivendo as doutrinas de igreja primitiva.
    Espero que tenha ficado claro para todos.
    “Se, pois, o filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres.” Jo 8.36
    Um forte abraço. E que a Graça e Paz de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco.
    Sites (ou artigos) indicados para consultas dos textos citados ou informações históricas adicionais. Obs: os sites católicos são os que possuem mais documentos dos pais primitivos, a igreja católica é que detém os documentos.
    http://www.portalvalegospel.com/2012/02/os-pais-da-igreja-crista-apostolicos.html
    http://www.arminianos.com/o-livre-arbitrio-e-a-ignorancia-de-nicodemus/
    http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/patristica/estudos-patristicos/571-a-qsola-fidesq-a-igreja-primitiva-e-os-pais-da-igreja
    http://sumateologica.wordpress.com/download/
     fonte :http://estudos.gospelprime.com.br

    quinta-feira, 11 de abril de 2013

    Resultado da 41ª AGO poderá rachar a CGADB Convenção assembleiana poderá ter nova saída histórica se José Wellington for reeleito.




    A 41ª Assembleia Geral Ordinária (AGO) poderá ser marcada por mais uma rachadura da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). Caso se confirme a vitória do atual presidente, pastor José Wellington Bezerra da Costa, que já está presidindo a convenção há 25 anos, é possível que seu oponente, pastor Samuel Câmara, presidente da Igreja Mãe em Belém, retire-se do órgão assembleiano.
    A possibilidade se deve as disputas judiciais que antecederam a 41ª AGO. No início do ano José Wellington tentou convocar Samuel Câmara e outros pastores para responder acusação por quebra de decoro durante a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que tratou da reforma do Estatuto da Convenção Geral.
    Chamado a responder as acusações Câmara entrou com uma liminar na justiça postergando a reunião para depois do encerramento da AGO, que acaba no dia 12 de abril.
    Além de Samuel Câmara, os pastores Ivan Pereira Bastos, Sóstenes Apolos da Silva e Jonatas Câmara também haviam sido convocados na ocasião. O pastor Sóstenes Apolos disse que essa reunião teria a intenção de que a mesa diretora da CGADB excluísse ele e os demais pastores convocados da eleição que está sendo realizada no momento.
    Samuel Câmara também conseguiu na justiça uma liminar que determinava a abertura dos dados relativos às inscrições dos 22 mil pastores que votarão na eleição.
    De acordo com o jornalista Felipe Patury, colunista do site da revista Época, recentemente o pastor Câmara moveu uma ação para garantir que as informações relativas aos inscritos fossem divulgadas. Câmara quer saber se todos pagaram o registro cobrado dos eleitores. Enquanto o presidente da Convenção, José Wellington, que tenta mais um mandato, cassava a decisão no tribunal do Pará, Câmara ganhou a causa no mérito.
    O resultado da eleição deverá ser divulgado pela CGADB no final da AGO e deve por um fim a uma das várias disputas judiciais relacionadas aos pastores Samuel Câmara, José Wellington e a própria CGADB.

    segunda-feira, 8 de abril de 2013

    POR UM CONCÍLIO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL.


    POR UM CONCÍLIO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS NO BRASIL (1)

    Um concílio, como bem definiu Andrade (1998, p. 88), 

    se trata de uma "Reunião convocada pelos representantes de uma igreja para deliberar acerca de uma linha de ação comum e pugnar pela ortodoxia doutrinária".

    A Wikipédia define um concílio como: "[...] uma reunião de autoridades eclesiásticas com o objetivo de discutir e deliberar sobre questões pastorais, de doutrina, fé e costumes (moral) Os concílios podem ser ecuménico, plenários, nacionais, provinciais ou diocesanos, consoante o âmbito que abarquem". Usando uma linguagem mais conhecida no meio pentecostal assembleiano, um concílio poder ser realizado por uma Convenção Estadual, Regional ou Nacional (como no caso a CGADB - Convenção Geral de Ministros da Assembleia de Deus no Brasil).

    Os objetivos de um concílio estão presentes nas definições acima, onde a preservação, a defesa, e a clareza sobre os fundamentos doutrinários, teológicos e os bons costumes são buscados.

    Ao longo da história da Igreja muitos concílios já foram realizados. Observemos alguns (click nos links para saber maiores destalhes sobre cada concílio):

    Concílio de Jerusalém (Atos 15)
    Concílio de Niceia (325)
    Concílio de Constantinopla I (381)
    Concílio de Éfeso (431)
    Concílio de Calcedônia (451)
    Concílio de Constantinopla II (553)
    Concílio de Constantinopla III (680) Concílio de Niceia II (787)
    Concílio de Constança (1414)
    Concílio de Trento (1545)
    Concílio Vaticano I (1869)
    Concílio Vaticano II (1961)

    Todos os concílios acima (exceto o Concílio de Jerusalém) foram convocados pela liderança da Igreja Católica, ou pela ingerência do Estado.

    O resultado dos concílios deram origem a alguns credos, que são uma "exposição resumida dos artigos de fé aceitos por uma religião, ou denominação" (ANDRADE, 1998, p. 99).

    Um outro mecanismo de proteção, defesa, clareza doutrinária e teológica foram asConfissões de Fé, instrumento produzido pela igreja reformada. Um exemplo de Confissões de Fé são:

    A CONFISSÃO DE FÉ DE AUGSBURGO (1530)
    A CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER (1643)

    Continua...

    REFERÊNCIAS

    ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 1998

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Conc%C3%ADlio, acesso em 02 de novembro de 2010.

    arqueólogos alegam ter encontrado a “porta do inferno” citada em Apocalipse



    arqueólogos alegam ter encontrado a “porta do inferno” citada em Apocalipse


    Arqueólogos alegam ter encontrado a "porta do inferno"
    Um lendário portão para o submundo foi descoberto na Turquia por uma equipe de arqueólogos na antiga cidade frígia de Hierápolis. Trata-se de uma caverna que era mencionada na antiga mitologia e nas tradições greco-romana como a porta de entrada para o “submundo” ou “mundo dos mortos”.
    Embora na mitologia tenha recebido o nome de “Porta de Plutão”, foi chamada de “Entrada do Inferno” pelo filósofo Cícero e pelo geógrafo Estrabão. Para os gregos, a entrada da caverna “vomita” vapores nocivos, capazes de matar qualquer coisa que cruze seu caminho.
    “Todo animal que entrar ali, encontrará a morte instantânea”, dizem os escritos de Cícero. “Lancei para lá pardais e eles caíram imediatamente”. “Este espaço está tão cheio de vapor nebuloso e denso que dificilmente se pode ver o chão”.
    Francesco D´Andria, professor de arqueologia na Universidade de Salento, que participou da descoberta da caverna, explicou que após a escavação do local, os arqueólogos encontraram colunas com inscrições dedicadas às divindades do submundo Plutão e Kore.
    Sacerdotes faziam no local sacrifícios de touros a Plutão, levando os animais para dentro da caverna que emana  dióxido de carbono, explicou o arqueólogo. Acredita-se que o local de culto pagão foi destruído pelos cristãos, no século VI, e também sucumbiu após terramotos na região.
    “Trata-se de uma descoberta excepcional, pois confirma e esclarece as informações que temos das fontes literárias antigas e históricas”, disse Alister Filippini, um pesquisador da história romana.
    Esse local também pode ser uma “dica profética” de onde o Anticristo irá surgir antes do fim do mundo. O termo usado pelos gregos para Hades é o mesmo usado na Bíblia para falar do inferno, ou mundo dos mortos. Segundo o site WND estudantes de profecia veem uma semelhança dessa porta para o Hades com o termo “abismo” usado no livro de Apocalipse (9:2-3) e o fato de ele “exalar fumaça”.
    Segundo Plínio, o Velho, conhecido historiador do primeiro século, Hierápolis também era conhecida como “Magogue”, citada pelo profeta bíblico Ezequiel, como um dos exércitos que iria invadir a terra de Israel pouco antes do retorno de Jesus. Para muitos professores de Bíblia, a batalha de Gogue de Magogue seria um embate preliminar e distinto da batalha final do Armagedom.
    Hipólito de Roma (170-235), um teólogo cristão dos primeiros séculos, identificou Magogue uma região da Ásia Menor que é a Turquia moderna.  O reformador Martinho Lutero (1483-1546) entendia Gogue como uma referência aos turcos, povo que Deus havia enviado como um flagelo para punir os cristãos. O avivalista João Wesley (1703-1755), em suas notas explicativas em Ezequiel 38 e 39, identificou as hordas de Gogue e Magogue com “as forças anticristãs” que se levantariam da Turquia.  CI Scofield (1843-1921) e Charles Ryrie, famosos por suas Bíblias de Estudo
    ligavam Gogue e Magogue indizivelmente com o Anticristo e seus exércitos.  Se todos esses teólogos estavam corretos, e Anticristo tem uma ligação com o local geográfico que exala fumaça, o abismo ou a porta do inferno. Com informações WND.

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    sábado, 30 de março de 2013

    O verdadeiro significado da Páscoa




                    O verdadeiro significado da Páscoa

    A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes do nosso calendário. Atualmente, tornou-se uma data tão comercial, que poucos lembram ou conhecem seu verdadeiro significado. Para além dos chocolates e presentes,a igreja  cristã evangelica - reforça a origem do termo, que remonta a aproximadamente 1.445 anos antes de Cristo.

    Para contextualizarmos, neste período, de acordo com a Bíblia, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó viviam como escravos há mais de quatrocentos anos no Egito. A fim de libertá-los, Deus designou Moisés como líder do povo hebreu (Êxodo 3-4).

    Em obediência ao Senhor, Moisés dirigiu-se a Faraó a fim de transmitir-lhe a ordem divina: “Deixa ir o meu povo”. Para conscientizar o rei da seriedade da mensagem, Moisés, mediante o poder de Deus, invocou pragas como julgamentos contra o Egito.

    No decorrer de várias dessas pragas, Faraó concordava deixar o povo ir, mas, a seguir, voltava atrás, uma vez a praga sustada. Soou a hora da décima e derradeira praga, aquela que não deixaria aos egípcios nenhuma outra alternativa senão a de lançar fora os israelitas: Deus mandou um anjo destruidor através da terra do Egito para eliminar “todo primogênito... desde os homens até aos animais” (Êx.12.12).

    A primeira Páscoa

    Como os israelitas também habitavam no Egito, o Senhor emitiu uma ordem específica a seu povo. A obediência a essa ordem traria a proteção divina a cada família dos hebreus, com seus respectivos primogênitos. Cada família tomaria um cordeiro macho, de um ano de idade, sem defeito e o sacrificaria. Famílias menores podiam repartir um único cordeiro entre si (Êx. 12.4).

    Os israelitas deviam aspergir parte do sangue do cordeiro sacrificado nas duas ombreiras e na verga da porta de cada casa. Quando o destruidor passasse por aquela terra, ele não mataria os primogênitos das casas que tivessem o sangue aspergido sobre elas. Daí o termo Páscoa, do hebreu pesah, que significa “pular além da marca”, “passar por cima”, ou “poupar”.

    Assim, pelo sangue do cordeiro morto, os israelitas foram protegidos da condenação à morte executada contra todos os primogênitos egípcios. Deus ordenou o sinal do sangue, não porque Ele não tivesse outra forma de distinguir os israelitas dos egípcios, mas porque queria ensinar ao seu povo a importância da obediência e da redenção pelo sangue, preparando-o para o advento do “Cordeiro de Deus,” Jesus Cristo, que séculos mais tarde tiraria o pecado do mundo (Jo. 1.29).

    De acordo com a Bíblia, no livro de Êxodo, capítulo 12, versículo 31, naquela mesma noite Faraó, permitiu que o povo de Deus partisse, encerrando assim, séculos de escravidão e inaugurando uma viagem que duraria quarenta anos, até Canaã, a terra prometida.

    A partir daquele momento da história, os judeus celebrariam a Páscoa toda primavera, obedecendo as instruções divinas de que aquela celebração seria “estatuto perpétuo” (Êx. 12.14). Era, porém, um sacrifício comemorativo, exceto o sacrifício inicial no Egito, que foi um sacrifício eficaz.

    Libertação

    Assim sendo, lembremos, não somente nesta data, mas em todos os dias, o verdadeiro significado da Páscoa. Assim como o Todo Poderoso libertou os hebreus da escravidão no Egito, Deus quer nos libertar da escravidão do pecado e por isso, enviou seu Filho, Jesus Cristo, para que “todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (Jo. 3.16) Vida esta conquistada com sangue “porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós.” (I Co 5.7)

    Celebremos então a liberdade conquistada por Jesus Cristo na cruz para todos nós!



    Fonte: Texto extraído em parte da Bíblia de Estudo Pentecostal

                                           
                                                     Cristo, Nossa Páscoa

    "Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós."  1 Coríntios 5.7

    Preâmbulo: Ocorre somente no Cristianismo, que datas importantes são alteradas pelo comércio. Coelhos que aparecem na Primavera do Hemisférico Norte são símbolos para a Páscoa do Hemisfério Sul em pleno outono. Depois Neve que aparece em pleno frio de Dezembro do Hemisfério Norte, serve de símbolo em pleno calor de Dezembro do Hemisfério Sul. A páscoa, como é comemorada pelo mundo, não nos traz qualquer benefício, a não ser que entendamos que Cristo é a nossa Páscoa.

    I - Analizando a Páscoa Friamente
    1. Quilômetros de Sacrifício: Judeus desde 1.500 Km. de distancia teria que participar da Páscoa em Jerusalém. Caminhavam 31 dias, tipo 48 km diários para vir.
     
    2. Purificação só em Jerusalém: As pessoas subiam a Jerusalém para se purificar lá para a Páscoa. (Jo 11.55) E estava próxima a Páscoa dos judeus, e muitos daquela região subiram a Jerusalém antes da Páscoa, para se purificarem. Não havia um descentralização como hoje, não havia congregações nos bairros, não havia setores.
     
    3. Carregar um cordeiro: Era uma exigência a pobre e ricos, um cordeiro por família, as incomodidades que causava transportar um cordeiro.
     
    4. Penalizados com morte o ausente: (Nm 9.13) Porém, quando um homem for limpo, e não estiver de caminho, e deixar de celebrar a Páscoa, tal alma do seu povo será extirpada; porquanto não ofereceu a oferta do SENHOR a seu tempo determinado; tal homem levará o seu pecado.

    5. Sacrifícios vagos de hoje: Hoje a religião impõem regras de abstinências e de sacrifícios para esperar a Páscoa, desconhecem que Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.
     
    6. Crucificando a Cristo novamente hoje: (Hb 6.4-6) Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro, e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério.

    II - Que direi eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? (SL 116.12)
    1. Três benefícios encontramos aqui no Salmo 116.8 Livraste a minha alma da morte, os meus olhos das lágrimas e os meus pés da queda.
    2. Andarei perante a face do Senhor: (Sl 116.9) Andarei perante a face do SENHOR, na terra dos viventes.
    3. Tomarei o cálice: (Sl 116.13a) “Tomarei o cálice da salvação...”
    4. Invocarei o nome do Senhor. (Sl 116.13b) “...e invocarei o nome do Senhor”.
    5. Pagarei os meus votos ao Senhor: (Sl 116.14) Pagarei os meus votos ao Senhor...”
    6. Oferecer-te-ei sacrifícios de louvor: (Sl 116.17) Oferecer-te-ei sacrifícios de louvor.
    7. Vivirei para ele: (2 Co 5.15) Tem muito egoísmo nesta questão, cada um vive pra si, se cuida pra si. “E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou”.
    III – Cristo Nossa Páscoa
    1. Cristo nossa Libertação: Israel foi liberto de Faraó, do Anjo da Morte, dos Trabalhos pesados: foram 430 anos escravidão, pela mão de Moises. O homem precisa ser liberto deste mundo que esta debaixo do comando do maligno (1 Jo 5.19) Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno”. E ser transportado (Cl 1.13) Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor”. Nossa libertação primeiro foi espiritual, logo será física (prospectiva) no futuro.
     
    2. Ele foi o nosso Cordeiro: (Jo 1.29) Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Sem pecado, sem defeito. Sangue inocente. (Hb 7.26) Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus,.

    3. Seu sangue é a nossa garantia: A casa que estivesse marcada com um pouco de sangue nas portas seria salvo da morte, o anjo passaria por alto daquela casa, esse é o verdadeiro significado da páscoa. Creio que teria um pouco de medo de confiar que o sangue era suficiente para a proteção. O sangue de Cristo é suficiente (Digamos todos).
     
    4. Cristo é a tua Páscoa? Então não tem nenhuma importância para nós os coelhos e os ovos de chocolate.
     
    5. Os símbolos foram mudados: A mudança foi feita pelo próprio Jesus, na ultima Páscoa judia que ele participou. Não mais cordeiros... mas seu próprio corpo. (Jo 6.55) Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida.

    6. Cristo Ressuscitou: O grande beneficio da Páscoa é que Jesus Ressuscitou.
                                                     

                                                              sampaio.
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