NOSSA CONVENÇÃO.

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"E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência." - Jeremias 3:15 (ACF).

COORDENADORIA

COORDENADORIA DO LESTE DE MINAS CIDADE DE CORONEL FABRICIANO MG e-mail do blog reverendorj@ig.com.br Entre em contato conosco. Através do nosso e-mail, você pode: - Enviar sua sugestão de matéria; - Divulgar o seu artigo; - Anunciar os eventos da sua igreja (caso seja da CNADF); - Solicitar parceria ou permissão para publicar nossos textos; - Enviar sua palavra de elogio ou de crítica. SOMOS PREGADORES DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Muitos têm alertado a respeito do alto custo do aquecimento global para a humanidade. Os jornais e os noticiários de TV estão cheios de previsões tenebrosas sobre o colapso da economia mundial: milhões morrerão ou serão desalojados em virtude de secas, fomes e inundações, enquanto Londres, Nova York e Tóquio, juntamente com outras cidades litorâneas, afundarão nos mares cujo nível subirá. Um relatório também predisse que todos os frutos do mar estarão extintos em cinqüenta anos.
A respeito desse panorama há diversas possibilidades. As principais são:
1. O aquecimento global é real e causado pela atividade humana (queima de combustíveis fósseis – carvão, petróleo e gás, queima das florestas tropicais, etc.). Por isso, os governos devem tomar medidas urgentes para salvar o mundo da catástrofe.
2. O aquecimento global é real mas não se tem certeza sobre as causas. Pode tratar-se de atividade solar e parte de um ciclo de aquecimento e esfriamento das temperaturas na Terra. Nesse caso, não há nada que os governos possam fazer a respeito.
3. O aquecimento global é um engano usado por aqueles que querem implantar um governo mundial. Eles estão tentando amedrontar as pessoas para que se submetam aos seus planos.
Vamos analisar essas questões:

1. O aquecimento global é real e causado pela atividade humana

De acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (PIMC), apoiado pe la ONU , as temperaturas globais poderão aumentar entre 1,4° C e 5,8° C entre 1990 e 2100. O aumento das temperaturas, por sua vez, poderá provocar outras mudanças, inclusive o aumento do nível dos oceanos, a quantidade e o padrão das chuvas. É possível que essas alterações aumentem a freqüência e intensidade de eventos meteorológicos extremos como inundações, secas, ondas de calor, furacões e tornados. Outras conseqüências incluem reduções na produção agrícola, diminuição das geleiras, redução das correntes de verão, extinção de um grande número de espécies e o aumento de organismos transmissores de doenças.
Em seu congresso de 2003, a Sociedade Meteorológica Americana adotou uma declaração que dizia:
As atividades humanas tornaram-se uma fonte destacada de mudanças ambientais. Muito urgente é [considerar] as conseqüências da abundância crescente de gases de estufa na atmosfera... Como os gases de estufa continuam aumentando, estamos, na realidade, realizando uma experiência climática global, que não foi planejada nem é controlada, cujos resultados poderão apresentar desafios sem precedentes ao que conhecemos e prevemos. Eles também poderão ter impacto significativo sobre nossos sistemas naturais e sociais. Trata-se de um problema de longo prazo que requer uma perspectiva de longo prazo. Importantes decisões aguardam os atuais e futuros líderes nacionais e mundiais.
Tony Blair, ex-primeiro-ministro britânico.
Manifestações para salvar o planeta têm sido realizadas ao redor do mundo. Em Londres, um evento organizado pela “Stop Climate Chaos” exigiu que o governo aja contra a ameaça do aquecimento global. O primeiro-ministro inglês Tony Blair declarou que se trata “do mais importante relatório sobre o futuro publicado pelo meu governo”. Angela Merkel, a chanceler da Alemanha, disse-lhe que enfrentar a questão das mudanças climáticas será uma prioridade para a presidência alemã do G8 (grupo das nações industrializadas) em 2007. A secretária do Exterior do Reino Unido, Margaret Beckett, disse num encontro em Nova Delhi que o subcontinente indiano poderá enfrentar uma combinação de secas e elevações do nível do mar – que devastarão as colheitas de cereais e forçarão milhões a fugir dos seus lares – como resultado da elevação das temperaturas globais.

2. O aquecimento global é real mas pode ser causado pelo sol

Atualmente, o sol se encontra no ponto mais alto de atividade em 300 anos. Esse ciclo poderá ser seguido por um esfriamento e uma mini era do gelo.
Uma minoria de cientistas está afirmando que as mudanças climáticas, tais como o aquecimento global, são causados por alterações no sol e não devido à liberação de gases de estufa na Terra. O sol fornece toda a energia que movimenta nosso clima, mas ele não é a estrela constante que pode parecer. Estudos cuidadosos durante os últimos vinte anos mostram que seu brilho geral e a energia desprendida aumentam levemente à medida que sobe a atividade das manchas solares até seu ponto mais alto em um ciclo de onze anos. Atualmente, o sol se encontra no ponto mais alto de atividade em 300 anos. Esse ciclo poderá ser seguido por um esfriamento e uma mini era do gelo.

3. O aquecimento global é um engano

Há aqueles que são ainda mais céticos nessa questão. Christopher Monckton escreveu um artigo intitulado “Caos climático? Não acredite” no jornal britânico The Sunday Telegraph em que começou sugerindo que “o pânico provocado em torno das mudanças climáticas é menos relacionado com a intenção de salvar o planeta do que com a ‘criação de um governo mundial’, conforme a preocupante afirmação de Jacques Chirac”.
Ele apresenta evidências, mostrando como a ONU falsificou informações acerca do problema através da sua agência, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (PIMC). Monckton cita David Deming, um geocientista da Universidade de Oklahoma (EUA), que escreveu um artigo avaliando as temperaturas na América do Norte através de dados de perfurações. Isso lhe deu credibilidade com o PIMC, que lhe pediu que participasse de suas pesquisas. Deming afirma: “Eles pensaram que eu era um deles, alguém que iria perverter a ciência a serviço de causas sociais ou políticas. Um deles abaixou a guarda: um destacado pesquisador na área do aquecimento global enviou-me um surpreendente e-mail, que dizia: ‘temos que nos livrar do período de calor da Idade Média”’.
O período de calor da Idade Média é um fato bem documentado da história, mostrando que na época as temperaturas eram em torno de 3°C mais elevadas do que atualmente. De acordo com o artigo de Monckton:
Então não havia geleiras nos Andes ; hoje elas existem. Havia fazendas dos vikings na Groenlândia; hoje elas estão cobertas de gelo permanente. Havia pouco gelo no Polo Norte, uma esquadra chinesa circunavegou o Ártico em 1421 e não o encontrou. Dados de 6.000 perfurações em todo o mundo indicam que as temperaturas globais eram mais elevadas na Idade Média do que agora.
De acordo com o artigo de Monckton: “...não havia geleiras nos Andes; hoje elas existem. Havia fazendas dos vikings na Groenlândia; hoje elas estão cobertas de gelo permanente.”
Após esse período, as temperaturas caíram bem abaixo dos níveis atuais. Nos séculos XVII e XVIII ocorreu a “Pequena Era do Gelo”, quando o Tâmisa, junto à ponte de Londres, congelou de maneira tão sólida que uma Feira de Inverno foi realizada em 1607 com um conjunto de tendas sobre o próprio rio, oferecendo uma série de diversões, inclusive boliche sobre o gelo.
O relatório original do PIMC, publicado em 1996, apresentava um gráfico dos últimos mil anos, mostrando corretamente que as temperaturas na Idade Média tinham sidos mais altas que as atuais. Mas o relatório de 2001 continha um novo gráfico sem qualquer indicação de um período de calor medieval, indicando temperaturas uniformes até o começo da Era Industrial. Esse gráfico mostrava incorretamente que o século XX foi o mais quente dos últimos mil anos. Essa informação mostra que a história está sendo deliberadamente falsificada por uma agência da ONU.

Aquecimento global e governo mundial

Também é possível que haja um elemento de verdade em todas as três possibilidades. O aquecimento global pode ser causado parcialmente pela atividade humana e em parte pelo sol. Com certeza, ele está sendo usado para promover a idéia de que a governança mundial apoiada pe la ONU é a solução do problema. Quer seja real ou não, trata-se de uma questão ideal para unir as nações. É possível argumentar que nenhuma nação por si mesma pode resolver o problema e que, se ele não for solucionado, todos morreremos. É necessário que as nações trabalhem juntas para evitar isso. A ameaça também pode ser usada para dar aos governos desculpas para impor impostos mais elevados e exercer maior controle sobre a população...
Em seu artigo, Christopher Monckton referiu-se a uma afirmação do presidente francês, Jacques Chirac, que relacionou a preocupação ambiental com um plano de governo mundial. Chirac escreveu um artigo para a revista New Scientist (19/5/05) sobre a necessidade de cuidar do meio ambiente, dizendo: “esse esforço deveria concentrar-se em estabelecer a governança ambiental global, algo que a França defende incansavelmente, em particular com sua proposta de criar uma organização ambiental da ONU, que será discutida pelos líderes mundiais na cúpula da ONU em Nova York em setembro”. Em um discurso anterior no Encontro da ONU sobre Mudanças Climáticas em Haia (20/11/2000), ele afirmou: “Pela primeira vez, a humanidade está instituindo um que a França e a União Européia gostariam de ver criada”. (ênfase do autor).
É interessante que existe agora um consenso de opiniões sobre essa questão, favorecendo a agenda verde, nos três principais partidos do Reino Unido. Esse consenso é compartilhado pelos poderes que dominam a União Européia. Com os Democratas em ascensão nos EUA, é provável que as questões ambientais serão mais importantes que a “Guerra ao Terror”. Se a Rússia, a China, o Japão e a Índia puderem ser persuadidos a participar, a pressão para impor algum tipo de solução global para o problema poderá ser irresistível para o resto do mundo.

O meio ambiente – uma questão espiritual

É verdade que a Terra é um todo interdependente, que foi criado por Deus como “muito bom” (veja Gênesis 1.31). Tudo que é necessário para a vida é mantido em delicado equilíbrio no único planeta em que podemos viver.
Também é interessante que existe uma idéia semi-religiosa relacionada a tudo isso – a controvertida Teoria Gaia, denominada assim por causa da deusa da Terra dos antigos gregos. Essa teoria foi desenvolvida pelo cientista britânico James Lovelock durante a década de 1960, enquanto ele trabalhava no Projeto Viking, analisando a possibilidade de vida em Marte. Enquanto analisava o que sustinha a vida na Terra e observava a atmosfera terrestre, com seu delicado equilíbrio de oxigênio, hidrogênio, nitrogênio, metano e resquícios de outros elementos, ele teve a idéia de que a Terra era um todo vivo e interdependente, capaz de controlar a si mesmo e de eliminar ameaças, da mesma maneira que um corpo lida com doenças e traumas.
De acordo com essa idéia, a Terra é um sistema vivo imenso e eternamente interativo – um planeta vivo, flutuando no espaço, e cada parte do seu grandioso mecanismo afeta todos os outros, tanto para o bem como para o mal. A Terra teria certos órgãos especialmente importantes, como as florestas tropicais e os pântanos, que seriam mais importantes para o meio ambiente do que outras partes do sistema. Usando a comparação com o corpo humano, seria possível perder uma parte menor, como um dedo, e sobreviver, mas se você perder uma parte essencial, como os pulmões, você está morto. Desse modo, a Terra poderia sobreviver apesar de perder algumas espécies animais em virtude do descuido humano com o meio ambiente, mas se um órgão vital estiver ameaçado ela teria de reagir contra a interferência humana ou morrer.
Em certos grupos do movimento ambientalista está sendo difundida a idéia de que as catástrofes que atingem a Terra são o resultado de Gaia alertando a humanidade, para que esta pare de destruir o único planeta em que podemos viver. Em outras palavras, Gaia poderá agir para trazer uma espécie de juízo sobre a humanidade por descuidar do planeta. De acordo com essa visão, as catástrofes são a maneira da Terra combater a degradação do planeta por parte da humanidade. Isso conduz à visão da Nova Era de que devemos retornar à unidade com o planeta e com os outros seres humanos para salvar o planeta.
As catástrofes afetando a Terra irão aumentar nos dias finais desta era. Jesus disse a respeito dos tempos anteriores à Sua Segunda Vinda: “haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu...”
A Bíblia ensina um conceito diferente: que o Deus Todo-Poderoso, que criou a Terra e deu à humanidade a tarefa de cuidar dela, está falando através desses eventos, que Ele até predisse há séculos por meio dos profetas e do Senhor Jesus. É verdade que a Terra é um todo interdependente, que foi criado por Deus como “muito bom” (veja Gênesis 1.31). Tudo que é necessário para a vida é mantido em delicado equilíbrio no único planeta em que podemos viver. A distância da Terra até o Sol, a atmosfera, o ciclo das águas, a camada de solo para plantio, tudo está exatamente certo para sustentar a vida. A idéia evolucionária de que tudo se originou através de um acidente cósmico é tão provável como a possibilidade de que o computador em que estou escrevendo este artigo é o resultado de átomos que se juntaram ao acaso. Um projeto exige a existência de um projetista e a criação exige um Criador. Há abundantes evidências, para aqueles que querem entender, de que Deus, como Criador, e não a evolução pelo acaso, tem a resposta para a pergunta donde viemos.
Conforme o relato do Gênesis, a humanidade teria “domínio” sobre a Terra, não no sentido de saqueá-la, mas de cuidar dela e das suas criaturas (Gênesis 1.26-28, Salmo 8), em harmonia com Deus, nosso Criador. Porém, a desobediência humana a Deus causou a degradação da Terra, inicialmente com a queda (Gênesis 3) e depois com o dilúvio (Gênesis 6-8), estragando a criação original “muita boa”.
Quando vamos para o outro extremo da escala de tempo bíblica e analisamos os eventos do fim dos tempos, fica claro que as catástrofes afetando a Terra irão aumentar nos dias finais desta era. Jesus disse a respeito dos tempos anteriores à Sua Segunda Vinda: “haverá grandes terremotos, epidemias e fome em vários lugares, coisas espantosas e também grandes sinais do céu... Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas;  haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados” (Lucas 21.11,25-26).
Qualquer que seja a verdade sobre o aquecimento global, trata-se de uma questão que tem o potencial de levar o mundo em direção ao governo mundial profetizado em Apocalipse 13. Aquele que apresentar uma solução para esse problema certamente será saudado como salvador que oferecerá “paz e segurança” e será adorado pelo mundo como o novo messias.
Tempestades tropicais que provocam ondas gigantescas e devastam regiões costeiras estão aumentando em ferocidade, algo que muitos cientistas estão relacionando com as mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global. Em Isaías 24 há uma passagem apocalíptica que trata da destruição causada por eventos impressionantes nos últimos dias desta era, quando cidades serão devastadas e seus habitantes espalhados: “Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna” (Isaías 24.5).
É interessante que Isaías 24.16 também se refere aos “pérfidos” que “tratam mui perfidamente”. Isso estabelece uma relação entre a questão ambiental e os que a utilizam para objetivos pérfidos (isto é, o governo mundial do Anticristo).
As profecias da Bíblia advertem que no futuro haverá um tempo de dificuldades, com intenso calor, vegetação queimada e águas contaminadas, como também violentas tempestades e desastres naturais, trazendo fomes, epidemias e morte: “O primeiro anjo tocou a trombeta, e houve saraiva e fogo de mistura com sangue, e foram atirados à terra. Foi, então, queimada a terça parte da terra, e das árvores, e também toda erva verde.  O segundo anjo tocou a trombeta, e uma como que grande montanha ardendo em chamas foi atirada ao mar, cuja terça parte se tornou em sangue,  e morreu a terça parte da criação que tinha vida, existente no mar, e foi destruída a terça parte das embarcações.  O terceiro anjo tocou a trombeta, e caiu do céu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas uma grande estrela, ardendo como tocha.  O nome da estrela é Absinto; e a terça parte das águas se tornou em absinto, e muitos dos homens morreram por causa dessas águas, porque se tornaram amargosas” (Apocalipse 8.7-11).
Longe de solucionar o problema, o governo mundial anticristão dos tempos finais conduzirá o mundo às margens da destruição. Somente o retorno do
Senhor Jesus Cristo salvará a Terra.
O Apocalipse fala de um tempo em que “o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe dado queimar os homens com fogo...” (Apocalipse 16.8). Depois, “Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram...” (Apocalipse 16.12) e “sobrevieram relâmpagos, vozes e trovões, e ocorreu grande terremoto, como nunca houve igual desde que há gente sobre a terra; tal foi o terremoto, forte e grande” (Apocalipse 16.18).
Qualquer que seja a verdade sobre o aquecimento global, trata-se de uma questão que tem o potencial de levar o mundo em direção ao governo mundial profetizado em Apocalipse 13. Aquele que apresentar uma solução para esse problema certamente será saudado como salvador que oferecerá “paz e segurança” e será adorado pelo mundo como o novo messias.
Longe de solucionar o problema, o governo mundial anticristão dos tempos finais conduzirá o mundo às margens da destruição. Somente o retorno do Senhor Jesus Cristo salvará a Terra. Após Sua volta, ela será miraculosamente restaurada e voltará a ser um lugar fértil e belo, capaz de suprir as necessidades dos povos durante o reino milenar de Jesus, quando “...a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Isaías 11.9). (Tony Pearce, Light for The Last Days - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite,

                                          REVERENDOSAMPAIO...

sábado, 25 de dezembro de 2010

História do Natal

História do Natal

 História do Natal
História do Natal, 25 de dezembro, história do Papai Noel, a tradição da árvore de Natal, origem do presépio, decorações natalinas, símbolos natalinos...

Origem do Natal e o significado da comemoração

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV, que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.


As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Nazaré e entregarem os presentes ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam desmontar as árvores e outras decorações natalinas em até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

A Árvore de Natal e o Presépio

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram moram na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois além de decorar, representam um símbolo de alegria, paz e esperança.

O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII.

O Papai Noel : origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom. Porém, em 1881, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o bom velhinho com uma roupa, também de inverno, nas cores vermelha e branca (as cores do refrigerante) e com um garro vermelho com pompom branco. A campanha publicitária fez um grande sucesso e a nova imagem do Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo.

e uma festa para se comemorar com oraçôes, canticos de louvores a DEUS e nâo com vinhos rabanadas e peru assados pq e uma festa espiritual..

sampaio...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"...Embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas cousas que sofreu." Hebreus 5.8
Se quisermos obter vitória no dia-a-dia, precisamos estar dispostos a nos tornar obedientes. E isso deve proceder de uma decisão do fundo do coração. Se dou um sim sincero para o Senhor, se a qualquer preço faço o que Ele pede, Ele manifesta a Sua vontade através de mim. Olhemos para o Senhor Jesus: qual foi a base da Sua ilimitada vitória? Seu segredo foi a Sua obediência! Muitos não chegam à obediência prática porque ainda não se tornaram obedientes em seu coração. Devemos refletir muito bem diante do Senhor: quero fazer realmente, a qualquer preço, o que Deus quer? Assim, a vitória se seguirá à obediência. A obediência, portanto, é uma decisão interior que, depois, se manifesta exteriormente. O que o Senhor Jesus disse antes de subir à cruz, antes até de ter se tornado carne, estando ainda na eternidade? "Eis aqui estou... agrada-me fazer a tua vontade." A decisão por parte do Filho de Deus já havia sido tomada na eternidade, antes da fundação do mundo. Sua vinda a esta terra foi a execução da vontade de Deus. É importante que reconheçamos claramente o que significa obediência. Obediência significa fazer a vontade de Deus, só assim Ele pode operar através de nós ilimitadamente!
Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

BIBLIOTECA DO APOSTOLO PAULO.

“Não por obras de justiça...”. (Tt 3:5a)
Revda. Teresa Julieta de Paula M. Catão (¬)

Ao analisarmos as Cartas Paulinas, observamos a ênfase do apóstolo de que a nossa justificação (gr “dikaiosis”) e salvação (gr “soteria”) provêm da graça e fé em nosso Senhor Jesus Cristo, e, não nas obras, como a seguir discriminado:
a)     Na Carta aos Romanos no tocante à nossa Justificação:
a1) Pela fé: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1).
a2) Pelo Seu Sangue: “Logo, muito mais agora, justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira” (Rm 5:9).
b)    Na Carta aos Gálatas, no tocante às obras da Lei que não nos justificam: “Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da Lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, pois por obras da Lei ninguém é justificado” (Gl 2:16).
c)     Na Carta aos Efésios, no tocante à nossa Salvação pela graça e fé, além de que não devemos nos gloriar nas obras: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8,9).
d)    Na Carta a Tito, no tocante à nossa Salvação pelo lavar regenerador e renovador do Espírito Santo: “Quando porém se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas, segundo a sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt 3:4,5).

Essa maravilhosa Salvação pela Graça do Senhor nos conduz às boas obras (Tt 3), e devemos andar nelas haja visto que:
a)     Deus preparou para que andássemos nelas: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10).
b)    Elas resultam da nossa fé: “Para os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens” (Tt 3:8b).
c)     Elas visam o aperfeiçoamento (gr “katartismós”) da nossa fé: “Bem vês que pelas obras, a fé foi aperfeiçoada” (Tg 2:22).

Portanto, a nossa Salvação, não vem das obras, para que ninguém se glorie... (Ef 2:9). “Aquele que se gloriar, glorie-se no Senhor...” (2Co 10:17).

sábado, 4 de setembro de 2010

DIA NACIONAL DE MISSÕES

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

13 DE SETEMBRO - DIA NACIONAL DE MISSÕES
 AQUELE QUE LEVA A PRECIOSA SEMENTE, ANDANDO E CHORANDO, VOLTARÁ, SEM DUVIDA, COM ALEGRIA, TRAZENDO CONSIGO SEUS MOLHOS. (Sl 126.6)

DEUS CONTINUE ABENÇOANDO A TODOS OS MISSIONÁRIOS ESPALHADOS PÓR ESTE PLANETA!

UMA HOMENAGEM DO PROFETIZANDO A PALAVRA A TODOS QUE ESTÃO ENVOLVIDOS NESTA GRANDE OBRA DE EVANGELIZAÇÃO.

MISSÕES
E DISSE-LHE: IDE POR TODO MUNDO, PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA.
MC 16.15;
 NÃO LHE COMOVE O CHORO DE MILHÕES SEM CRISTO?
ACESSE: PORTAS ABERTAS
CONHEÇA E INFORME-SE MAIS SOBRE MISSÕES  PELO MUNDO. 

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Bispo Robinson Cavalcanti Fala em Consulta
Teológica no Rio de Janeiro

Depois de participar, pela manhã, de mais uma reunião preparatória para a formação da Aliança Cristã Evangélica Brasileira, na Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro (Rev. Guilhermino Cunha – Pastor), com lideranças de várias denominações e agências missionárias, o Bispo Robinson Cavalcanti falou aos 250 participantes da Consulta patrocinada pela Fraternidade Teológica Latinoamericana – Setor Brasil (FTL-B), cujo texto publicamos a seguir. A Revda. Silvana Venâncio, os Postulantes Igor Lazari e Elion Campos, e o ministro em Reconhecimento de Ordem, Rodrigo Condeixa, estiveram acompanhando o nosso Bispo nesses eventos. Dom Robinson regressa ao Recife na noite de hoje, 03.06, após doze dias de abençoada viagem missionária pelo sudeste e sul do País.

O Congresso de Lausanne e a Missão Integral da Igreja
Dom Robinson Cavalcanti (*)

INTRODUÇÃO
Considero um privilégio ter participado do Lausanne I e do Lausanne II, e estar me preparando para participar do Lausanne III. A revista semanal norte-americana TIME considerou o Congresso Internacional para a Evangelização Mundial, de 1974 – o Lausanne I – como “o Vaticano II dos Evangélicos”. Sem dúvida foi o mais amplo em representatividade de países e de denominações e o mais importante encontro mundial protestante do século XX. E o seu documento final, o Pacto de Lausanne, tem sido considerado, ao lado do Credo Niceno e da Confissão de Westminster como um dos três mais importantes documentos confessionais da História do Cristianismo.

ANTECEDENTES HISTÓRICOS
Chamamos a atenção para os antecedentes históricos.

A herança evangélica, missionária e de compromisso social legada pelo Avivamento Wesleyano, com as controvérsias ocorridas nos Estados Unidos no início do século passado: Liberalismo vs. Fundamentalismo, Evangelho Individual vs. Evangelho Social, Criacionismo vs. Evolucionismo, tinha conduzido aquele espaço religioso a uma polarização e a uma dicotomia, e ao que um sociólogo da religião denominou de A Grande Reversão, que foi o retraimento do Evangelicalismo dos aspectos sociais, culturais e políticos da missão. Somando-se a isso o dispensacionalismo e a escatologia pré-milenista pré-tribulacionista.

O Movimento Ecumênico, cujo Congresso de Edimburgo estamos a comemorar o centenário esse ano, tinha desaguado na formação do Conselho Mundial de Igrejas, rapidamente hegemonizado pelas correntes teológicas mais liberais do protestantismo euro-ocidental. Tanto o velho Evangelicalismo inglês de 1850 (traçando suas raízes em Wycliffe) quanto o chamado Neo-Evangelicalismo estadunidense do pós-Segunda Guerra se mostravam insatisfeitos e desconfortáveis, seja com a estridência, esterilidade e sectarismo do fundamentalismo posterior representado pelo Concílio Internacional de Igrejas Cristãs (ICCC), como pela falta de ênfase evangelística, o universalismo, e uma pauta excessivamente social, representado pelo Conselho Mundial de Igrejas (WCC), sendo que a Fraternidade Evangélica Mundial (WEF), era débil e de escassa representatividade.


BERLIM E CLADE I
É o co-patrocínio da revista Christianity Today e da Associação Evangelística Billy Graham que convoca para Berlim, 1966, o Congresso Internacional de Evangelismo, com cerca de 1.100 participantes, reafirmando a prioridade para a tarefa evangelizadora da Igreja, e para a unidade dos cristãos na realização dessa tarefa, mantida as bases dos postulados reformados. De Berlim sai a proposta da realização de Congressos Continentais, como um desdobramento. No nosso caso, vem se dar em Bogotá, na Colômbia, e, 1969, o I Congresso Latinoamericano de Evangelização – CLADE I, de cujos corredores, com uma geração de jovens pensadores, surge a ideia da criação de um movimento promotor de uma reflexão teológica que tomasse em consideração a realidade continental e a sua cultura, a abertura a contribuição das Ciências Humanas, enquanto mantidas a ortodoxia credal, a confessionalidade reformada, e a ênfase na conversão, na santidade e no mandato missionário próprios do evangelicalismo

A FTL
Em julho de 1970 são realizadas, nas diversas áreas geoculturais da América Latina pré-consultas preparatórias para a fundação da FTL. No Brasil, coordenada pelo missionário Richard Sturz (pai), a pré-consulta teve lugar nas instalações da Faculdade Teológica Batista de São Paulo, ocasião em que, como assessor da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) e colunista religioso do Jornal do Commércio, do Recife, fui convidado a participar e apresentar uma palestra que, depois seria publicada como um opúsculo intitulado Cristo na Universidade Brasileira? (ABUB/CLC, Recife, 1972).

Em dezembro de 1970 foi realizada a Consulta Teológica “A Bíblia na América Latina”, e a Assembleia de Fundação da entidade que foi denominada de Fraternidade de Teólogos Latinoamericanos (FTL), no Seminário Jorge Alan, em Cochabamba Bolívia. A delegação brasileira era formada pelos batistas Richard Sturz e César Tomé, pelo congregacional Mauro Ramalho, e, pelo então luterano (IELB), Robinson Cavalcanti, com 26 anos. Em 1972 realizamos, no Seminário Evangélico Peruano, em Lima, a II Consulta Teológica “O Reino de Deus na América Latina”, aprovamos os Estatutos e a denominação Fraternidade Teológica Latinoamericana (FTL).

LAUSANNE I
O Congresso de Lausanne foi um desdobramento do Congresso de Berlim, e dos Congressos Continentais (como o CLADE I), procurando ampliar quantitativa e qualitativamente a sua representatividade, e, embora ainda no contexto da Guerra Fria, ter a presença de delegações de alguns países do então bloco soviético. Os membros da nascente FTL estavam representados nas várias instâncias do Congresso, que tinha uma alta percentagem dos seus participantes, dirigentes e oradores, pessoas ligadas a Fraternidade Internacional de Estudantes Evangélicos (IFES), da qual a ABUB é um movimento membro, inclusive o seu secretário executivo Paul Little. Nas palestras principais se destacaram as de René Padilla e Samuel Escobar, enquanto outros membros da FTL participaram de painéis e de seminários temáticos.

O Congresso de Lausanne foi um evento de evangélicos (evangelicais), descolados dos fundamentalistas, em discordância com os liberais, procurando responder aos desafios seculares da conjuntura, e, em unidade, reafirmar o imperativo missionário da Igreja. Uma retomada do evangelicalismo progressista anterior às controvérsias e polarizações geradoras da Grande Reversão.

Do Brasil, tivemos o pastor Nilson de Amaral Fanini, batista, como um dos co-presidentes, o pastor Alcebíades Vasconcelos, Assembleia de Deus, no Comitê Executivo, enquanto eu e o pastor batista Davi Gomes integrávamos a Comissão de Convocação. O pastor Fanini foi escolhido como presidente da delegação brasileira, tendo como vice-presidente o então pastor presbiteriano (IPB) Neemias Marien. Lembro-me do avião da VARIG fretado saindo do Galeão, com os brasileiros, os paraguaios, os argentinos e os guianenses. Pela manhã um culto devocional usando o microfone da aeromoça foi dirigido pelo pastor Davi Gomes, com Juan Carlos Ortiz liderando o louvor com uns “coritos”.

Lausanne foi um momento de maioridade e de maturidade para o evangelicalismo mundial, impactou muitas vidas, teve um grande desdobramento e influência, mas não no Brasil. Aqui, as reações não foram entusiásticas. O Congresso foi considerado muito avançado para os conservadores e muito tímido para os teologicamente mais à esquerda. Os ecos foram, de certo modo, abafados. Surpreendentemente, o Pacto foi editado pela CPAD, por iniciativa do missionário Lawrence Olson. E o vazio deixado pela Confederação Evangélica dez anos antes, somente vem conhecer uma tentativa de resposta, com a AEvB, muito depois.

O PÓS-LAUSANNE
Para dar desdobramento ao Congresso, foi eleita uma Comissão de Continuação de Lausanne, depois nominada de Comissão de Lausanne para a Evangelização Mundial (LCWE), sob a presidência do evangelista canadense, e cunhado de Billy Graham, Leighton Ford. Do Brasil, para o primeiro quadriênio foram eleitos Nilson Fanini e Geziel Gomes, da Assembleia de Deus, e eu como membro-suplente deles. Como um ou ambos sempre faltava, tive a oportunidade de participar de todas as reuniões. Pouco depois, também fui eleito para a Comissão Teológica (Sub-Comissão Ética & Sociedade) da Aliança Evangélica Mundial (WEF).

O período 1974-1982 foi dos mais fecundos, com a realização do Congresso de Pataya, Tailândia, e de várias consultas teológicas, que produziram vários documentos, tais como: Responsabilidade Social, Estilo de Vida Simples, Evangelho e Cultura, quando estive envolvido na maioria deles. O Congresso para Evangelistas Itinerantes, realizados na década de 1980 em Amsterdam, Holanda, foi um retrocesso, com o fim de uma liderança coletiva internacional e a volta do controle por alguns grupos mais conservadores norte-americanos, que também puxaram o freio da ênfase nos temas sociais.

LAUSANNE II
O Congresso Lausanne II, em 1989, em Manila, Filipinas, com mais gente, mais dinheiro, mais hotéis luxuosos e mais recursos plurisensoriais, representou essa nova correlação de forças ideológico/teológicas, o impacto foi bem menor que o anterior, e o seu documento final, por fim, apenas um texto para estudo, é uma colagem de afirmações contraditórias, para tristeza de John Stott. A partir daí, embora o chamado “espírito de Lausanne” continuasse vivo, o movimento, como tal, conheceu um inegável declínio.

FTL: ESCOLA DE PENSAMENTO
Enquanto isso, a FTL se constituía em núcleos nacionais ou regionais, realizava consultas temáticas, como a sobre Evangélicos e o Poder (que gerou a famosa “Declaração de Jarabacoa”, sobre os evangélicos e a política), e promoveu o CLADE II, 1979, Huampani, Peru e CLADE III, 1992, Quito, Equador, com grande vigor, e fazendo brotar, em todo continente, um grande número de pensadores e escritores, de um evangelicalismo progressista, presente no processo de redemocratização do continente. Por sete anos, tive a honra de servir em sua Comissão Executiva, ao lado de René Padilla, Samuel Escobar, Pedro Arana, Orlando Costas, Rolando Gutierrez, Pedro Savage, Emílio Nuñez, e tantos outros.

A FTL também sofreu naqueles tempos de Guerra Fria e polarizações ideológicas e teológicas: fomos chamados de “teólogos da libertação disfarçados”, pelos fundamentalistas, e de “fundamentalistas sofisticados” pelos da Teologia da Libertação, embora com o passar do tempo fôssemos crescendo em influência e respeito.

Nós, pioneiros, idealizadores, fundadores e construtores da FTL, no meio de tanta incompreensão e oposição, nunca fomos um bloco monolítico, uniformizante, mas tínhamos nossas ênfases, métodos e divergências quanto ao secundário. Mas, sem dúvida, nos constituímos em uma escola de pensamento teológico continental, cristã, ortodoxa, protestante e evangélica.

A FTL nunca foi uma mera associação de pensadores amorfa ou eclética, onde tudo era possível, desde que dita com nível. Nunca fomos uma mera sociedade científica, unida apenas pelas normas técnicas de redação, buscando reconhecimento das autoridades educacionais. Fomos militantes em favor de bandeiras e contra bandeiras. A favor da cultura latinoamericana, da democracia e da justiça social no nosso continente, a favor de um uso criterioso de ferramentas científicas e filosóficas, mas em choque com as ideologias materialistas e secularistas, com as utopias seculares ou religiosas, em choque com o fundamentalismo e o liberalismo.

A FTL foi a principal fonte que gestou a Teologia da Missão Integral da Igreja na América Latina, em diálogo com pensadores progressistas de outros continentes, e de grande repercussão em todo o mundo. Podemos afirmar que nem todos que fizeram o movimento de Lausanne eram adeptos da Missão Integral, mas que ela foi hegemônica foi, e que uma de suas fontes mais fecundas foi a FTL, que, com suas nuances, foi a principal expoente desse pensar evangélico progressista em nosso continente.

NOVO MUNDO; NOVO CONGRESSO
O mundo mudou muito desde Lausanne I, 1974, e Lausanne II, 1989: O Muro Caiu, as utopias sumiram, o poder político-militar é monopolar, o econômico oligopolizado, o cinismo está em alta, o hedonismo consumista é a filosofia prática das multidões. O cenário religioso também mudou, o ressurgimento das grandes religiões, especialmente o Islã, e um secularismo agressivo pós-cristão e anticristão cresce no espaço euro-ocidental, sob a falsa retórica do laicismo. A agenda GLSTB transforma um pecado privado em um direito público. A velha cristandade do liberalismo moderno e, mais, do liberalismo pós-moderno pratica um original hara-kiri religioso, enquanto a Teologia da Prosperidade, a Teologia da Batalha Espiritual, a Afirmação Positiva e o pseudo(neo)pentecostalismo se torna uma nova força de uma Cristandade que se desloca do hemisfério norte para o hemisfério sul.

Áreas fechadas, áreas hostis a serem enfrentadas por uma igreja miseravelmente dilacerada, implodindo de heresias racionalistas ou irracionais. Haverá disposição, espaço e escuta a voz de Deus no Lausanne III, na cidade do Cabo, na África do Sul? Haverá, ainda, suficiente convicção evangélica para, mantendo as verdades do Pacto de Lausanne, a temática a ser tratada, sem negar o que já foi afirmado?

Continuamos a crer na Providência do Senhor da História e do Senhor da Igreja. Continuamos a crer na Palavra e no Espírito. Continuamos a nos mover pela fé e pela esperança. Mas, humanamente, não podemos ser otimistas!

E, na delegação brasileira, quanto desse legado é ainda crido, confessado, apropriado, reafirmado e atualizado? Que mundo se quer? Que Igreja se quer? Que país se quer? Com que conceito de missão pretendemos nos comprometer?

Sem dúvida, esse parece ser um momento de muitas perguntas e aparentes escassas respostas. Que esse chronos seja, mais uma vez, invadido pelo kairós, e que o martírio seja, mais uma vez, um componente provável da vivência da fé, diante dos poderosos desse mundo, das potestades do outro mundo, e dos seus aliados entre os joios domésticos, com o eterno se renovando para um novo tempo, até que Ele venha.

Secretaria Diocesana Anglicana de Comunicação Social