NOSSA CONVENÇÃO.

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"E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência." - Jeremias 3:15 (ACF).

COORDENADORIA

COORDENADORIA DO LESTE DE MINAS CIDADE DE CORONEL FABRICIANO MG e-mail do blog reverendorj@ig.com.br Entre em contato conosco. Através do nosso e-mail, você pode: - Enviar sua sugestão de matéria; - Divulgar o seu artigo; - Anunciar os eventos da sua igreja (caso seja da CNADF); - Solicitar parceria ou permissão para publicar nossos textos; - Enviar sua palavra de elogio ou de crítica. SOMOS PREGADORES DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

NOTICIA INTERNACIONAL

Bispo Católico-Romano Afirma Haver Uma Conspiração da UNESCO Que Transformará Metade do Mundo em Homossexuais

“O ‘ministro’ da família no governo do Papa, o cardeal Antonelli, me comentava há poucos dias em Zaragoza que a UNESCO tem programado para os próximos 20 anos fazer com que a metade da população mundial seja homossexual. Para isso, através dos mais variados programas, irá implantando a ideologia de gênero, que já está presente em nossas escolas”. Essa é a teoria da conspiração global sustentada pelo bispo de Córdoba, Demetrio Fernández. Ele a expôs no dia 26 de dezembro, numa homilia pronunciada na eucaristia da Sagrada Família. E, aliás, destaca o cardeal Ennio Antonelli, ministro da Família do Papa, como o autor da “teoria conspiratória” da organização da ONU para a infância.

Demetrio Fernández assegurou que a Igreja “não pretende impor a ninguém sua visão quanto à vida e à família, mas pede que seja respeitada a visão que temos recebido de Deus e que está inscrita na natureza humana”.

Como será realizada essa iniciativa sem precedentes? “Para isso, através dos mais variados programas, irá implantando a ideologia de gênero, que já está presente em nossas escolas”.

“Quer dizer, segundo a ideologia de gênero, que ninguém nasceria homem ou mulher, mas o que escolher posteriormente segundo o seu prazer, e poderá mudar de sexo quando quiser segundo a sua vontade”. E conclui: “Eis aí a última ‘conquista’ de uma cultura que quer romper totalmente com Deus, com o Deus Criador, que fixou em nossa natureza a distinção entre o homem e a mulher”.

O preletor terminou a homilia dizendo que “Não é momento de lamentar-se, mas de conhecer bem quais são os ataques a este bem precioso e de viver com lucidez e com coerência o que temos recebido de Deus, pela lei natural ou por lei revelada”.

Uma homilia que dará muito o que falar, inclusive entre os preletores e os fiéis que assistiram à grande festa-missa da família de Colón celebrada em Madri.

A sexualidade não é “um jogo de prazer”
Na primeira parte de seu longo sermão, o preletor de Córdoba, considerado um dos mais conservadores do episcopado espanhol, fez, também, uma fundamentação teológica e espiritual da família como “Igreja doméstica”, porque “no plano amoroso de Deus, a família constitui um pilar fundamental de nossa vida e de nossa convivência”.

Um plano de Deus no qual, segundo o bispo, “a família consiste na união estável de um homem e uma mulher que se amam e declaram se amar por toda a vida. União santificada pela bênção de Deus no sacramento do matrimônio, cujo vínculo é fonte permanente de graça e é irrompível, quero dizer, indissolúvel. União que pela sua própria natureza está aberta à vida e resulta, normalmente, no nascimento de novos filhos que completam o amor dos pais e que são como a coroa destes”.

Uma contribuição mútua que, a juízo de Demetrio Fernández, se “expressa, inclusive, na doação corporal, na linguagem da sexualidade”. Isso sim, uma sexualidade que não pode ser entendida “como um jogo de prazer” porque, então, “este projeto de Deus sobre o homem se arruína”.

Para o bispo, “o prazer que acompanha a relação sexual não pode converter-se em valor absoluto das relações entre homem e mulher. Quando o único que motivo é o prazer, a satisfação de si próprio, o outro se converte em objeto, e o amor se converte em egoísmo. A sexualidade, então, é a linguagem do egoísmo, do egoísmo mais terrível, porque utiliza o outro para seu próprio proveito”.

O preletor de Córdoba salienta, ao continuar, que a relação sexual entre os cônjuges deve estar sempre aberta à vida. “A encíclica Humanae vitae ensina claramente esta doutrina, e – ai de vós! -, se a extorquirmos, dizendo o contrário ou deixando à consciência de cada um que faça o que quiser”.

E, portanto, devemos reconhecer que alguns padres não respeitam essa doutrina da Igreja. “Devemos pedir perdão a Deus porque, neste ponto, nós bispos, sacerdotes ou catequistas, não temos anunciado com fidelidade a doutrina da Igreja, a doutrina que salva e torna os homens felizes”.

“Caminhando rumo à autodestruição”
“No deserto demográfico que padecemos, pelo que o mundo ocidental se lamenta, todos temos nossa parcela de culpa. Não só os legisladores e os políticos por não favorecerem a família verdadeira, mas também os transmissores da verdade evangélica (bispos, sacerdotes, catequistas) por haverem ocultado ou negado a doutrina da Igreja neste ponto”, destacou clamando um “mea culpa” por haver conduzido o mundo a consequências dramáticas e desastrosas.

A prova mais evidente é, segundo o bispo, que a “Espanha tem tido o menor índice de natalidade do mundo e, desde que o aborto foi introduzido, existem mais de um milhão de mortos por este crime abominável. Seguindo este caminho, a Espanha e os países ocidentais, tão orgulhosos de seu progresso, caminham rumo à sua própria destruição”.

Também contribuíram para isso “as facilidades para o divórcio, para a anticoncepção em todas as suas formas, para o aborto – inclusive com a pílula do dia seguinte, repartida gratuitamente como anticoncepcional. São tantos ataques à família, ao projeto amoroso de Deus sobre a família e a vida”.

Informações El Mundo
                                                        SAMPAIO...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Teologia Liberal Incorpora Esoterismo

Uma sacerdotisa maia queima incenso aos espíritos ancestrais na abertura de um evento ecumênico. Uma pastora se diz cristã e budista. Um pastor decide guardar o mês islâmico do Ramadan. Sacerdotes Bramanistas pregam em Catedral e recebem desculpas pelo fato de missionários cristãos terem ido converter a Índia. “Feira de Espiritualidade” em grande igreja europeia inclui Tarô, Nova Era e representantes dos Cultos Celtas Pagãos. O Liberalismo Teológico Protestante vai hoje além da negação da autoridade da Bíblia, do universalismo quanto à salvação ou do relativismo quanto à moral, ou do apoio a agenda GLSTB, e caminha para uma incorporação do esoterismo. Seguidores da Teologia da Libertação, na América Latina, cunharam o termo “macro-ecumenismo” para incluir os pais-de-santo. Ministro protestante brasileiro se confessa seguidor do Rosacruz. Articulistas internacionais se referem a novo fenômeno de Balaão ou, no lugar de uma “via média”, uma “via médium”. Ao lado do secularismo na sociedade e no Estado, o liberalismo na igreja se choca (e passa a perseguir) o princípio de que “Jesus Cristo é o único Senhor e Salvador”.

Fonte: Imprensa Internacional

                                                  sampaio...

quarta-feira, 23 de março de 2011

A Bíblia Nos Promete Uma Vida de Prazeres?

Quando Saulo tornou-se Paulo, uma voz divina anunciou: “Vou lhe mostrar como você poderá gozar muito melhor a sua vida!” Será que é o que realmente está escrito na Bíblia? Pelo contrário, lemos: “Eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (At 9.16). Foi o que Deus disse a Ananias acerca de Paulo. Portanto, foi quase o oposto do que muitos entendem hoje por vida cristã.

Prazer e sofrimento

O Novo Testamento está permeado pelo tom do sofrimento, e é justamente isso que não agrada à nossa velha natureza, que adora cuidar bem de sua carne e de gozar a vida. Paulo e Barnabé, por exemplo, exortaram os discípulos “a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (At 14.22).
Paulo, o apóstolo dos gentios, lembra a Timóteo, seu discípulo mais fiel, que “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3.12).
Isso não soa como uma vida de prazeres e de riqueza abundante, como tanto se apregoa hoje em dia. Temos inclusive uma carta inteira no Novo Testamento que se ocupa com o tema do sofrimento: a Primeira Epístola de Pedro. Ele explica que a fé é provada e aprovada através do sofrimento (1 Pe 1.6-7). Portanto, em completa oposição à sociedade caracterizada pelo entretenimento e ao cristianismo que confunde discipulado com diversão e festa. Aos crentes da Ásia Menor, Cristo é apresentado como exemplo naquilo que sofreu, para que sigamos os Seus passos (1 Pe 2.21).
Será que não acabamos literalmente criando um outro evangelho, um evangelho de bem-estar, que afaga o ego e o velho Adão?

Jesus e o sofrimento

A Carta aos Hebreus menciona, inclusive, que nosso Senhor, “embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hb 5.8). Se isso foi válido para o Filho de Deus, quanto mais vale para nós! O servo, como se sabe, não está acima de seu Mestre.
Pedro diz ainda mais: “Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai-vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele que sofreu na carne deixou o pecado, para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (1 Pe 4.1-2).

Tema recorrente

Sofrimento e não prazer ou bênçãos materiais é o tema recorrente nas cartas dos apóstolos. Paulo chega a dizer: “Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele” (Fp 1.29). De forma semelhante, Pedro admoesta em sua carta: “Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” (1 Pe 4.12-13).
A fé é provada e aprovada através do sofrimento.
Será que isso ainda é proclamado em nossa sociedade de consumo, que já chega a “celebrar” o discipulado e a vida cristã? Será que frases tão negativas não deveriam ser sumariamente riscadas da Bíblia? Não acabamos literalmente criando um outro evangelho, um evangelho de bem-estar, que afaga o ego e o velho Adão?

Sem rodeios

Aos coríntios, que igualmente estavam em perigo de exercer poder e “domínio”, Paulo escreve sem rodeios: “Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco. Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens. Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis. Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos” (1 Co 4.8-13).
Isso soa como prazer, sucesso, conforto e prosperidade? É quase o oposto de tudo aquilo que hoje nos é apresentado simuladamente pelos “evangelistas da prosperidade” como se fosse o Evangelho de Cristo.

Negativo e derrotista?

Para que minhas palavras não sejam interpretadas como uma defesa do sofrimento e uma declaração de derrotismo cristão, devo mencionar que Deus deseja que “vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito” (1 Tm 2.2). Na mesma Carta a Timóteo está escrito: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento” (1 Tm 6.17).
O Senhor nos promete, sim, uma vida abundante (Jo 10.10), porque para os cristãos as questões primárias da culpa e do sentido da vida já estão resolvidas.
Somos gratos por toda a paz e pelo bem-estar que a graça de Deus tem nos concedido no mundo ocidental por um tempo admiravelmente longo. Mas fazer dessa realidade um evangelho é, brandamente falando, contradizer o espírito do Novo Testamento. O Senhor nos promete, sim, uma vida abundante (Jo 10.10), porque para os cristãos as questões primárias da culpa e do sentido da vida já estão resolvidas. Em obediência a Deus, o discípulo de Jesus pode ter, sim, muita alegria, alegria plena (1 Jo 1.4). Mas essa alegria é em primeiro lugar espiritual e não está, necessariamente, refletida no nível material.

Movido pela alegria

Quando Paulo ditou sua carta “movida pela alegria” aos filipenses exortando os crentes a “alegrar-se sempre” (Fp 4.4), ele próprio encontrava-se algemado na prisão.

Discutindo com os super-apóstolos

Em suas discussões com pregadores “poderosos” e triunfalistas, que Paulo chama ironicamente de “sábios”, “fortes”, “nobres” (1 Co 4.10), ele se gloria de sua própria fraqueza (2 Co 12.9), especialmente porque esses falsos mestres se vangloriavam de seu grande poder e de sua própria autoridade. Eles também passavam a idéia de que apenas através deles o mundo daquela época fora alcançado com um evangelho “poderoso” e “pleno” (2 Co 10.12-16). Paulo contrapõe a esses falsos apóstolos e obreiros fraudulentos, como também os chama, a extensa lista de seus próprios sofrimentos (2 Co 11.22-23), provando que ele era um apóstolo legítimo.
Isso ainda é pregado atualmente? Isso ainda é proclamado nos programas cristãos de televisão? Os apóstolos residiam em belas casas e lá ditavam suas cartas? A visão mais profunda dos mistérios do tempo da graça é fornecida por Paulo nas cartas aos efésios e aos colossenses, que ele escreveu quando se encontrava encarcerado. Em seu discurso de despedida em Mileto ele disse: “o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações” (At 20.23). Isso não soa como a expectativa por eventos especialmente prazerosos.

Vida de prazeres?

Humildade, lágrimas, provações, ciladas, cadeias e tribulações, de fato, uma vida “de prazeres”! Mesmo quando Paulo suplicou por uma vida física mais ou menos normal, sem o espinho na carne, seu pedido não foi atendido. Será que ele não deveria ter enfrentado essa limitação física com visualização ou pensamento positivo? Esse homem de Deus podia dizer de si mesmo: “...pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” (2 Co 6.10). Devemos temer, com justiça, que muitos dos pregadores de sucesso de nossos dias literalmente invertem a ordem das coisas: “ricos, mas empobrecendo a muitos”.
Todo esse evangelho da prosperidade e do bem-estar é um cumprimento de 2 Timóteo 4.3, onde está escrito que os homens dos últimos dias cortejarão mestres por cujas palavras sentem coceira nos ouvidos, mestres que os agradem. Muitos gostariam de ouvir que Deus quer nos fazer grandes, ricos, saudáveis e poderosos. Essa era a mensagem dos amigos de Jó, que não conseguiam entender que Jó enfrentava tanto sofrimento por se encontrar dentro da vontade de Deus.
Paulo explicou: que os “crentes” dos últimos dias não apenas serão “amantes de si mesmos” (2 Tm 3.2, Ed. Revista e Corrigida) mas “mais amigos dos prazeres (tradução literal da palavra grega “philedonos”) que amigos de Deus” (2 Tm 3.4).

Uma geração hedonista

Esta é a mensagem para uma geração hedonista, como Paulo explicou: que os “crentes” dos últimos dias não apenas serão “amantes de si mesmos” (2 Tm 3.2, Ed. Revista e Corrigida) mas “mais amigos dos prazeres (tradução literal da palavra grega “philedonos”) que amigos de Deus” (2 Tm 3.4).
Será que Jesus também ofereceu uma falsa fé? Ele disse à igreja de Esmirna: “Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o Diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap 2.10).

O oposto do triunfalismo

Isso é totalmente oposto ao atual triunfalismo do evangelho da prosperidade. É monstruoso o que é tolerado e propagado na cristandade contemporânea. Esta geração ocidental literalmente criou um evangelho resumido e derivado de seu hedonismo, de sua amoldagem ao espírito da época, de sua loucura por saúde, bem-estar e entretenimento, de seu desejo por prazeres carnais e de sua auto-estima.

Pobre, miserável, cego e nu

Talvez a melhor caracterização da situação espiritual desses pregadores e adeptos do evangelho da prosperidade e do bem-estar seja a declaração de Jesus Cristo a uma igreja próspera e abastada, mal acostumada ao sucesso, a igreja de Laodicéia: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3.17). (Alexander Seibel - http://www.chamada.com.br

                                                          SAMPAIO.

segunda-feira, 21 de março de 2011

"Tendo Jesus saído do templo, ia-se retirando, quando se aproximaram dele os seus discípulos para lhe mostrar as construções do templo. Ele, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada. No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estais coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século. E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim. Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados. Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo ali! Não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grande sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Vede que vo-lo tenho predito. Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto!, não saiais. Ou: Ei-lo no interior da casa!, não acrediteis. Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem. Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.1-28).
Sobre os acontecimentos dos tempos finais, é recomendável ler também os versículos restantes de Mateus 24 e todo o capítulo 25. A respeito, vamos perguntar-nos:

1. A quem Jesus dirigiu, em primeiro lugar, as palavras de Mateus 24 e 25?

A parábola da figueira é uma representação simbólica da nação judaica.

A resposta é: basicamente aos judeus – e não à Igreja

  • Nessa ocasião a Igreja ainda era um mistério. Somente no Pentecoste ela foi incluída no agir de Deus e, posteriormente, revelada através de Paulo.
  • Portanto, o texto também não está falando do arrebatamento, quando Jesus virá para buscar Sua Igreja, mas trata da volta de Jesus em grande poder e glória para Seu povo Israel, após a Grande Tribulação (Mt 24.29-31). Jesus só falou do arrebatamento mais tarde, pouco antes do Getsêmani, como está registrado em João 14. Até então os discípulos, como judeus, só sabiam da era gloriosa do Messias que viria para Israel (por exemplo, Lucas 17.22-37).
  • Os discípulos a quem Jesus Se dirigiu em Mateus 24 e 25 evidentemente eram judeus. Em minha opinião, eles simbolizam o remanescente judeu fiel, que crerá no Messias no tempo da Grande Tribulação.
  • No sermão profético do Senhor Jesus no Monte das Oliveiras, Ele predisse como será a situação dos judeus no período imediatamente anterior à Sua volta.
  • Falsos profetas e falsos cristos, como são chamados em Mateus 24.5,23,26, representam um perigo para Israel. A Igreja enfrenta outros perigos, pois deve preocupar-se mais com falsos mestres, falsos apóstolos e falsos evangelistas e em discernir os espíritos (2 Co 11.13; 2 Pe 2.1; Gl 1.6-9). Filhos de Deus renascidos pelo Espírito Santo certamente não vão sucumbir às seduções de falsos cristos e cair nesses enganos.
  • O "abominável da desolação" (Mt 24.15) diz respeito claramente à terra judaica, ao templo judaico e aos sacrifícios judeus. Já o profeta Daniel falou a respeito. E Daniel não falava da Igreja, mas de "teu povo... e de tua santa cidade" (Dn 9.24).
  • A frase: "então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes" (Mt 24.16), é bem clara. Trata-se nitidamente da terra de Israel. Pois no Novo Testamento a Igreja de Jesus nunca é conclamada a fugir para os montes.
  • Igualmente o texto que fala do sábado diz respeito aos judeus, aos seus costumes e suas leis (v. 20).
  • Também a parábola da figueira (v. 32) é uma representação simbólica da nação judaica. Do mesmo modo, a expressão "esta geração" (v. 43) aplica-se a Israel.

2. A que época o Senhor se refere em Mateus 24?

A resposta à pergunta anterior nos conduz automaticamente ao tempo em que esses fatos acontecerão. Trata-se da época em que Deus começará a agir novamente com Seu povo Israel de maneira coletiva, levando o povo da Aliança ao seu destino final (v. 3), que é a vinda do seu Messias e o estabelecimento de Seu reino. O centro de todas as profecias de Mateus 24 e 25 é ocupado pelos sete anos que são os últimos da 70ª semana de Daniel (Dn 9.24-27). Devemos estar cientes de que esse período é a consumação do século, o encerramento de uma era, e não apenas o transcorrer de um tempo. O sinal do fim dos tempos é a última semana, a 70ª semana de Daniel.
Coisas espantosas e grandes sinais no céu anunciam a chegada do grande dia da ira do Senhor.
Todos os sinais que o Senhor Jesus predisse em Mateus 24, que conduzirão à Sua vinda visível (v. 30), têm seus paralelos no Apocalipse, nos capítulos de 6 a 19. Mas nessa ocasião a Igreja de Jesus já terá sido arrebatada, guardada da "hora da provação" (Ap 3.10).

Os últimos sete anos – divididos em três etapas (Mt 24.4-28)

1. Os versículos 4-8 descrevem, segundo meu entendimento, a primeira metade da 70ª semana de Daniel. O versículo 8 diz claramente: "porém tudo isto é o princípio das dores". As dores não dizem respeito a uma época qualquer, elas definem especificamente o tempo da Tribulação, comparado na Bíblia "às dores de parto de uma mulher grávida" (1 Ts 5.3; veja também Jr 30.5-7). O princípio das dores são os primeiros três anos e meio da 70ª semana. Assim como existem etapas iniciais e finais nas dores que antecedem um parto, também esses últimos 7 anos dividem-se em duas etapas de três anos e meio. Há um paralelismo e uma concordância quase literal entre Mateus 24.4-8 e Apocalipse 6, onde o Senhor abre os selos de juízo:
  • Falsos cristos (Mt 24.5) – primeiro selo: um falso cristo (Ap 6.1-2).
  • Guerras (Mt 24.6-7) – segundo selo: a paz será tirada da terra (Ap 6.3-4).
  • Fomes (Mt 24.7) – terceiro selo: um cavaleiro montado em um cavalo preto com uma balança em suas mãos (Ap 6.5-6).
  • Terremotos (Mt 24.7), epidemias (Lc 21.11) – quarto selo: um cavaleiro montado em um cavalo amarelo, chamado "Morte" (Ap 6.7-8).
2. Nos versículos 9-28 temos a descrição da Grande Tribulação, ou seja, a segunda metade (três anos e meio) da 70ª semana de Daniel.
  • Nesse tempo muitos morrerão como mártires (Mt 24.9) – quinto selo (Ap 6.9-11).
  • Coisas espantosas e grandes sinais no céu anunciam a chegada do grande dia da ira do Senhor (Lc 21.11) – sexto selo (Ap 6.12-17).
  • Em Israel, muitos trairão uns aos outros (Mt 24.10, veja também Mt 10.21).
  • O engano e a impiedade se alastrarão, o amor esfriará, significando que muitos apostatarão de sua fé (Mt 24.11-12, veja 2 Ts 2.10-11). Quem perseverar até o fim verá a volta do Senhor e entrará no Milênio (Mt 24.13).
  • O Evangelho do Reino será pregado por todo o mundo (v. 14). Ele não deve ser confundido com o Evangelho da graça, anunciado atualmente. O Evangelho do Reino é a mensagem que será transmitida no tempo da Tribulação pelo remanescente e pelos 144.000 selados do povo de Israel, chamando a atenção para a volta de Jesus, que então virá para estabelecer Seu Reino (compare Apocalipse 7 com Mateus 10.16-23).
3. Mateus 24.15 refere-se à metade da 70ª semana de Daniel, o começo dos últimos três anos e meio de tribulação.
A "abominação desoladora" não teve seu cumprimento na destruição do templo em 70 d.C., pois refere-se à afirmação de Daniel, que aponta claramente para o fim dos tempos (Dn 12.1,4,7,9,11).
  • A profecia da "abominação desoladora" de Daniel teve um pré-cumprimento aproximadamente em 150 a.C., na pessoa de Antíoco Epifânio. Daniel 11.31 fala a respeito.
  • A "abominação desoladora" cumpriu-se parcialmente em 70 d.C. através dos romanos, que destruíram o templo.
  • Mas "abominável da desolação" de que Jesus fala em Mateus 24.15 será estabelecido apenas pelo anticristo, vindo a ter seu cumprimento pleno e definitivo na metade dos últimos sete anos (como profetizado em Daniel 12). Essa profecia de Daniel é claramente para o tempo do fim (vv. 4,9), referindo-se a um tempo de tão grande angústia como jamais houve antes (v. 1), que durará "um tempo, dois tempos e metade de um tempo". É dessa Grande Tribulação, desse período de imenso sofrimento e angústia, que Jesus fala em Mateus 24.21 (veja Jr 30.7).
Nos versículos a seguir, de 16 a 28, o Senhor Jesus explica como o remanescente dos judeus deve comportar-se durante a Grande Tribulação:
  • Eles devem fugir (veja Ap 12.6).
  • Esses dias serão abreviados para três anos e meio, para que os escolhidos sejam salvos.
  • Falsos cristos e falsos profetas farão milagres e sinais (veja Ap 13.13-14).
  • Mas então, finalmente, diante dos olhos de todos, o Senhor virá "como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente". Esses dias da ira de Deus (Lc 21.22), ou melhor, esses dias da ira de Deus e do Cordeiro (Ap 6.17), são descritos assim: "Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres" (Mt 24.28). O "cadáver" representa o judaísmo apóstata, afastado de Deus, e o sistema mundial sob a regência do anticristo, no qual reinará a morte e o "hades". Os "abutres" simbolizam o juízo de Deus.
Terremotos, tempestades, inundações e doenças imprevisíveis, além de outros fenômenos e catástrofes da natureza, aumentam dramaticamente.
Como já foi mencionado, não creio que em Mateus 24.15 o Senhor Jesus esteja referindo-se à destruição do templo em 70 d.C., mas penso que Ele está falando do tempo do fim. Ele menciona a destruição do templo e de Jerusalém em Lucas 21, fazendo então a ligação com os tempos finais. Aliás, este é o sentido dos quatro Evangelhos: apresentar ênfases diferenciadas dos relatos. Os Evangelhos tratam da profecia como também nós devemos fazê-lo, manejando bem a palavra da verdade (2 Tm 2.15).
Em Lucas 21.20 e 24 o Senhor diz: "Quando, porém, virdes Jerusalém sitiada de exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles." Isso cumpriu-se em 70 d.C.
Mas Mateus 24 menciona algo que não aparece no Evangelho de Lucas, pois cumprir-se-á apenas nos tempos do fim: "o abominável da desolação" (v. 15).
No Evangelho de Lucas, que trata primeiro da destruição do templo em 70 d.C., está escrito: "...haverá grande aflição na terra" (Lc 21.23) (não está escrito: "grande tribulação"). Mas em Mateus 24, que em primeira linha fala dos tempos do fim, lemos sobre uma "grande tribulação" "como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais" (v. 21). A expressão "grande tribulação" diferencia nitidamente a angústia de 70 d.C. da "grande tribulação" no final dos tempos.
Jesus Cristo não é apenas a esperança para o futuro do mundo, mas a esperança para toda pessoa, para cada um que invocar Seu Nome!

3. Qual é a mensagem desse texto bíblico para nós hoje?

Essa passagem tem forte significado para os crentes de hoje, pois sabemos que os impressionantes acontecimentos da Grande Tribulação lançam suas sombras diante de si e que, por essa razão, o arrebatamento da Igreja deve estar muito próximo.
  • Nosso mundo está muito inquieto. Há conflitos em muitos países e torna-se mais e mais evidente a possibilidade de guerras devastadoras em futuro próximo. Mais de 400.000 cientistas estão atualmente ocupados em melhorar sistemas bélicos ou em desenvolver novos armamentos.
  • Grande parte da humanidade passa fome.
  • Terremotos, tempestades, inundações e doenças imprevisíveis, além de outros fenômenos e catástrofes da natureza, aumentam dramaticamente em progressão geométrica, como as dores de parto da que está para dar à luz.
  • Grande parte dos cristãos é perseguida. Muitos chegam a falar de uma "escalada" nas perseguições nos últimos anos.
  • Também a sedução e o engano através de falsas religiões é comparável a uma avalanche. O clamor pelo "homem forte" torna-se mais audível. Qualquer coisa passa a ser anunciada como "deus" ou "salvador" – e as pessoas agarram-se ansiosas a essas ofertas enganosas. Ao mesmo tempo acontece uma apostasia nunca vista, um crescente afastamento da Bíblia e do Deus vivo.
As dores da Grande Tribulação anunciarão a vinda do Filho do Homem. Não nos encontramos diante do fim do mundo, mas nos aproximamos do fim de nossa era (Mt 24.3). O Filho de Deus não nos trará o fim, mas um novo começo. Jesus Cristo não é apenas a esperança para o futuro do mundo, mas a esperança para toda pessoa, para cada um que invocar Seu Nome! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
Publicado anteriormente na revista Notícias de Israel, setembro de 2000.

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terça-feira, 8 de março de 2011

O nome "Assembléias de Deus" foi adotado pela primeira vez em Findlay (Ohio), no ano de 1912, pelo pastor Thomas King Leonard.

Foi entre os anos de 1914 a 1916 que o nome "Assembléia de Deus" passou a ser usado no Brasil, visto que na América do Norte as igrejas pentecostais usavam "Igreja Pentecostal" ou "Assembléia de Deus". Até então, as igrejas pentecostais que iam sendo iniciadas no Brasil eram chamadas de "Missão da Fé Apostólica".

Em 11 de janeiro de 1918, Gunnar Vingren registrou o Estatuto da igreja no Cartório de Registros de Títulos e Documentos do primeiro ofício, em Belém, sob o título Estatuto da Sociedade Evangélica Assembléia de Deus.

A data comemorativa do centenário das Assembléias de Deus no Brasil, dessa forma, se baseia nos acontecimentos de 18 de junho de 1911, juntamente com os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren, devido aos fatos lá acontecidos e já de todos conhecidos.

Daniel Berg e Gunnar Vingren

No início do século XX, apesar da presença de imigrantes alemães e suíços de origem protestante e do valoroso trabalho de missionários de igrejas evangélicas tradicionais, nosso país era quase que totalmente católico.
Quando Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram ao Brasil, em 19 de novembro de 1910, ninguém poderia imaginar que aqueles dois jovens suecos estavam para iniciar um movimento que alteraria profundamente o perfil religioso e até social do Brasil por meio da pregação de Jesus Cristo como o único e suficiente Salvador da Humanidade e a atualidade do Batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. Em poucas décadas, a Assembléia de Deus, a partir de Belém do Pará, onde nasceu, começou a penetrar em todas as vilas e cidades até alcançar os grandes centros urbanos como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Em virtude de seu fenomenal crescimento, os pentecostais começaram a fazer diferença no cenário religioso brasileiro. De repente, o clero católico despertou para uma possibilidade jamais imaginada: o Brasil poderia vir a tornar-se, no futuro, uma nação protestante.

Assembléia de Deus

A Assembléia de Deus é uma igreja evangélica pentecostal que prima pela ortodoxia doutrinária. Tendo a Bíblia como a sua única regra de fé e prática, acha-se comprometida com a evangelização do Brasil e do mundo, conformando-se plenamente com as reivindicações da Grande Comissão.O seu Credo de Fé realça a salvação pela fé no sacrifício vicário de Cristo, a atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais e a bendita esperança na segunda vinda do Senhor Jesus.

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Dia 07 de Março

 

Fundação da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, 1804
 

Uma menina muito pobre, filha de operários em um vilarejo do País de Gales, chamada Mary Jones se motivou a aprender a ler para ler a Bíblia – que eram escassas e caras – e tinha que ir diariamente à casa de uma senhora conhecida para ler as Escrituras. Ela juntou moedas seis anos em seu cofrinho e caminhou 25 km até uma cidade onde pudesse adquirir uma Bíblia. Sua história sensibilizou um grupo de líderes que, em 1804, fundou a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, pioneira dentre tantas outras que se seguiriam, visando a disseminação mundial da Palavra de Deus e a um custo acessível. Destacamos hoje a Sociedade Bíblica do Brasil.
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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Alberto Oliveira

1 Senhor, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim.
2 Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus.

Davi compôs esse salmo em um dos mais difíceis momentos de sua vida, quando estava fugindo de um golpe, encabeçado pelo seu próprio filho Absalão; que o queria matar (1). Dificilmente, (espero), você se encontra em tal situação. Mas há uma situação levantada pela súplica e desabafo de Davi que todo nascido de novo passa: multiplicação de inimigos. Não há nada de surpreendente nisso, muito pelo contrário, a inimizade do ser humano para com Deus recai sobre os Seus filhos. O mundo tem um pai, que não é Deus, segundo o próprio Jesus, o mundo não odeia os seus, mas aos filhos de Deus sim, porque assim como Cristo, estes denunciam as obras daqueles - que são más; e assim como objetivaram matar Jesus, farão o mesmo com seus filhos. Os que não são de Deus, têm o diabo por pai, e realizam a obra deste - mentira e assassinato, mas os que quiserem viver piedosamente em Cristo, serão perseguidos (2).


3 Porém tu, Senhor, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça.
4 Com a minha voz clamei ao Senhor, e ouviu-me desde o seu santo monte.

Assim como Davi, podemos estar em uma situação de "desespero sombrio" (3) em alguns momentos. Mas, sempre que olhamos para o Senhor, encontramos uma fonte de força e confiança, uma proteção paterna e doce, que nos traz ânimo. Quando olhamos para a Sua força, santidade e promessas de amor - ganhamos confiança para erguer a voz e clamar, sabendo que sempre seremos ouvidos.

"O favor do Senhor é uma fonte de singular consolação para todo aquele crente que sofre (...). Em tais ocasiões, deveríamos dar conta de que Deus nos honra, fazendo-nos objeto da ministração de Seu consolo e misericórdia (...). Ele, da Sua própria boca, nos chama de bem-aventurados" (4)

5 Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou.
6 Não temerei dez milhares de pessoas que se puseram contra mim e me cercam.

Muitos confundem as coisas Tuas, Senhor; ajuda-nos a Lhe compreender! Há quem ensine, e há quem crê que, para os filhos de Deus não existe problemas. Que suas vidas serão um mar de rosas. Quanto engano! A própria Escritura, e a história da Igreja testemunham contra essa mentira. Mentira essa que enfraquece ainda mais o cristão, quando pego de surpresa pela adversidade. O filho de Deus, anda pelo vale da sombra da morte, por meio a guerras onde caem milhares a sua direita e esquerda; quanto mais fiel sermos a Cristo, mais perseguição teremos; entretanto, a paz verdadeira (e o ânimo decorrente dela), só Cristo pode nos dar - mesmo em meio as tribulações (5).Não esqueçamos jamais de nossa dependência vital a Cristo. Ele é quem nos sustenta. Nossa vida, salvação, alimentação, saúde, paz, livramento - está em Suas santas mãos; o que temeremos nós, tardios em crer?

8 A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção.

O ilustre reformador de Genebra, comentando este texto afirmou: "Desta passagem aprendemos que a igreja será sempre libertada das calamidades que lhe sobrevêm, porque Deus, que é poderosos para salvá-la, jamais suprime dela sua graça e sua bênção" (6).

Tenhamos essa certeza em nossos corações, que "a salvação vem do Senhor".O livramento momentâneo e a salvação eterna de cada cristão está nas mãos do Pai. Descansemos, e que nossa preocupação seja anunciar a Sua boa vontade, e não murmurar, lamuriando-se pelos cantos - ainda que nossos filhos ou amigos nos envergonhem, roubem e tentem nos matar. Ainda que essa morte se dê no campo do respeito, ou dos relacionamentos, Tu és nosso fiel Senhor; a qual nos submetemos e confiamos para nossa proteção! Se Davi pode viver assim - pelo poder de Deus; nós poderemos também - pelo mesmo poder de Deus. Que a Sua bênção seja hoje e sempre sobre nós!

Referências:
(1) 2Samuel 15.13-23;
(2) João 7.6-7, 8.21-50, e 2Timóteo 3.12;
(3) MACDONALD, Willian - Comentário Bíblico Popular do Antigo Testamento - Mundo Cristão, p. 373;
(4) CALVINO, João - A Verdadeira Vida Cristã - Fonte Editorial, p. 55;
(5) Salmos 23.4; 91.7,  2Timóteo 3.12; João 16.33;
(6) CALVINO, John - Salmos; comentários, vol. 1 - Editora Fiel, p.78.

Falando entre vós em Salmos (Ef 5.19), são pequenas reflexões leigas, para incentivar a leitura e meditação devocional, nos Salmos, tanto no nível pessoal como em um nível comunitário.


Lαλουντες εαυτοις ψαλμοις ...

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Alberto M de Oliveira
47 8409 2256
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"O SENHOR, contudo, disse a Samuel: 'Não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O SENHOR não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o SENHOR vê o coração'." 1Sm 16.7

"Se, no Evangelho, você crê no que quer e ignora o que não quer, você não crê no Evangelho, mas em si mesmo." Agostinho


"Perdoa quem decide que a graça é para todos, e não apenas para os que merecem, porque, se alguém recebe o que merece, recebe outra coisa que não é graça" Israel Belo de Azevedo