NOSSA CONVENÇÃO.

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"E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência." - Jeremias 3:15 (ACF).

COORDENADORIA

COORDENADORIA DO LESTE DE MINAS CIDADE DE CORONEL FABRICIANO MG e-mail do blog reverendorj@ig.com.br Entre em contato conosco. Através do nosso e-mail, você pode: - Enviar sua sugestão de matéria; - Divulgar o seu artigo; - Anunciar os eventos da sua igreja (caso seja da CNADF); - Solicitar parceria ou permissão para publicar nossos textos; - Enviar sua palavra de elogio ou de crítica. SOMOS PREGADORES DO EVANGELHO DE JESUS CRISTO...

terça-feira, 11 de outubro de 2011

OUTUBRO MÊS DA REFORMA PROTESTANTE.


31 DIA DA REFORMA PROTESTANTE VENHA CELEBRAR COM NOSCO NA ASSEMBLEIA DE DEUS FLUMINENSE RJ MINISTERIO DE MADUREIRA.
NO DIA 31 PELA MANHA AS8 HORAS SERA MINISTRADO UM ESTUDO SOBRE A HISTORIA DA IGREJA DESDE A REFORMA. E ANOITE SERA CELEBRADO O CULTO DAS LUZES AS 19 HORAS EM MOMENTO HISTORICO SOBRE A REFORMA  VENHA E TRAGA SUA FAMILIA DEUS TEM UMA BENÇÃO PARA VC...


terça-feira, 4 de outubro de 2011

O DISTINTIVO PROTESTANTE.

                                                  

                                                                    O DISTINTIVO PROTESTANTE.

destintivo protestante antes era simbulo de união evangelica e hoge e meramente simbulo de despreso e vergonha. pq algumas denominações evangelicas por falta de informão e postura se enveredaram por outros comuninhos como a ganancia,prepotência denominacional, e exclusivismo na sociedade com seus rotulos que mais causa nojo do que edificação.
mas que nesse mês de outubro possamos refletir e trazer a mesma para uma nova reforma evangelica paulo diz em  1 Coríntios 11:19 na Bíblia Sagrada "E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros semanifestem.

                                      sampaio.

sábado, 1 de outubro de 2011

Judaísmo messiânico: O que é e como surgiu.




As agências internacionais publicam constantemente os ataques sofridos por judeus messiânicos que vivem em Israel, principalmente em Arad. Essas ameaças e perseguições partem de judeus ortodoxos que são mais conservadores, uma briga religiosa que já dura milênios.
O judaísmo messiânico é a vertente que acredita que Jesus Cristo é o “Mashiach” (Messias em hebraico) que foi prometido por Deus. A origem dessa crença surgiu no século I, quando os seguidores de Jesus passaram a acreditar que Ele realmente era o enviado de Deus, mas não abandonaram suas tradições religiosas e passaram a ser chamados de nazarenos, por causa da cidade onde Jesus viveu, Nazaré.
Quando o apóstolo Paulo começou a pregar a salvação para os gentios, os judeus começaram a rejeitar a ideia e não mais aceitaram que os nazarenos fossem considerados como judeus.
Com o tempo os nazarenos começaram a se perguntar se deveriam ou não seguir as normas da Torá, principalmente entre os não judeus que começaram a ser evangelizados pelos apóstolos.

O nascimento do cristianismo e do judaísmo messiânico

De acordo com dados históricos esse foi o motivo da briga entre o apóstolo Paulo e o apóstolo Pedro (narrada no capítulo 15 de Atos). Paulo era o maior expoente do grupo antijudaizante que defendia que Jesus veio trazer a salvação para a humanidade, abolindo assim os preceitos da Torá.
Pedro era do grupo judaizante e defendia que os gentios não precisavam seguir a Torá, mas os judeus que passassem a acreditar em Jesus como o Messias deveriam sim continuar a seguir os dogmas do judaísmo.
O aumento dos gentios convertidos pela pregação de Paulo e seus discípulos fez surgir o cristianismo, em uma época conturbada para os judeus, pois eles estavam sob o domínio dos romanos. Fato agravado pela destruição do Templo de Herodes e assim as duas religiões foram afastadas de vez.
Mas os judeus que aceitaram Jesus e continuaram a seguir os mandamentos da Torá não se tornaram cristãos e foram segregados tanto por cristãos como pelos judeus.
Apesar do governo de Israel reconhecer os judeus messiânicos como judeus, eles continuam sendo marginalizados pelos ortodoxos, principalmente os grupos mais conservadores. Antes de 2009, os messiânicos eram classificados pelo Ministério do Interior de Israel como cristãos.

Judaísmo Messiânico no Brasil

No Brasil é possível encontrar congregações judaico-messiânicas em várias cidades como, por exemplo, no Rio de Janeiro, onde há a Congregação Adonai Shamah. O objetivo do movimento é fazer com que os judeus aceitem Jesus como Messias, sem precisar romper com compromisso com a Torá nem com a aliança de Abraão. Seus membros que são descendentes de judeus continuam seguindo rituais como o da circuncisão.
Em Vitória, capital do Espírito Santo, há outra comunidade, a Beit Tefilha Rechovot (Casa de Oração Rechovot) que é fundamentada em três pilares: Torah, Avodah e Tzdakah. Que são os livros com as leis de Moisés, o trabalho e a justiça social.
Fonte: Gospel Prime


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A REFORMA PROTESTANTE.


                                                  
A igreja assembreia de Deus fluminense rj em cel fabriciano
se prepara juntamente com os irmão da fé evangelica que reconhecem o movimento da reforma protestante como o agir da mão de Deus na igreja e como filhos e herdeiros da mesma, conclamamos a todos a celebrarem e comemorarem este momento historico dando o mérito a "CRISTO SENHOR E DONO DA IGREJA"
e não a lutero como instrumento seu. assim como nós o somos  hoje.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

OUTUBRO MÊS DA REFORMA PROTESTANTE.


OUTUBRO MES DA REFORM A PROTESTANTE 
A igreja de Jesus Cristo nos tempos apostolicos quando perseguida pelo poder imperial de roma. Era pura santa e imaculada,porem  vemos no decorrer da historia a mesma se ocultando nas cavernas,nas matas e florestas e catacumbas,pois esta era a forma de se esconder dos seus inimigos,hoje na era atual ela se coloca dentro de quatro paredes perdendo toda a exessencia do evangelho divino e santo,a igreja Assembleia de Deus Fluminese RJ em Cel Fabriciano se prepara juntamente com os irmaos da fe evangelica que reconhece o movimento da reforma protestante como a mao e o agir de Deus na igreja e como filhos e erdeiros da reforma conclamamos a todos a se lembrarem e comemorarem este momento historico para nos evangelicos dando o merito a Cristo Senhor e dono da igreja.  

  

                                                   REGIONAL DO LESTE DE MINAS.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

DEVEMOS APIOAR OS JUDEUS MESSIÂNICOS ?


Inicialmente cito algumas informações a respeito das atividades de diversos grupos de judeus messiânicos em Israel:
O movimento judaico messiânico e o alvo de Deus
Atualmente pode-se observar um movimento geral em direção ao Messias que está voltando – no fim "dos tempos dos gentios", nos quais "Jerusalém será pisada por eles" (Lc 21.24), até que "haja entrado a plenitude dos gentios" (Rm 11.25-26). Cada vez mais judeus em Israel e também na Diáspora compreendem: Não basta apenas voltar para a terra dos pais, para Sião, mas é preciso retornar ao Deus dos pais e esperar o Seu reino segundo a promessa bíblica. Eles sabem que ainda haverá as "dores de parto", "as dores do Messias". Eles sabem da ameaça final à sua existência e aproveitam o tempo de paz relativa até então para testemunhar a respeito do Jesus crucificado, ressurreto, e cuja volta é iminente...
O número de judeus messiânicos e suas igrejas, que está crescendo constantemente em Israel e em todo o mundo no fim do nosso século, é um sinal dos tempos finais da mesma forma como a volta para a terra há 100 anos e a criação do Estado há 50 anos. (Ernst Schrupp, 1/1998)
1. Devemos apoiar os judeus messiânicos porque eles também são judeus
Se a promessa de Deus feita a Abraão: "Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12.3), refere-se à descendência de Abraão, portanto, ao povo judeu, então não devemos desconsiderar os judeus messiânicos. Pois justamente eles são judeus no sentido literal, que não perderam a sua nacionalidade nem a sua identidade judaica. Pelo contrário! Em seu livro "Jesus, o Messias", Arnold Fruchtenbaum cita vários judeus crentes messiânicos. Um dentre eles testemunha:
Comecei a valorizar minha educação judaica e minha herança judaica de maneira nova. Pela primeira vez na minha vida, elas começaram a ter relação com os dias de hoje. Os personagens do passado ficaram vivos para mim, quando comecei minha nova vida. O Messias de Israel realmente havia chegado.
2. Devemos apoiar os judeus messiânicos porque eles são o "verdadeiro" Israel
Em Romanos 9.6-7 está escrito: "E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas; nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência". Mas isso não significa, de maneira nenhuma, que também o restante de Israel não seja Israel de fato. Entretanto, é feita uma diferença entre o Israel segundo a carne, isto é, os descendentes naturais de Jacó e Abraão, e os israelitas que pela fé tornaram-se adicionalmente filhos espirituais. Lemos em Gálatas 3.7: "Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão."
Em Romanos 2.28-29 temos uma afirmação notável, que não devemos omitir: "Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus." Isso significa que o verdadeiro judaísmo não é uma questão de culto exterior ou de observância exata de leis e preceitos, mas uma atitude do coração transformada pelo novo nascimento. Os judeus messiânicos experimentaram a "circuncisão do coração", e por isso são judeus não somente segundo a carne, mas também segundo o espirito. Se, pois, abençoamos decididamente todo o Israel, se amamos o judaísmo e reconhecemos os judeus como o povo escolhido de Deus, quanto mais temos o dever de considerar de modo especial os judeus messiânicos!
3. Devemos apoiar os judeus messiânicos porque o cristianismo teve sua origem no judaísmo
O cristianismo começou por meio de judeus messiânicos crentes. Os apóstolos, que espalharam o Evangelho por todo o mundo, o que levou ao surgimento do cristianismo (At 11.26), foram judeus sem exceção. Também os cerca de 120 sobre os quais desceu o Espírito Santo no dia de Pentecostes, eram todos judeus (At 1.15; 2.1ss). E os primeiros três mil, que se converteram através da pregação de Pedro, também foram judeus (At 2.39-41). Somente a partir de Atos 10 o Evangelho passou também para as nações, quando Cornélio e sua casa se converteram em Cesaréia.
Em Efésios 2.20 está escrito claramente que os crentes são "edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Jesus Cristo, a pedra angular." Os profetas creram antecipadamente no Messias, olhando adiante, os apóstolos viram o próprio Messias e pregaram o Seu Evangelho. Não é este um motivo importante para apoiar os judeus crentes em Jesus?
4. Devemos apoiar os judeus messiânicos porque pela fé em Jesus fomos unidos com eles e eles são nossos irmãos
Um mistério do Evangelho é que as pessoas dentre os gentios que crêem no Senhor Jesus se tornaram um com os judeus crentes no Messias e formam um corpo. Na Sua inefável sabedoria, Deus criou algo totalmente novo por meio do Evangelho de Jesus Cristo, isto é, formou uma Igreja de judeus e gentios. Efésios 3.1-6 fala disso: "Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Cristo Jesus, por amor de vós, gentios, se é que tendes ouvido a respeito da dispensação da graça de Deus a mim confiada para vós outros; pois, segundo uma revelação, me foi dado conhecer o mistério, conforme escrevi há pouco, resumidamente; pelo que, quando ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de Cristo, o qual, em outras gerações, não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, como, agora, foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito, a saber, que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho" (compare também Ef 2.14-16; 1 Co 12.13). Agora não existe mais diferença entre judeu ou gentio para aqueles que se tornaram crentes no Senhor Jesus Cristo, em Cristo estamos inseparavelmente unidos: "porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos sois um em Cristo Jesus" (Gl 3.27-28; compare também Rm 10.12; Cl 3.11). Como nos tornamos dessa maneira um corpo com os judeus messiânicos, deveríamos encarar fraternalmente a eles e ao seu ministério, pois está escrito: "Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé" (Gl 6.10).
5. Devemos apoiar os judeus messiânicos porque a Bíblia o ordena
Lemos em Romanos 15.26-27: "Porque aprouve à Macedônia e à Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém. Isto lhes pareceu bem, e mesmo lhes são devedores; porque, se os gentios têm sido participantes dos valores espirituais dos judeus, devem também servi-los com bens materiais." O apóstolo Paulo louva o ato dos crentes dentre os gentios da Macedônia e Acaia, que levantaram uma coleta em benefício dos "santos que viviam em Jerusalém" e os serviram com bens materiais. Esses "santos que viviam em Jerusalém" eram judeus crentes em Jesus, que estavam em grandes dificuldades. Adicionalmente, Paulo ainda menciona a responsabilidade dos crentes dentre os gentios para com seus irmãos judeus e os descreve como seus "devedores". A "Bíblia Viva" diz: "Porque, como vocês sabem, os cristãos da Macedônia e da Acaia tiraram uma coleta para os de Jerusalém, que estão passando dificuldades. Eles ficaram muito contentes em fazer isso, pois sentem que têm uma verdadeira dívida para com os cristãos de Jerusalém. Por quê? Porque as notícias a respeito de Cristo lhes chegaram através da igreja de Jerusalém. Visto que eles receberam deles esta magnífica dádiva espiritual do Evangelho, sentem que o mínimo que podem fazer em retribuição é dar-lhes alguma ajuda material." Não devemos eximir-nos dessa grande responsabilidade e deveríamos contribuir para que a Igreja messiânica em Israel possa atuar de maneira abençoada.
6. Devemos apoiar os judeus messiânicos porque eles têm as melhores condições de ajudar seu próprio povo
Fritz May escreve sobre os judeus messiânicos:
A maior parte dos judeus messiânicos em Israel é de sionistas ardentes e cidadãos cientes da sua responsabilidade, favoráveis a Israel, embora não aprovem tudo o que acontece na vida do seu povo. Mas eles crêem nas promessas proféticas da Bíblia para seu povo e sua terra.
A seguir ele cita um líder judeu messiânico em Israel:
"Eu sou um sionista. Amo meu país e defendo todos os seus direitos, exigências e reivindicações... Em todo o mundo, judeus messiânicos se preocupam em promover o bem-estar de seu povo".
Os judeus messiânicos são os que mais podem fazer pelo seu povo. Eles crêem no cumprimento das profecias bíblicas em nossos dias e vêem como sua tarefa semear de muitas maneiras a boa semente da Palavra de Deus. Assim eles certamente contribuem para que em Israel – mesmo depois do arrebatamento da Igreja – ainda muitos se convertam ao Messias. Talvez eles até estejam lançando a semente para os 144.000 judeus selados de Apocalipse 7. Eles oram pelo seu povo, como nenhum outro israelita poderia fazer melhor, e também são ativos no campo social. Pela sua presença, eles são uma grande bênção para a terra e para o povo de Israel. Infelizmente ouve-se que eles sofrem cada vez mais pressões. Tanto mais deveríamos apoiá-los em oração e fraternidade.
7. Devemos apoiar os judeus messiânicos, nossos irmãos judeus, porque o próprio Messias no qual eles crêem é judeu
Romanos 9.5 diz a respeito: "...e também deles descende o Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém." Se, como cristãos, estamos ao lado de Jesus e nos chamamos irmãos e irmãs, também devemos estar ao lado daqueles que Jesus chama de Seus irmãos e amigos. Não eram judeus que criam em Jesus a quem Ele chamou de Seus amigos? Sim, pois é o que está escrito em João 15.15: "Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer." E se o Senhor Jesus diz: "Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" (Mt 25.40), devemos observar que Jesus chamou de irmãos em primeiro lugar os que criam nEle, o que se deduz claramente de Mateus 12.48-50, 28.10 e Hebreus 2.11.
Resumindo: Devemos apoiar toda a casa de Israel, pois ela tem promessas permanentes e que se cumprirão em breve. Israel foi e continua sendo o povo escolhido de Deus, e nós temos o dever de abençoá-lo. Mas dele fazem parte, de modo especial, os judeus messiânicos. (Norbert Lieth -http://www.chamada.com.br)


                                                        SAMPAIO.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Votação na ONU sobre a criação de um Estado palestino


Votação na ONU sobre a criação de um Estado palestino - Perguntas & Respostas

O que acontecerá na Assembleia Geral da ONU em setembro de 2011?

A Autoridade Nacional Palestina anunciou que irá propor na abertura anual da Assembleia Geral (AG) da ONU, em Nova York, uma votação em favor da criação de um Estado palestino nas fronteiras pré-1967, ou seja, Cisjordânia e Gaza, tendo Jerusalém Oriental como capital. Ainda não estão claros todos os contornos da resolução a ser apresentada, mas o fato é que com esta iniciativa a liderança palestina opta por uma saída unilateral para o conflito com Israel, abandonando as negociações e utilizando a ONU como canal para impor seu ponto de vista.

Quais as chances de esta proposta ser aprovada na Assembléia Geral?

Há 193 integrantes na ONU e, historicamente, o bloco de países islâmicos e seus aliados têm votos suficientes para impor seguidas derrotas diplomáticas a Israel. Nas últimas décadas, mais de 100 países já reconheceram o Estado palestino. Líderes palestinos dizem já ter confirmados cerca de 130 votos para setembro e esperam aumentar este número até a reunião da AG.

Como se posicionará o governo brasileiro nesta votação?

O Brasil já afirmou que votará a favor da resolução. Em um de seus últimos atos no governo, o então presidente Lula anunciou o reconhecimento do Estado palestino nas fronteiras pré-1967.

A votação na ONU significará a criação de um Estado palestino?

Não. Mesmo que os palestinos tenham aprovada sua solicitação de ingresso como país membro pleno da ONU, esta decisão depende de aprovação no Conselho de Segurança das Nações Unidas, onde cinco países são integrantes permanentes e têm direito a veto: EUA, China, Rússia, França e Reino Unido. Tudo indica que o governo norte-americano irá vetar a aceitação de um Estado palestino como integrante pleno da ONU sem que ele seja fruto de negociações com Israel.
É importante lembrar que a resolução 181, aprovada pela ONU em 1947, já previa a criação de um Estado palestino na região, ao lado de Israel. No entanto, os árabes rejeitaram a resolução e iniciaram uma guerra de extermínio contra o Estado judeu. Derrotados no campo de batalha, a liderança palestina e os países árabes tentam agora usar um mecanismo da ONU como ferramenta de pressão política.

Qual seria, então, o impacto desta votação na Assembléia Geral?

Ao promover a votação na ONU, a liderança palestina toma uma atitude unilateral e abandona o processo de paz marcado por negociações bilaterais. Marca, portanto, o fim de um processo de diálogo. Apesar das grandes dificuldades encontradas para obter um acordo definitivo, o fato é que muito já se avançou desde que israelenses e palestinos iniciaram o chamado Processo de Paz. Através de negociações, os palestinos já conseguiram, por exemplo, autonomia governamental em grande parte das áreas que desejam como Estado. A economia na Cisjordânia cresce a taxas asiáticas.
Até 2010, quando os palestinos abandonaram as negociações, diversos temas importantes estavam sendo discutidos, como fronteiras, segurança, refugiados, água e Jerusalém. A opção por ações diplomáticas unilaterais pode fazer com que a criação do Estado palestino torne-se uma realidade mais distante e não mais próxima, como deseja a Autoridade Palestina.

Israel é contra a criação de um Estado palestino?

Não. A criação de um Estado palestino que conviva pacificamente com Israel é uma realidade já aceita não apenas pelo governo, mas também pela grande maioria da sociedade israelense. Israel, no entanto, considera fundamental obter garantias de segurança. Basta lembrar que a Faixa de Gaza é controlada desde 2007 pelo Hamas, grupo palestino fundamentalista que assumiu o controle do território através de um golpe e que prega abertamente a destruição do Estado judeu. No sul do Líbano impera o Hezbolá, outra entidade fundamentalista que deseja o fim de Israel e que conta com apoio político, financeiro e militar do Irã.

Insistir em uma solução negociada não é uma desculpa utilizada por Israel para adiar indefinidamente a criação do Estado palestino?

Todas as vezes em que líderes árabes entraram em negociações com seriedade, coragem e boa vontade, conseguiram de Israel praticamente tudo o que desejavam, mesmo que isto tenha significado enormes desafios aos israelenses. Isto foi verdade nos acordos de paz com o Egito, em 1979 e com a Jordânia em 1994. Não será diferente com os palestinos, caso estes retornem à mesa de negociações e sejam capazes de assumir os difíceis compromissos necessários pelas duas partes para o estabelecimento de uma paz justa e duradoura. (Israel na Web - http://www.beth-shalom.com.br)